A escrita, o compromisso político, as amizades, o exílio e as viagens são elementos indissociáveis numa vida fascinante como a de Luis Sepúlveda. Nestas páginas, entrelaçam-se histórias pessoais, histórias dos trabalhadores e suas lutas, gritos de dor perante a exploração criminosa do meio ambiente, reflexões pungentes sobre a crise económica que atingiu a Europa e encenações de momentos partilhados com amigos, entre eles Pablo Neruda, José Saramago e Tonino Guerra. E emerge, acima de tudo, o Luis Sepúlveda homem: as lembranças do difícil passado no Chile, o destino dos seus companheiros dispersos no exílio e o seu reencontro numa pequena baía do Pacífico, uma viagem pelo deserto de Atacama, mas também alguns vislumbres da vida pessoal, as memórias de um fiel amigo de quatro patas, a alegria de se sentar a uma mesa de refeições com a família alargada e receber o epíteto de «velho». E, sobretudo, a certeza de ter vivido «uma vida de formidáveis paixões».
(Ovalle, Chile, 1949 – Oviedo, España, 2020) Luis Sepúlveda was a Chilean writer, film director, journalist and political activist. Exiled during the Pinochet regime, most of his work was written in Germany and Spain, where he lived until his death.
Author of more than thirty books, translated into more than fifty languages, highlighting An Old Man Who Read Love Stories (Tusquets Ed., 2019) and The Story of a Seagull and the Cat Who Taught Him to Fly (Tusquets Ed., 1996). Among his numerous awards are the Gabriela Mistral Poetry Award (Chile), the Primavera Novel Award (Spain) and the Chiara Award for Literary Career (Italy). Knight of the Order of Arts and Letters of France, and doctor honoris causa by the universities of Toulon (France) and Urbino (Italy).
In a direct, quick-to-read language, full of anecdotes, his books denounce the ecological disaster affecting the world and criticize selfish human behavior, but they also show and exalt the most wonderful manifestations of nature.
In questa antologia di racconti autobiografici, Sepúlveda si racconta parlando di tutte le esperienze che l’hanno spinto a diventare scrittore. Abbandonato il calcio per la poesia e per la letteratura, Sepulveda ha inseguito e coltivato l’arte di scrivere soprattutto per dare voce a chi non ne ha e per denunciare gli abusi di potere a ogni livello. Una prosa fluida che cattura da subito l’attenzione del lettore (soprattutto se lo si conosce già, poiché certi aneddoti di vita ricorrono in altre sue opere autobiografiche) rivela episodi di vita vissuta in cui non possono mancare come sempre le tematiche care a chi come lui a dovuto subire la violenza della dittatura Pinochet, la perdita di amici, lo strappo dell’esilio. Questa volta, però, mi sembra affiori dalla pagine forse più nostalgia e affetto nel ricordare gli amici delle lotte politiche (molto bello e significativo il racconto ”La chiave del cielo”) oltre ai grandi personaggi e maestri che ha potuto incontrare nella sua carriera: Neruda, Tonino Guerra, Antonioni, Garcia Marquez. È proprio quest’ultimo il protagonista di uno degli aneddoti che mi hanno colpito di più: a pranzo insieme a Gabo in una trattoria sul mare, il suo illustre amico e collega fu scambiato per il sosia di se stesso. Emozionante anche il saluto a Laika, il suo fedele pastore tedesco che per quattordici anni ha fatto parte della famiglia. Chissà se si ritroveranno... Maledetto Covid! Credo mi mancheranno un sacco i suoi libri! È stata una grande perdita per la letteratura. Mi piace ricordarlo con una sua frase tratta proprio dal primo racconto di questo libro intitolato ”Un dubbio e una certezza” «La vita è un insieme di dubbi e di certezze. Ho un grande dubbio e una grande certezza. Il dubbio è se la letteratura abbia guadagnato qualcosa dalla mia militanza nella scrittura. E la certezza è che per colpa della letteratura il calcio cileno ha perso un grande attaccante.»
