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O Tímido e as Mulheres

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Luanda nos dias de hoje.
Acompanhamos Heitor, um escritor em início de carreira, o tímido. Ouvimos a quente voz de Marisa, responsável por um programa de rádio de grande audiência, que a todos encanta e seduz. Conhecemos Lucrécio, seu marido, uma mente brilhante aprisionada numa cadeira de rodas.
É este o trio que une as diversas histórias e personagens deste romance. Além dele, encontramos ainda os amigos de Heitor, o Senhor do Dia 13 e os habitantes de um musseque na periferia de Luanda: a grande família de dona Luzitu e, em especial, a bela Orquídea, outra das poderosas mulheres que habitam este livro. Todos eles nos conduzem por uma cidade que fervilha e cresce a um ritmo alucinante, onde os homens se apaixonam, sonham e desesperam, procuram novos caminhos, novas formas de vida e novas soluções.
Com a sua habitual mestria, Pepetela volta a surpreender-nos com este romance, desenhando uma paisagem imparcial e objetiva da atual sociedade angolana, fruto de muitas mutações culturais e políticas derivadas da sua história recente.

301 pages, Paperback

First published January 1, 2013

9 people are currently reading
125 people want to read

About the author

Pepetela

44 books231 followers
Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos is a major Angolan writer of fiction. He writes under the name Pepetela.

A white Angolan, Pepetela fought as a member of the MPLA in the long guerrilla war for Angola's independence. Much of his writing deals with Angola's political history in the 20th century. Mayombe, for example, is a novel that portrays the lives of a group of MPLA guerrillas who are involved in the anti-colonial struggle, Yaka follows the lives of members of a white settler family in the coastal town of Benguela, and A Geração da Utopia reveals the disillusionment of young Angolans during the post-independence period. Pepetela has also written about Angola's earlier history in A Gloriosa Família and Lueji, and has expanded into satire with his series of Jaime Bunda novels. His most recent works include Predadores, a scathing critique of Angola's ruling classes, O Quase Fim do Mundo, a post-apocalyptic allegory, and O Planalto e a Estepe, a look at Angola's history and connections with other former communist nations. Pepetela won the Camões Prize, the world's highest honour for Lusophone literature, in 1997. Pepetela is a Kimbundu word that means "eyelash," as does "pestana" in Portuguese. The author received this nickname during his time fighting with the MPLA.

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Displaying 1 - 17 of 17 reviews
Profile Image for Rita.
163 reviews
May 8, 2016
Após Mia Couto, Ondjaki e Agualusa aventurei-me com o mais conceituado escritor angolano da actualidade. É caso para dizer: mais um escritor africano, mais uma surpresa. Estou fã da literatura africana e fã de Pepetela! Quase 5 estrelas.

"Marisa ficou com aquela estranha comichão que lhe dava na planta dos pés quando desejava muito uma coisa. Às vezes nem sabia particularizar, só tinha comichão.Acabava por descobrir, desejo de um gelado, um funji de carne seca ou bagre fumado, qualquer coisa,mas desejo forte havia."

Opinião no blog:
http://clarocomoaagua.blogs.sapo.pt/o...
Profile Image for Celeste   Corrêa .
381 reviews326 followers
February 14, 2020
«O Tímido e as Mulheres» de Pepetela

Um fresco sobre a realidade angolana com personagens fortes, que procuram rotas para as suas vidas.
Mas o que mais me sensibilizou neste livro foi a história de Marisa, que deslumbra através do seu programa de rádio e Lucrécio, uma mente deslumbrante acorrentado a uma cadeira de rodas. Um casamento improvável e uma posterior separação; e foi essa separação, - bonita, generosa, altruísta, comovente – que me atraiu.

Quando na vida de uma mulher se encerra um capítulo, talvez um livro inteiro.

