Diva (1864) pertence ao grupo de “romances urbanos”. Nesta narrativa, Alencar analisa e retrata a sociedade fluminense do séc. XIX e faz uma investigação psicológica da vida de uma mulher — a personagem central do romance. Hoje José de Alencar é considerado um dos grandes patriarcas da literatura brasileira, pelo volume e mensagem de sua obra.
José Martiniano de Alencar was a Brazilian lawyer, politician, orator, novelist and dramatist. He is one of the most famous writers of the first generation of Brazilian Romanticism, writing historical, regionalist and Indianist romances — being the most famous The Guarani. He wrote some works under pen name Erasmo. He is patron of the 23rd chair of the Brazilian Academy of Letters.
José de Alencar was born in what is today the bairro of Messejana on May 1, 1829, to priest (and later senator) José Martiniano Pereira de Alencar and his cousin Ana Josefina de Alencar. Moving to São Paulo in 1844, he graduated in Law at the Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo in 1850 and starts to follow his lawyer career at Rio de Janeiro. Invited by his friend Francisco Otaviano, he becomes a collaborator for journal Correio Mercantil. He also wrote for the Diário do Rio de Janeiro and the Jornal do Commercio.
The house of José de Alencar, in Messejana It was in the Diário do Rio de Janeiro, during the year of 1856, that Alencar gained notoriety, writing the Cartas sobre A Confederação dos Tamoios, under the pseudonym Ig. In those, he criticized the homonymous poem by Gonçalves de Magalhães. Also in 1856, he wrote and published under feuilleton form his first romance: Cinco Minutos. He was a personal friend of Joaquim Maria Machado de Assis. Coincidentally, Alencar is the patron of the chair Assis occupied. He died in Rio de Janeiro in 1877, a victim of tuberculosis.
Começa entediante, então a protagonista feminina começa a parecer surpreendentemente forte e independente - o que é raro na literatura da época. Melhor ainda, perto do fim do livro, ela tem muitos insights sobre a verdadeira face do "amor" cultivado pela sociedade da época, chegando a dizer explicitamente que era pouco mais do que uma escravidão para a mulher.
Então, o final estraga tudo. Sério. O final é basicamente "abuse fisicamente de sua atração para que ela se apaixone por você". And I'm not even kidding.
achei que esse é um comentário adequado; por outro lado, me deu muita preguiça de ler as resenhas alheias, pessoas aleatórias do goodreads ... comentar esse livro é só para #genteq mitava, que nem Antônio Cândido ---- eu, por exemplo, me atenho à metalinguagem.
Recomendar ou não? Gente, francamente, é José de Alencar, ele já está acima disso, porque História é História.
Então, leia se tiver vontade, e se não tiver, não leia.
Vim por causa da novela da Record. E para Record, eu não volto. Apenas percebi minha ignorância sobre Emília, eu que já conhecia Aurélia e Lúcia.
Alencar, aqui, no entanto, me parece o mesmo esquisito que escreveu "O Guarani" e "Til".
Já "Senhora", eu adoro. E "Iracema" é uma obra de arte da língua portuguesa, goste vc da história ou não.
Enfim, ele quis ser nosso Balzac --- de fato, é quem de mais próximo temos --- mas tinha toda uma carga moral a cumprir, sob a qual aquele francês não estava. E isto não é um juízo, é uma constatação técnica.
Ao mesmo tempo vi nesse livro o passado e o presente. E o que várias mulheres passam com homens controladores e as mulheres submissas. Mas voltando sobre o livro achei a Emília típica mulher bonita que gosta de ser admirada por vários homens .Mas ao mesmo tempo vazia e triste. Augusto é aquele homem que na aparência dava um de ser bonzinho e tranquilo mas quando não consegue o quer vira um mostro.Tipico lobo em pele de cordeiro. E as declarações de amor dele achei vazias e fracas.Pq na verdade o que ele pensava de amor voltou ao contrário por ser desprezado mesmo ele sendo o mais gentis dos homens. Ele não gostou de ser desprezado por uma mulher, e viu nisso uma humilhação pq ele querendo se passar com um homem descente, acabou se saindo o pior dos canalhas e a Emília foi típica síndrome de Estolcomo se posso dizer assim. Não sei se deu pra entender, preciso digerir essa história kk
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Escolhi este como meu segundo livro de Alencar pela referência em 'Senhora'. Foi interessante observar as semelhanças entre Aurélia Camargo, Fernando Seixas, Emília Duarte e Augusto Amaral. E mais, novamente similaridades com algumas heroínas Austeneanas, ou se pode negar que tantas vezes Mila é a Marianne Dashwood brasileira? O mesmo fogo lhes habita o olhar, a mesma sede lhes devora a alma. Interessante observar a metalinguagem de José de Alencar e sua referência à Álvares de Azevedo. Creio que a Duartezinha é uma das minhas personagens preferidas em épocas de ascensão do Romance por toda a coragem que tem em sentir (mesmo o que ainda não sente!) e o medo da ilusão e do vulgar. Achei adorável percebê-la tão dona de si e agindo tão contrária ao que se espera da mulher em 1864. Ela sufoca com o ordinário, anseia pela verdade, arrebata a si mesma, flerta com o perigo e quebra as regras. É uma delícia ver uma mulher em formação descobrindo a si mesma entre seus erros e sonhos e renegando ao tédio e ao lugar-comum dos costumes sociais e do ceder-se às conveniências. Que sejamos mais como Dona Emília, a forte Mila; implacáveis na busca do sentimento-real e arredios com o descartável. Que a gente arda da paixão febril e não entregue o melhor que temos ao superficial do mundo. As epifanias (oi, Emma Woodhouse?!) ainda nos salvarão dessa água morna em que nos cozinhamos, dessa normalidade sem graça, dessa sonolência na alma, dessa rotina automática, dessa dormência de estar e dessa preguiça de existir.