(◔◡◔) 𝔹𝕠𝕠𝕜 𝕣𝕖𝕧𝕚𝕖𝕨 . ⭐ Olá olá gente gira 😍 a review de hoje é um pouquinho especial porque é o primeiro livro que eu leio de Luís Sepúlveda ❤️ . ⭐ Neste livro encontramos histórias pessoais, histórias de trabalhadores e das suas lutas, a revolta perante a exploração do meio ambiente, reflexões sobre a crise económica que atingiu a Europa e, algumas histórias que relatam encontros com Pablo Neruda, José Saramago e Tonino Guerra. Por outro lado, conseguimos ver a forma como o autor se recorda do Chile, das suas vivências, das amizades, da família e, até, do seu animal de estimação. . ⭐ Para começar, este é um livro que se torna muito fácil de ler porque, no fundo, está dividido em histórias e, por isso, os capítulos são curtinhos. . ⭐ A escrita do autor é bastante fluida, perceptível e ao mesmo tempo incómoda, no sentido, de nos deixar a refletir sobre as temáticas. . ⭐ Gostei bastante de ler o livro. No entanto, não posso dizer que já tenha ficado rendida ao autor. Para isso, nos próximos tempos vou ler mais alguns livros dele, para formar uma opinião mais sólida. . ⭐ Escolhi este livro para ser o primeiro livro que lia deste autor porque como o título diz "Palavras em tempo de crise", achando eu, e muito bem, que se adequa totalmente aos tempos em que vivemos. . ⭐ Um autor do qual quero experimentar outras obras. . #leituras2020 #lerjuntos #lerosnossos #leituras #lerdoceler #livros #livrosemaislivros #booklover #bookstagrampt #bookstagramsofportugal #book #literatura #literaturaestrangeira #amoler #luissepulveda #luissepúlveda #portoeditora #leituraatual #leituradodia #leituradanoite
Probably not the best Sepulveda to start with - actually, I would say it's one for the fans, mainly. It's very political, and although I have no problem with political, I was expecting something more personal. A few of the texts are, but most concern Spanish politics and the 2008 economical crisis. I began reading this in 2018... but finishing it now, in 2020, after his passing and Covid-19 hitting us, it's a different experience.
I would rate this book with three stars. Unwavering four if his political leanings weren't so present and repetitive. I know it's supposed to be a book of opinion, but Sepúlveda goes to exaggerated lengths to prove his political stance. Nonetheless, he believes in change and that's why the book has to brim with politics. But it becomes a bit boring that the main focus of the book is politics and to read a recurring anger tone that blames everything on the right.
Apart from that, I enjoyed his less political stories. It's my first time reading Sepúlveda and I have to admit that I was intrigued by the poetic perception that he has about life. In those stories, he certainly accomplished his goal of showing that words matter. Reading about moments of his life, some that he spent with great men, inspired me to be more patient when dealing with the ordinary of life, because even there beauty exists in its purest form.
The way in which he describes his blessed encounters with friends/masters with a special affection for them and the moment, only makes me feel fond of the author, even though it's my first contact with his works. I never met him personally and unfortunately, I never will, but I can't refrain from saying that he has a special way with words too and because the book is all about that, I will honor him with the extra star. Maybe I would've enjoyed it further if I was more acquainted with his work.
Confesso que foi difícil continuar a leitura O livro tem o título original, escritura en tiempos de crisis, que para mim faz mais sentido que palavras As palavras têm um peso muitas vezes diferente, de um texto ou um livro, e este livro corresponde a reflexões, escrita que decorre da crise económica em Espanha, Portugal Europa que complicou muito a vida dos países do sul, Mas tb fala de escritores, histórias pessoais, memórias, e algumas dessas escritas são sem dúvida excelentes, mas não retenho nenhuma palavra Acho que tb foi bom ler ao mesmo tempo que o livro do Gabriel Garcia Márquez, ajudou a situar no contexto da vida no Chile Em resumo gostei, de todo não fica entre os meus preferidos do Sepúlveda, mas ajudou na compreensão da história recente, muito recente do Chile e Espanha. E tem o universo Sepúlveda em tds os capítulos sem dúvida
Ogni tanto, prima di scrivere una recensione, leggo quello che un libro ha suscitato negli altri lettori. In questo caso credo di essere in disaccordo con quelli che giudicano questo libro come poco ispirato. È vero, magari c'è qualche pezzo sulla politica non troppo fluido ma assolutamente necessario. Credo che la forza di questo libro sia quella di risvegliare un estremo senso civico. Spesso si è avvolti da questa torbida inconsapevolezza dalla quale è necessario provare ad evadere; prendere consapevolezza di quello che ci circonda e imparare a reagire. Vita personale, politica, Spagna, Cile, presente e passato si mescolano in un libro forse sottovalutato.
