Audálio Dantas. autor e um dos protagonistas de As duas guerras de Vlado Herzog. recorre as suas próprias memórias. além de leituras. depoimentos. e da apuração rigorosa do contexto em que a morte de Vlado ocorreu para reconstituir a verdade dos fatos por trás do dramático episódio. O autor também resgata o corajoso papel desempenhado pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo na denúncia de um assassinato cometido num aparelho do Estado. “Este livro é uma tentativa de reconstituição de um tempo ruim. Centrado nos tumultuados dias de outubro de 1975. quando a fúria dos agentes do lado mais escuro da ditadura militar golpeou a fundo a categoria dos jornalistas. ele mostra os acontecimentos do ponto de vista de quem os viveu intensamente. Eu. por exemplo. que não tenho dúvidas de que aqueles foram os dias mais angustiantes da minha vida”. afirma.
Mais que contar sobre Herzog, dá-se neste livro um panorama sobre a política e a ditadura no Brasil com ênfase em São Paulo nos meados dos anos 70. É de arrepiar, ficar abismado com os fatos e falcatruas. É uma leitura rica, interessante. Muitos fatos, bem jornalístico. Me trouxe muitas informações que eu não tinha sobre essa época, o tão iconoco episódio Vladmir Herzog e tudo o que o envolve.
a ditadura exagerou bastante a atuação do vlado, entao como ele nao fez quase nada a historia fica bastante tediosa e poderia ter umas 200 páginas a menos.