É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
A noite que ele não veio,
Foi de tristeza pra mim
Saveiro voltou sozinho
Triste noite foi pra mim
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
Saveiro partiu de noite, foi
Madrugada não voltou
O marinheiro bonito
Sereia do mar levou
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
Nas ondas verdes do mar, meu bem
Ele se foi afogar
Fez sua cama de noivo
No colo de Iemanjá
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar


Jorge Amado

A lembrança deste poema de Jorge Amado que virou canção apertou o peito de Marisa, lá no ponto final da Ilha de Luanda, Angola.
Noutro ponto da cidade, uma despedida também em forma de poema:

Abri a janela da gaiola
Para poderes voar
Essa janela
Por onde entraste na minha vida.

175 reviews3 followers
January 19, 2015

Leitura leve e descontraída sem deixar de, mais um vez, confirmar a qualidade da escrita de Pepetela. Seguimos com interesse esta história passada em Luanda sobre relações humanas (o título é bem sugestivo), com personagens interessantes e muito bem caracterizadas, não faltando alguma ironia e uma certa crítica à sociedade angolana actual.
13 reviews1 follower
April 30, 2014
Pepetela continua a ser um dos meus escritores preferidos. Inteligente e acima de tudo actual. Uma boa maneira de conhecer um pouco melhor a sociedade Angola. Recomendo.
Profile Image for Rute.
60 reviews1 follower
July 23, 2016
"hoje em dia ninguém sabe onde se situa a fronteira entre direita e esquerda, uma linha de areia no deserto, como escreveu alguém acerca da verdade"
Profile Image for Claudia Priscila.
9 reviews
February 1, 2024
Pepetela é sem dúvida um dos meus escritores favoritos.
A sua capacidade de prender-nos nas suas estórias e facilmente com que retrata a sociedade angolana em todos os escalões (alta, média e baixa). Este livro conta a história de Heitor, o tímido que se apaixona por uma mulher vistosa e casada, o desfecho da história é dramático. Os livros de Pepetela que já li, deixam o fecho das histórias em aberto, foi agradável que este livro tenha um fim. Recomendo este livro após um livro complexo de entendimento ou intenso.
Profile Image for Ana.
754 reviews176 followers
April 16, 2016
Quando penso em África, o meu olhar não se perde em nostalgias ou com aquele brilho sonhador. Nunca. Talvez já o tenha dito em outras opiniões. África não me seduz e penso que nunca fará. Por muitas razões que não vale a pena esmiuçar.
Contudo, tenho que dar a mão à palmatória e admitir sem qualquer espécie de constrangimento que me vergo perante maravilhosos criadores de “estórias” provenientes das terras quentes, sensuais e ricas do grande continente negro. Entrei sem pejo e com muita curiosidade nos mundos literários de Mia Couto e Agualusa e de lá nunca mais quis sair. Conhecidos, amigos e até o meu pai incitavam-me a conhecer outro nome, pequeno de tamanho, mas que seguramente me iria conquistar com o seu enorme talento e “estórias”, perspetivas e visões de um punhado de terra historicamente tão enraizado ao nosso passado e presente.
O tímido e as mulheres foi-me oferecido no Natal por clara sugestão minha. Lembro-me que estava com a minha mãe a fazer compras num desses grandes supermercados, que, como de costume, parámos na secção dos livros e que me detive na banca das promoções. Vasculhei por entre as opções e dei comigo com o livro de Pepetela nas mãos. Ao ver o meu interesse pela sinopse, a minha querida mamã “arrancou-mo” e colocou-o no carrinho das compras. E assim pude ter o primeiro exemplar da obra de Pepetela na minha estante. O primeiro de muitos, desejo.
O que salta de imediato à vista, à medida que vamos avançando na leitura é que esta se faz com muito agrado, serenamente e que, pelo menos a mim, “obrigou-me” a sublinhar ou a rodear léxico característico do português de Angola, como “desconseguiu”; “birra”; “kumbú”; “bumbar”; “kamba”; “gasosa”; “cachuchos”; “kuribotices” ou “xinguilar” e tentar “traduzi-lo” para o português de Portugal.
Por outro lado, a narrativa desenha-nos um panorama muito atual da Angola e sobretudo da sua capital. Vamos, através da escrita e visão de um conterrâneo, compreendendo como se desenrola o quotidiano de um país, de uma sociedade ainda muito afetada pelo seu passado recente e que tenta buscar uma entidade própria. Vamos assistindo ao crescimento desmesuradamente alucinante de uma capital, à corrupção que impera nos seus principais organismos e ainda, através de um punhado representativo de personagens, conhecendo os seus habitantes, as suas vidas condicionadas pelo pulsar e pela procura de uma identidade nacional, as suas lutas, os seus ideais, os seus sonhos e as suas realidades, enfim, tudo o que dá impulso aos avanços e recuos de uma nação e de um povo.
É óbvio que nunca estive em Luanda ou em Angola, mas senti que viajei até lá com este livro. E não desgostei da viagem, pelo contrário. Senti que o autor me faz percorrer e calcorrear espaços emblemáticos e em contínua expansão da sua capital e principalmente me apresentou o seu povo, a sua amabilidade, a sua perspetiva do passado, do presente e do futuro, as suas tradições (saboreei os almoços de sábado à tarde em casa da dona Luzitu como se fosse um dos convidados) e a beleza sedutora e quente dos seus homens e mulheres.
Sendo assim, Pepetela ganhou por mérito próprio o seu lugar junto dos seus compinchas africanos Mia Couto e Agualusa. É com uma sensação de satisfação que compreendo que me apresentei a outro autor lusófono e que não mais quero deixar de partilhar a minha estante com ele  Estou curiosíssima por ler mais das suas obras e adentrar-me em África, através dos seus autores, das suas obras, das suas “estórias”.
Pepetela recomenda-se. Recomendo-o tal como mo haviam recomendado. Porque vale a pena!
Termino com um pequeno glossário que “traduz” para o nosso português as palavras que registei antes :
“desconseguiu” – não conseguiu
“birra” – cerveja; fino; imperial
“kumbú” – dinheiro
“bumbar” – trabalhar
“kamba” – amigo
“gasosa” – dinheiro que se dá em troca de um favor
“kuribotices” – fofocas; coscuvilhices
“xinguilar” – cair em transe