Segundo livro da trilogia "Pefis de Mulheres", Diva tem uma história diferente da obra anterior “Lucíola”. Aqui conhecemos Emília ou Mila, uma jovem rica que brilha pelos bailes, o título se dá por ela ser comparada a uma diva ou divindade. Seu par é Augusto Amaral, médico e amigo de Paulo. O enredo se desenrola em um eterno jogo de cão e rato, cheio de intrigas, implicâncias, ciúmes, provocações, idas e vindas. Tem momento que o riso vem fácil e em outros que é “eita”. Como sempre José de Alencar da um show em descrever as mulheres e mesmo Mila sendo uma adolescente é inevitável, você passa a acha-la admirável.
Livro composto por um manuscrito que Augusto Amaral teria enviado a Paulo, como confissões a um amigo. Diva é um romance urbano. Nele a heroína Emília, bela e rica filha mimada de um capitalista carioca fica dividida e confusa frente ao amor de Augusto, um médico que salvou sua vida quando ela era só uma pré-adolescente feia. Ambos ficam assim presos em jogos de amor, amizade e desprezo que são por vezes infantis e humilhantes. Augusto se declara, mas Emília diz não o amar. Diva relata o orgulho e machismo de um homem que confunde amor e paixão. Ele não aceita ser rejeitado porque o mais importante ainda é o poder sobre a mulher totalmente controlada. Ao não conseguir isso, Augusto renega seu amor. Emília, por sua vez, deixa de lado suas contradições e conflitos declarando amá-lo. Augusto percebe ainda amá-la e eles vivem felizes para sempre, num romance que segue ao pé da letra o estilo conto de fadas: heróis perfeitos, um obstáculo para o amor (a dúvida de Emília) e um final feliz no último instante.
Um dos primeiros livros de José de Alencar e precursor de Senhora.
Ambas as obras são pesadamente influenciadas por A Megera Domada de William Shakespear, a diferença em Diva é que o casal ainda é pouco mais que adolescente.
Emilia é uma menina inteligente e mimada e isso se traduz em um tipo de revolta quanto a sua posiçaõ de mulher na sociedade. Ela se ressente da ideia de casamento e mais ainda dos homens que a cortejam. Augusto, o jovem médico apaixonado, é igualmente desprezado e, ao invés de se afastar como alguém maduro e ciente, passa o resto do romance tentando se vingar do desdém que lhe é votado.
São basicamente duas crianças puxando o cabelo uma da outra e ficando aturdidas quando doi. O fato que tudo acaba em amor e casamento é típico do Romantismo, mas confesso que fiquei pensando em antigas músicas sertanejas em que quanto mais matratado se é, mais apaixonado se fica.
Sinceramente, a Emília e o Augusto me estressaram o livro inteiro. O machismo, auto depreciação e possessividade do Augusto e o masoquismo e transtorno bipolar de Emília me fizeram ficar feliz quando os dois acabar juntos, afinal eles se merecem. Mas ainda assim eu me diverti enquanto lia e não posso negar que me cativei pela forma como os acontecimentos foram apresentados e a linguagem era encantadora, mesmo que descrevendo cenários frustrantes infindáveis. Uma bela obra que eu certamente leria novamente, porque afinal eu sou um pouco como a Emília e gosto de me estressar.
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Senhora 2.0? Tá, foi o que pensei durante minha leitura da parte mais final do romance, mas daí essa ideia foi logo dissipada ao conferir que ele havia escrito essa obra antes da mais famosa dele. De toda forma, Emília aqui me pareceu uma mulher tão independente quanto Aurélia, e infelizmente, assim como ela, joga toda essa independência no saco no final em nome de um amor piegas. Não dava para esperar algo de diferente também, né? É pedir demais que um autor daquela época tenha escrito sobre mulheres pisando em machos pamonhas, até o fim?