Il volume è una raccolta di scritti autobiografici attraverso i quali l'autore mostra la propria "vita di formidabili passioni": l'impegno politico, la dittatura, l'esilio, il difficile rapporto con il Cile, l'attivismo ambientalista, la famiglia, la scrittura giornalistica e letteraria e i motivi dietro alla scelta di questa professione. Un approfondimento interessante consigliato a chi ha già familiarità con Sepúlveda e con le sue opere più belle.
Potremmo definire questo libro come il riassunto dell'esperienza letteraria di Sepúlveda: l'autore non si nasconde più dietro personaggi fittizi, ma si mostra in tutta la sua umana essenza. Ne parliamo qui 👇 https://www.ilpesciolinodargento.it/i...
Luis Sepúlveda est décidément un de mes auteurs préférés. Cet ensemble de chroniques réelles est tout simplement remarquable, aussi bien sûr le forme , le style et la musicalité de l'écriture que sur le fond au travers des idées qu'il véhicule. Je recommande vivement cet ouvrage à tous les lecteurs et notamment ceux qui se définissent, comme Luis Sepúlveda et moi, comme étant du Sud.
Articoli un po' ridondanti e non mi danno nulla in più del Sepulveda scrittore che si ama. Le tre stelle solo per l'ultimo capitolo sul rapporto con i figli e con il padre,che salvano il libro.
Livro 📚: Palavras em tempos de crise ⠀ ⠀ Opinião: 4/5 ⭐️⠀ ⠀ Um grito de revolta contra os tempos conturbados que vivemos.⠀ ⠀ A escrita, o compromisso político, as amizades, o exílio e as viagens são elementos indissociáveis numa vida fascinante como a de Luis Sepúlveda.⠀ ⠀ Nestas páginas, entrelaçam-se histórias pessoais, histórias dos trabalhadores e suas lutas, gritos de dor perante a exploração criminosa do meio ambiente, reflexões pungentes sobre a crise económica que atingiu a Europa e encenações de momentos partilhados com amigos, entre eles Pablo Neruda, José Saramago e Tonino Guerra. E emerge, acima de tudo, o Luis Sepúlveda homem: as lembranças do difícil passado no Chile, o destino dos seus companheiros dispersos no exílio e o seu reencontro numa pequena baía do Pacífico, uma viagem pelo deserto de Atacama, mas também alguns vislumbres da vida pessoal, as memórias de um fiel amigo de quatro patas, a alegria de se sentar a uma mesa de refeições com a família alargada e receber o epíteto de «velho». E, sobretudo, a certeza de ter vivido «uma vida de formidáveis paixões».⠀ ⠀ Bem, não estava nada à espera de gostar tanto deste livro como gostei! 🤯 Primeiro estava sem expectativas nenhuma porque eu encontrei o livro do nada num armário e decidi que ia ler só, nem vi sinopse. Quando comecei e vi que para além de serem pequenas histórias da vida do escritor e comecei a gostar continuei. O escrito fala em muitos capítulos sobre política mas mesmo eu não sendo muito fã de política fiquei super interessada com o que ele estava a contar. ☺️ Também fala muito de igualdade, racismo e outros assuntos muitos atuais! Gostei imenso de histórias que lhe aconteceram e algumas até meteram piada, para mim! 😂⠀ Um livro que recomendo imenso a lerem! ❤️ ⠀ ⠀ (Esta publicação é em memória ao escritor que morreu recentemente devido ao nosso inimigo invisível que anda por aí - COVID-19) 🙏🏻⠀ ⠀ Alguém já leu este? 🥰
"Per me è particolarmente difficile immaginare una letteratura priva del conflitto fra l'uomo e ciò che gli impedisce di essere felice. Non potrei mai affrontare la letteratura, la scrittura, senza la consapevolezza di essere la memoria del mio paese, del mio continente, di tutta l'umanità."
