Katherine é uma ceifadora. Com um simples toque ela pode tirar a vida de alguém e ainda pode escolher qual a causa da morte. Ela também possui marcas negras nas suas mãos, como tatuagens e olhos de cor violeta. Por não poder tocar em ninguém, ela é considerada estranha na escola e sempre tenta ser invisível, coisa que ela conseguiu fazer durante muito tempo, mas de agora em diante será bem difícil.
"Imagine por um instante que você tem cinco anos de idade e na inocência da infância quer ajudar um passarinho que caiu do ninho no quintal do orfanato e quebrou uma das asinhas. Você anda até ele, se agacha sujando o vestido, sabendo do castigo que vai receber e pega o bichinho nas mãos, com toda a intenção de ajudá-lo a voar de volta sobre o muro opressivo de tijolos pretos. Só que, ao invés de ajudar o pobre coitado, você sente a vida se esvair dele, sumir como fumaça. Você sente suas mãos quentes e a presença de um pássaro imóvel em suas mãos. E mesmo com cinco anos de idade, mesmo sem sequer saber ler direito, você tem certeza de que ele está morto. E de que a culpa é sua."
Kat mora com sua amiga, Rebecca. Ela é uma menina que tudo que ela queria, os pais não realizaram e fizeram o contrário. A menina sempre demostrou muito carinho pela ceifadora, apesar de nunca se tocarem.
Durante a noite, Kat era contratada para matar pessoas. Ela ia em uma boate pegar os serviços com seu chefe. Em um trabalho, ela foi na casa do homem que tinha que matar, porém ele estava com uma mulher. Ela esperou eles dormirem e, silenciosamente, entrou na casa e matou-o com uma parada cardíaca. Porém, a mulher acaba acordando e ela também tinha olhos violeta.
"Hoje em dia, eu sou o que algumas pessoas chamam de Ceifadora. Adorável, certo? Isso basicamente significa que eu posso, não, que eu mato tudo em que encosto. Simples assim. Adeus normalidade."
Kat fica assustada porque ela tinha que ser discreta. No seu mundo, existem várias outras pessoas com olhos violetas e eles podem ter diversos outros poderes. O que será que aquela mulher era?
No dia seguinte, um menino aparece na escola. E adivinhem... Ele também tem olhos violeta. Seu nome é Vince e ela o ajuda no seu primeiro dia. Porém, também aparece outro menino, Eric, também de olhos violeta, e inimigo de Vince.
"Ser uma ceifadora significa que sou e sempre serei uma assassina, afinal foi a natureza que me fez assim, certo?"
Quem são aqueles garotos? Quem era a mulher ruiva que a observou ir embora?
Um Toque de Morte é um livro incrível. Foi um tanto surpreendente e eu sinceramente, não achei que fosse gostar tanto. Nunca tinha lido uma história onde encontramos ceifadores como personagens principais e eu adorei.
O mundo criado pela Luiza foi muito bem-criado. Em momento nenhum fiquei perdida durante a história, por não entender o que estava acontecendo, porque tudo é explicado e bem amarrado. Uma das coisas que eu mais gostei, foi que, quando Kat usa o seu poder, no momento que ela toca em alguém, o mundo fica cinza. É o mundo da morte. Achei esse aspecto criado pela escritora muito interessante. E também gostei das marcas que a personagem tem na mão. É o que a caracteriza como ceifadora.
Eu consegui me apegar a personagem da Katherine. O leitor fica bem próximo dela durante a leitura e conseguimos entender tudo o que ela está passando. Além disso, é uma personagem que tem características próprias.
Também adorei a Rebecca, que é aquela menina inteligente, esforçada, que adora compras. Porém, durante a leitura, eu passei a desconfiar dela. Não sei explicar o porquê, já que não foi explicado ainda o motivo da mudança de comportamento. Além disso, me vi dividida entre Vince e Eric. Assumo que fiquei com um pé atrás com relação a Vince, mas também cheguei a suspeitar de Eric. Gosto dos dois personagens, mas tem algumas atitudes de Vince que me incomodaram.
O que me deixou muito curiosa, foi o fato da escritora trazer um certo mistério para a história. O tempo todo ficamos nos perguntando, junto com a Kat, porque aquilo está acontecendo, quais as intenções daquela pessoa, o que tem por trás de tudo isso. Muitas dessas perguntas ainda não foram respondidas e imagino que as respostas estejam no segundo livro, Um Beijo de Morte, que estou ansiosa para ler.
O final da história me deixou surpresa, ansiosa, curiosa, e um tanto revoltada. Não vou dizer o porquê, obviamente. Como já disse anteriormente, a história é muito bem escrita, e como li em e-book, não tenho como analisar a diagramação. Apenas que não encontrei erros na escrita.