NOTA – 08/10

http://osabordosmeuslivros.blogspot.p...
Profile Image for Maria Ferreira.
227 reviews50 followers
June 27, 2017
Personagens principais:
Heitor, tímido e sonhador, filho da burguesia angolana. O melhor aluno da escola, não por mérito próprio, mas porque sua mãe, deputada, assim o exigia ao director da escola. Na adolescência apaixona-se por uma colega e durante anos sonha com ela, até ao dia em que ela anunciou o noivado com outro homem. Destroçado, exila-se nos subúrbios de Luanda e escreve um romance. Marisa lê romance para uma gravação áudio.

Marisa, jornalista e locutora de rádio, mulher fogosa e sensual adora sentir-se desejada e amada pelos homens, permitindo-lhes a invasão do seu espaço intimo, mas no momento final, recusa-os deixando loucos de desejo. Falta-lhe a coragem para trair o marido.

Lucrécio, oriundo de família pobre. Deficiente desde a infância devido a uma doença que o remete para uma cadeira de rodas, recebe da família e aldeões livros para se instruir em casa. Torna-se um homem sábio, conhecedor do mundo, intelectual e muito inteligente. Ganha a vida em casa a dar explicações. Ama incondicionalmente Marisa, com quem casara ainda ela era moça.

Narrativa:
Heitor e Marisa apaixonam-se, mas existe Lucrécio e Marisa não tem coragem de o deixar.
Lucrécio, a ficar envelhecido e com os órgãos a definhar, sente-se um fardo para a sociedade.

