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Crônicas Escolhidas

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Clássico fundamental da literatura brasileira, Machado de Assis possui uma faceta que continua pouco explorada por leitores e críticos: a de prolífico cronista de jornais e revistas. Quase sempre sob pseudônimo, como era costume na época, o autor de Memórias póstumas de Brás Cubas escreveu centenas de crônicas para diversos veículos da imprensa do Rio de Janeiro entre 1859 e 1900, e dessa atividade obteve parcela importante de sua renda, mesmo após se tornar um escritor consagrado. Por meio da leitura da vida cotidiana na antiga capital do país, além das notícias da política nacional e internacional - inclusive a Abolição, a Proclamação da República e a Guerra de Canudos -, o escritor também exercitava a prosa genial com que compôs seus textos ficcionais.

Para este livro, o crítico e professor de literatura John Gledson consultou os arquivos da imprensa carioca no século XIX para selecionar cinquenta textos com o melhor da produção jornalística de Machado.

Centrada no período da maturidade do escritor carioca, a seleção de Gledson - que também assina a introdução do volume e os comentários - proporciona uma ótima introdução ao Machado cronista, permitindo cotejá-lo com o criador dos grandes contos e romances.

336 pages, Paperback

First published April 8, 2013

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About the author

Machado de Assis

1,155 books2,486 followers
Joaquim Maria Machado de Assis, often known as Machado de Assis, Machado, or Bruxo do Cosme Velho, (June 21, 1839, Rio de Janeiro—September 29, 1908, Rio de Janeiro) was a Brazilian novelist, poet, playwright and short story writer. He is widely regarded as the most important writer of Brazilian literature. However, he did not gain widespread popularity outside Brazil in his own lifetime.
Machado's works had a great influence on Brazilian literary schools of the late 19th century and 20th century. José Saramago, Carlos Fuentes, Susan Sontag and Harold Bloom are among his admirers and Bloom calls him "the supreme black literary artist to date."

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Displaying 1 - 5 of 5 reviews
Profile Image for Orlando Tosetto.
42 reviews14 followers
July 18, 2014
Este livro tem um problema, e não é, evidentemente, Machado de Assis. O problema é John Gledson: tem John Gledson demais. Um quinto, talvez um quarto do livro é John Gledson sob a forma de introdução geral, de introduções particulares a cada uma das 50 crônicas, notas de rodapé, cronologias, tabelas e bibliografia. Por isso que só dou quatro estrelas - as quatro são pro Machado, nenhuma pro John Gledson. Suportado esse excesso, sobra o Machado, de quem já se disse tudo, e eu acrescento apenas que é mais descuidado nas crônicas do que nos romances (o que é de esperar) mas, mesmo assim, é magnífico. Pulem o Gledson, pulem.
Profile Image for Marcos Junior.
353 reviews11 followers
November 26, 2022
Machado consegue ver os acontecimentos de sua época na perspectiva mais ampla do espírito humano, das grandes tendências sociais, fugindo da análise rasa do dia a dia. Coisa de gênio.
Profile Image for Luiz Filipe Tavares.
15 reviews
October 29, 2013
Mordaz! Algumas das melhores coisas que já li de Machado estão nessa coleção. Indispensável pra quem gosta do lado mais crítico da obra dele.
Profile Image for bianca.
132 reviews
December 9, 2021
essa foi a minha primeira experiência com a escrita do machado de assis e, primeiro de tudo, queria dizer que não foi uma boa ideia começar a ler algo dele pelas crônicas.
quando achei esse livro num sebo, eu nem sabia o que eram crônicas - imaginava que eram como contos. descobri o que eram logo após começar a ler as do machado. então, eu não sabia o quão específicas elas podem ser, e o quão complicadas de entender se não vivemos na mesma época que a pessoa que escreveu - e se não temos acesso ao jornal no qual ela foi publicada, neste caso.
as notas do editor foram extremamente úteis, porém mesmo assim tive dificuldade com a leitura. em certo ponto, creio que em "balas de estalo", pedi ajuda do meu pai para ler - e foi por isso que demorei quase três meses para terminar este livro. nossos horários livres raramente coincidem, então não líamos muito dele por semana (às vezes, não conseguíamos ler nada). foi muito mais simples de ler com ele, pois ele conseguia resolver pelo menos o problema do vocabulário (meu vocabulário, tanto em inglês quanto em português, porém principalmente em português, não é muito extenso. por mais que português seja a minha língua materna, eu raramente leio livros nela, então meu vocabulário é muito limitado). o estilo do machado de escrever variava de coleção em coleção de crônicas, porém, em geral, dá para ver claramente o porquê d'ele ser considerado o melhor escritor brasileiro de todos os tempos.
ele escreve com uma maestria, e com uma aparente facilidade, que eu raramente vejo na literatura. com as referências mega-complexas citadas por ele, era possível enxergar o quão bem-lido e bem-informado ele era. houveram momentos onde eu simplesmente pausava a leitura para admirar o quão bem tal frase foi escrita (e tiveram momentos quando parava para tentar entender outra, haha). seu modo extremamente inteligente de dar opiniões em quase qualquer coisa, acho que foi o que mais me impressionou.
bons dias foi, provavelmente, minha série de crônicas favorita de todas desta edição (gostei bastante de balas de estalo, também. foi definitivamente a mais cômica, e o humor do machado é simplesmente genial). o motivo para isto é justamente o que disse acima, da forma inteligente do machado de dar suas opiniões. nesta, suas opiniões políticas são comentadas. esta crônica, que começou em 1888, nos revela as opiniões de machado - sob o pseudônimo "boas noites" - sobre a abolição da escravatura, sobre a monarquia, sobre o suposto fim da monarquia que estava sendo "sentido", sobre políticas implantadas, etc. é um machado mais político do que pensei que fosse ver, e foi incrível ler o parecer de uma figura tão icônica e importante na história do país sobre assuntos essenciais em sua época - sempre com uma ironia característica em suas crônicas.
no final das contas, gostei bastante deste livro. ele foi bem complicado de ler, porém, quando entendia uma crônica completamente, conseguia enxergar o quão brilhante era, e o quão importante o escritor foi, até mesmo em sua própria época. não vejo a hora de seguir com a leitura da literatura machadiana, para conseguir apreciar ainda mais sua maestria.
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