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Daqui Estou Vendo o Amor

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A poesia amorosa de Carlos Drummond de Andrade está entre os mais altos momentos da lírica do século XX. São poucos os poetas que conseguiram falar tanto e com tanta variedade sobre as relações amorosas, os afetos, as paixões. Ao longo de sua vasta carreira, o poeta mineiro reinventou a poesia amorosa nas mais diversas modalidades e com as mais variadas dicçõ do poema modernista ao soneto, da elegia à meditação. Em toda essa produção, contudo, há uma identidade a profunda compreensão do autor para as relações amorosas.


Este conjunto de poemas cujo mote é a manifestação amorosa atesta a força e a atualidade do autor. Em diversos poemas publicado ao longo de sua fecunda carreira, Drummond escreveu alguns dos mais penetrantes poemas amorosos da língua portuguesa. Examinou o nascimento do sentimento amoroso, as aproximações afetivas, a sensualidade e o fim dos relacionamentos. Sempre com inteligência aguda, ironia e a suave melancolia que lhe eram características.


Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) é um dos mais importantes poetas brasileiros e um dos grandes nomes da poesia do século XX em qualquer idioma. Sua obra, publicada a partir de 1930 e apenas interrompida por sua morte quase sessenta anos depois, é um depoimento lírico, lúcido e poderoso sobre o amor, a política, os costumes, a família, a memória e o Brasil.

62 pages, Kindle Edition

First published January 1, 2013

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About the author

Carlos Drummond de Andrade

244 books477 followers
Carlos Drummond de Andrade foi um poeta, contista e cronista brasileiro. Formou-se em Farmácia, em 1925; no mesmo ano, fundava, com Emílio Moura e outros escritores mineiros, o periódico modernista "A Revista". Em 1934 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde assumiu o cargo de chefe de gabinete de Gustavo Capanema, Ministro da Educação e Saúde, que ocuparia até 1945. Durante esse período, colaborou, como jornalista literário, para vários periódicos, principalmente o Correio da Manhã. Nos anos de 1950, passaria a dedicar-se cada vez mais integralmente à produção literária, publicando poesia, contos, crônicas, literatura infantil e traduções. Entre suas principais obras poéticas estão os livros Alguma Poesia (1930), Sentimento do Mundo (1940), A Rosa do Povo (1945), Claro Enigma (1951), Poemas (1959), Lição de Coisas (1962), Boitempo (1968), Corpo (1984), além dos póstumos Poesia Errante (1988), Poesia e Prosa (1992) e Farewell (1996). Drummond produziu uma das obras mais significativas da poesia brasileira do século XX. Forte criador de imagens, sua obra tematiza a vida e os acontecimentos do mundo a partir dos problemas pessoais, em versos que ora focalizam o indivíduo, a terra natal, a família e os amigos, ora os embates sociais, o questionamento da existência, e a própria poesia.

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Profile Image for Carmo.
727 reviews569 followers
April 17, 2020
MEMÓRIA

"Amar o perdido
Deixa confundido
Este coração

Nada pode o olvido
Contra o sem sentido
Apelo do Não

As coisas tangíveis
Tornam-se insensíveis
À palma da mão

Mas as coisas findas
Muito mais que lindas,
Essas ficarão."
Profile Image for Simone Audi.
122 reviews8 followers
June 7, 2021
O amor bate na aorta

“... Olha: o amor pulou o muro
O amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar
Pronto, o amor se estrepou

... esta ferida, meu bem,
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã...”

Necrológio dos desiludidos do amor

“ ... Os médicos estão fazendo a autópsia
dos desiludidos que se mataram.
Que grandes corações eles possuíam
Vísceras imensas, tripas sentimentais
e um estômago cheio de poesia...”

Instante

“... E que mais, vida eterna, me planejas?
O que se desatou num só momento
não cabe no infinito, e é fuga e vento.”
Profile Image for Adriana Scarpin.
1,738 reviews
October 27, 2024
Só eu sei o quanto sou leal às minhas poetas mulheres, mas de vez em quando as traio com Drummond porque ele é gênio demais.
Essa pequena antologia é um deleite pra deixar sempre a mão, além dos poemas curtos (os únicos que postei por questões de espaço), há os poemas longos e é por esses que sou louca, amo demais os poemas longos do Drummond, coisa que me entristece é ele não ter inventado de escrever um poema épico, já que tinha real dom para a lírica narrativa.
O único defeito dessa edição breve é que não incluíram O Padre e a Moça na seleção.
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