“Sentir pena dos outros não é menoriza-los? Ou se o é, e tratando-se do próprio? Sempre o ego se sobrepondo à razão e à humanidade.
Um paralítico inteligente não tem outra coisa senão o seu ego. Como prisioneiro da consciência.
O monstruoso ego de que se armava, levava-o a pensar o fim com desprendimento, a maneira mais elegante nobre de a libertar. Suicídio por amor”

Marisa é presa por culpabilidade da morte de Lucrécio, acusada de adultério, porque recebeu flores de um admirador à porta da rádio. Também porque os homens que a desejavam ardentemente nunca assumiriam que tinham sido rejeitados, uma questão de virilidade.


Apreciações:
O autor retrata uma sociedade em que os valores morais escasseiam: por um lado, as relações entre o poder politico e económico que de braço dado perpetuam a miséria do povo, por outro lado, um povo que se deixa resignar.

O facto de Marisa ser uma mulher exuberante foi “condenada” pela sociedade, em especial pela classe masculina que tanto a desejava.

Sobre a obra:
Pepetela ao contar esta história, apresenta-nos uma sociedade de cariz patriarcal e aborda as dificuldades que as mulheres, viúvas devido à guerra, sentem no quotidiano para educar os filhos. A competição para ter um lugar no mercado de rua, a corrupção que são vitimas e da resposta social que estas encontraram para se manterem no mercado.

Apresenta as assimetrias entre o meio urbano, cidade de Luanda, e a periferia, os subúrbios, local onde se passa parte da história. A construção desenfreada nos subúrbios da cidade, os interesses dos construtores e empresários com a aprovação de aldeões oportunistas, pessoas pouco instruídas.
Pepetela, neste livro, não se compromete com nenhuma corrente politica ou partidária, nem tão pouco, pretende julgar o carácter de qualquer personalidade, escreve de forma simples o quotidiano das pessoas, fornecendo pistas para o leitor reflectir e aprofundar.
Profile Image for Natacha Martins.
308 reviews34 followers
February 3, 2019
"O Tímido e as Mulheres" leva-nos para uma Luanda atual, cheia de novidades, progresso, uma cidade em franco crescimento. À semelhança de outras cidades que passaram ou estão a passar por processos similares, Luanda cresce a duas velocidades. Existem pessoas que não têm condições para acompanhar todas as mudanças que surgem, umas por razões sócio-económicas outras por estarem presas a um tempo e formas de pensar que deixaram de ser compatíveis com o mundo atual.
Um mundo onde as mulheres trabalham e querem ser igualmente reconhecidas pelo trabalho que fazem, onde assumem o controlo das suas vidas, da sua sexualidade e dos seus corpos. Um mundo onde os homens têm de se adaptar a esta realidade e onde as mulheres tentam conciliar este novo mundo, cheio de oportunidades, com o papel tradicional que sempre lhes esteve atribuído. Embora não tenham de ser necessariamente incompatíveis, a verdade é que se toda a sociedade não estiver estruturada e orientada para a igualdade, continuará a existir uma pressão extra sobre as mulheres que castra o seu futuro, que as mantêm na linha da frente da pobreza, da baixa escolaridade e por isso mais frágeis e dependentes.

Luanda é uma cidade em transformação, onde todos os dias nasce mais um negócio, mais um prédio de escritórios ou de habitação. Está a crescer para a periferia, a alargar as suas fronteiras e a afastar cada vez mais todos os que, não tendo condições para viver na grande cidade, todos os dias têm de deixar as suas casas, apanhar os decrépitos candongueiros para poderem trabalhar e regressar ao fim do dia, nas mesmas condições. Luanda é uma cidade deslumbrada pelas aparências e refém da construção desenfreada, sem planeamento, sem outra estratégia que não seja a do dinheiro rápido, menosprezando as necessidades básicas de todos o que nela vivem ou trabalham.