Emília é uma das personagens mais marcantes e interessantes construídas pelo Alencar, uma pena que ele estava convencido de que tinha que dar a ela um final tipo Megera Domada só que piorado (e ainda por cima com menos abertura pra gente poder dizer que é uma sátira dos finais da época. Pelo amor de deus, Sr. Alencar).
Definitivamente a versão menos trabalhada das suas obras urbanas,e praticamente uma ponte entre Luciola e Senhora, possuindo as mesmas mensagens so que menos ampliada.
Vale destacar que, embora seja um escritor símbolo do Romantismo, Alencar não era piegas em nenhum momento. Sabia contar uma história de amor sem excesso de melodrama. Seu estilo também é fluído e muito elegante. Claro, não podia fugir às expressões da época. Mas no geral, a sua prosa compensa até a leitura de obras não tão significativas, do ponto de vista literário, como esta aqui.
Gosto do fato de que, mesmo em meio a uma literatura clássica romântica e idealizadora, as protagonistas de José de Alencar são mulheres fortes, independentes e que sabem o que querem.
Minha mãe, assim como eu, é uma devoradora de livros, por isso é difícil explicar a pequena biblioteca que temos em casa. Esse livro foi achado nas coisas dessa bagunça e decidi ler esse ano, afinal sou totalmente sem cultura quanto a literatura brasileira.
Basicamente a estória gira em torno de Ausgusto, um medico recém formado e de Emilia, uma filhinha de papai que faz o que quer, na hora que quer. A criatura era feia na sua adolescência, mas quando os dois (mocinho e mocinha) se reencontram, ela se transformou numa dama fatal, atraindo olhares de todos os rapazes.
Como esperando o mocinho se apaixona pela mocinha.
Daí surgem situações que (mesmo com a parca explicação da parte da mocinha) não entendi. É um eu te odeio com sai daqui, sendo que ela deve muito a ele! Augusto foi bem bocó na estória toda e ficou sendo um mero bonequinho de cordas.
A trama fica nessa de eu te amo e não sei se te amo. Ainda bem que o livro é curto! Chegou um momento que eu realmente me perguntava como ainda não tinha desistido. O livro feito a partir e em forma de uma carta, evolui apenas para um fim clichê.
Acho que por José de Alencar não ser um dos meus preferidos (Mesmo amando Encarnação) e o tipo de estória também não, me cansou demais e entediou.
Nada contra quem gosta, claro. Todos nós temos direito a ter nossa opiniões, mas eu...Euzinha, realmente não recomendo.
Nesta obra, a psiquiatra Maria Helena faz uma leitura do romance 'Diva', de José de Alencar, que parece ser destinado a prosseguir o ciclo de figurações do feminino segundo os ideais românticos de sua época. 'Diva' dá continuidade a 'Lucíola', como sugere o escritor-personagem num artifício que serve de prólogo a este romance - é Paulo, ex-amante de Lúcia ('Lucíola'), já morta, que, travando amizade com Augusto Amaral, futuro marido de Emília ('Diva'), escreve novamente à senhora G. M. dando ensejo a esse novo romance.
José de Alencar gostava de fazer os homens sofrerem. O Dr. Augusto do Amaral, se apaixona pela encantadora e sedutora Diva, uma menina de quem cuidou da saúde quando esta tinha 16 anos. Ao retornar de sua especialização na Europa, dois anos depois, encontra amenina Diva agora com 18 anos rodeada de pretendentes, o bom doutor, ainda apaixonado, pena muito até... não vou contar o final para não estragar quem desejar ler o livro. è um livrinho fácil de ler e você não vai querer larga-lo até sua conclusão
"Que ente injusto e egoísta que é o homem! Quando nos ama, dá-nos apenas os sobejos de suas paixões e as ruínas de sua alma; e entretanto julga-se com direito a exigir de nós um coração não só puro, mas também ignorante! Devemos amá- los sem saber ainda o que é o amor; a eles compete ensinar-nos... educar a mulher... como dizem em seu orgulho! E ai da mísera escrava que mais tarde conheceu que não amava!... Seu senhor é inexorável e não perdoa!... Basta-lhe um aceno, e a multidão apedreja!".
Não estamos aqui diante de uma história marcante. Apenas da beleza narrativa de um amor de época, das idealizações típicas do Romantismo de um país culturalmente imaturo, como era o Brasil de Alencar. Mesmo assim, ou talvez exatamente por isso, ler Diva é cercar-se de uma atmosfera afável, respirar sua leveza e recobrar a coragem para encarar nossa pedreira real.