Pubblicato nel 2013, Sepùlveda definisce "Ingredienti per una vita di formidabili passioni" la sua "autobiografia informale" che costituisce - a mio avviso - un #continuum ideale de "Le rose di Atacama" (pubblicato nel 2000).
Nonostante venga presentato come un'autobiografia, lo scritto non si consuma mai nell'aneddotica, ma ravviva il fuoco che lo alimenta con racconti, arringhe e riflessioni sui soggetti preferiti dello scrittore cileno: gli ultimi e i lavoratori sfruttati.
Sepùlveda racconta di come sia nata la sua passione per la letteratura e per la poesia, omaggia con ricordi che destano il sorriso giganti della letteratura del Novecento, come Gabriel García Márquez e José Saramago e commuove con le parole dedicate alla cagna Laika, la "guardiana" fidata di una vita morta a causa di un tumore.
Tuttavia, i capitoli più significativi sono proprio quelli dedicati agli oppressi: si passa dai lavoratori pressoché schiavizzati del deserto di Atacama ai Pasquensi vittima di genocidio e finendo ai minatori asturiani. Sepùlveda affianca la difesa dei lavoratori all'accusa feroce nei confronti del capitalismo, andandoci particolarmente pesante con il governo spagnolo di Felipe González.
Un libro che nella sua brevità è un mattoncino per la densità di fatti e avvenimenti che racconta.
Sepulveda ha un grande dono, quello di essere un Narratore come ce ne sono pochi al mondo, capace di trasformare anche una semplice lista della spesa in una straordinaria avventura. Per questo è sempre un piacere leggere i suoi libri e racconti. Questo libro però non si presenta come la raccolta di storie che mi aspettavo: la parte più interessante si riduce a brevi pagine, quasi annotazioni, di alcuni viaggi, veri o della memoria, tra i luoghi che ama, che per quanto hanno tutto un fascino speciale, sono affetti da un senso di incompiuto e dall'idea di essere quasi solo una bozza, dimezzandone il piacere della lettura. Il resto della raccolta sono articoli scritti da Sepulveda per parlare della crisi, in maniera appassionata ma decisamente unilaterale, non sempre semplici da leggere per le tematiche e a volte capaci persino di lasciarti amareggiato quando pensi che la situazione economica e politica delude ovunque si guardi. Insomma, Luis fa sempre innamorare, ma per fortuna ci sono suoi libri molto più meritevoli di essere letti.
Premettendo che Sepulveda è sempre un piacere da leggere, il libro ha un po' deluso le aspettative, per il semplice motivo che più che storie brevi questi racconti sono per metà (quella più interessante) moleskine, brevi episodi di vita dell'autore, e per l'altra metà articoli sulla politica, che per quanto interessanti e scritti con passione (fin troppa! Al limite della visione unilaterale, per quanto con cognizione di causa), sono comunque tutt'altro che leggeri - decisamente non la lettura che avevo in mente iniziando il libro! Fra l'altro ritrovare in Spagna, in Cile ed a livello globale gli stessi guasti nella politica e nel potere che vediamo nel nostro limitato panorama locale, più che consolante è proprio deprimente! :(I racconti autobografici, invece, sono ben scritti, piacevoli, a volte toccanti - magari fossero stati tutti così! Alla fine il voto è una media tra tanti aspetti: onestamente però, non lo ricomprerei.
Once again, Sepulveda at his best! From the chapters where tenderness is the watermark, to those where the crisis in Europe and the world are analyzed and criticized, wonderful pages of this readable book whose greatest gift is to reveal a bit more of the great writer.
Una corta raccolta di racconti autobiografici e/o sulla storia recente del popolo cileno. Scorre piacevole, anche se talvolta con equazioni troppo semplicistiche, il pensiero dell'autore incentrato sull'ideologia comunista più autentica e avverso al corso del neoliberismo e capitalismo imperante e con citazioni di fatti che è bene non dimenticare.
Pezzi commoventi sul Cile, rabbiosi sulla Spagna (che si potrebbe leggere Italia)...un libro breve, sicuramente una di quelle trovate editoriali per vendere ancora un libro di un autore famoso, ma mi e' piaciuto tanto.