Esta nova Luanda é-nos apresentada através de Heitor, um jovem escritor em início de carreira. Heitor é o tímido desta história. As mulheres são, Marisa uma mulher inteligente, estrela de um programa de rádio, dona de uma voz quente inconfundível, é extremamente sedutora e muito pouco acessível e Orquídea, uma jovem universitária, determinada, com sentido de humor e, mais uma vez, muito bonita.
É através desta espécie de triângulo amoroso que vamos conhecendo Luanda e as diferentes pessoas que a habitam, os seus medos, os seus sonhos, as suas lutas pessoais, as suas dúvidas e as suas ambições.

Pepetela é um dos meus escritores favoritos. Sei que, quando pego num livro dele a experiência vai ser boa. Às vezes é mesmo muito boa e acabo o livro com a sensação de que li algo que me mudou de alguma forma. Outros não têm esse efeito em mim, não deixando de ser livros que, para mim, são sempre bons! "O Tímido e as Mulheres" é um destes últimos casos, não me deixou arrebatada, mas é bom, como tudo o que li de Pepetela.

Recomendo, naturalmente.

Boas leituras!
Profile Image for Joselson Dias.
6 reviews
January 26, 2017
"O tímido e as mulheres" foi a primeira obra de Pepetela no qual eu entrei em contacto e posso sem dúvida afirmar que eu adorei e vou ler muitas outras sem hesitar. Mal desfolhei umas cinco páginas e logo comecei a ter dificuldades em largar.

O enredo da historia se desenvolve na cidade de Luanda nas vésperas e pós-independência do país, e conta com personagens carismáticas que facilmente nos apegamos a elas, embora algumas nem sempre tomam as melhores decisões.

O autor ainda descreve a situação sócio-politica do país e muitas vezes lançando críticas subentendidas e outras explícitas como o grande câncer que até hoje asola o país que é a corrupção e muitos outros, e o processo de reconstrução das principais cidades após a retirada dos portugueses.

Resumindo, este livro foi muito bem escrito, dificilmente senti tédio nalgumas partes e é simplesmente "brilliant!!" como dizem os ingleses e recomendo 100% a leitura.
Profile Image for Sergio.
67 reviews
July 13, 2014
Mais uma incursão por um escritor angolano e mais uma surpresa: diferente de Ondjaki e de Agualusa, Pepetela é um narrador de realidades, do viver angolano, mais luandense (pelo menos neste primeiro livro, digo primeiro porque já está na minha lista de escritores a ler).
Serei suspeito na minha análise a escritores angolanos? Talvez, seja suspeito pela minha conterraneadade, mas acredito que quem gosta de uma boa história, vai por certo adorar o livro.
Caro Pepetela, respondendo ao seu desejo, na feira do livro deste ano, quando lhe disse que este era o meu primeiro livro seu seu ia ler, o que tenho a dizer é: adorei! Muitos parabéns, mesmo, por uma história tão boa que me trouxe mais um pouco da minha Angola. E foi, certeza, apenas a primeira de muitas histórias suas que hei-de ler.
Obrigado!!
Profile Image for Mafalda Mendes.
1 review2 followers
August 11, 2016
O primeiro livro que li de Pepetela. Um livro muito gostoso de ler. A narrativa agarra nas primeiras páginas e o fim tem algo de surpreendente.
O enredo é inteligente. Foca a sociedade angolana atual e deixa alguns alertas, mas sem pretensos moralismos. Pelo caminho consegue ainda dar um toque de sensualidade e um travo de humor. As personagens são ricas e exploram a diversidade dos habitantes de Luanda.
Uma leitura suave, bonita e com muitas mensagens implícitas. Voltarei a Pepetela.
Profile Image for Marta PL.
1 review
February 4, 2014
um livro tão real. A Lunada de hoje cheia de personagens atraentes. Uma história bonita.
7 reviews
September 3, 2014
Retrata as gentes de Luanda num contexto de actualidade, sem esquecer o indivíduo face à engenharia social que resultou do fim da guerra. Ler Pepetela tem sido sempre um prazer.
Displaying 1 - 17 of 17 reviews

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