É habitual um autor best-seller ganhar prémios de literatura? Pois... não é. Mas Ricardo Araújo Pereira é único. O único autor que faz rir Portugal inteiro e que transformou o humor inteligente num esmagador fenómeno de popularidade. O único humorista que é em simultâneo um grande escritor, e cujas qualidades literárias são inquestionáveis e reconhecidas por todos. Depois de receber em 2012 o Grande Prémio APE de Crónica, RAP está de volta com mais um volume das suas crónicas da Boca do Inferno. "Novíssimas Crónicas da Boca do Inferno" reúne os seus melhores textos entre 2010 e 2013.
Filho de um piloto da TAP, Artur Álvaro Neves de Almeida Pereira, e de uma assistente de bordo, Emília Rita de Araújo, foi aluno de colégios de freiras vicentinas, franciscanos e jesuítas até se licenciar em Comunicação Social e Cultural, na Universidade Católica Portuguesa. Seguiu-se o trabalho como jornalista, na redacção do Jornal de Letras, Artes e Ideias.
De seguida tornou-se argumentista da agência de criadores Produções Fictícias, tendo sido co-autor de vários programas de sucesso do humor português, entre eles Herman 98 e Herman 99 (RTP, 1998 - 1999), Herman SIC (2000 - 2005), O Programa da Maria (SIC, 2001), Hermandifusão Portuguesa (RDP, 1999 - 2001), as crónicas Felizes para Sempre, no semanário Expresso e As Crónicas de José Estebes, no Diário de Notícias, entre outros.
Por volta de 2003, depois das primeiras aparições na televisão, designadamente no programa de humor stand-up comedy, Levanta-te e ri, na SIC, e criando, já ao lado de Zé Diogo Quintela, Tiago Dores e Miguel Góis, várias rubricas no programa de Nuno Markl, O Perfeito Anormal, na SIC Radical, dá arranque ao projecto Gato Fedorento, cujo colectivo se tornou uma referência do humor português contemporâneo.
A equipa assinou várias séries do programa Gato Fedorento, na SIC Radical (Série Fonseca, Série Meireles e Série Barbosa), e depois na RTP1 (Série Lopes da Silva). Também na RTP1 apresentou Diz Que é Uma Espécie de Magazine em 2007, para de seguida voltar à SIC, com Zé Carlos, em 2008, e Gato Fedorento: esmiúça os sufrágios, em 2009. Na internet os humoristas mantêm o blogue homónimo, onde Ricardo Araújo Pereira assina as suas entradas com as iniciais RAP. Teve ainda várias aparições no programa de humor da SIC, Levanta-te e Ri, onde mostrou por várias vezes os seus dotes no stand-up.
Actualmente escreve todas as semanas no jornal A Bola e na revista Visão. Na TSF integra o painel do debate Governo Sombra, com Pedro Mexia e João Miguel Tavares.
As personagens de Ricardo Araújo Pereira, que encontram eco na actualidade política, desportiva ou social, destacam-se pelos tiques que «saltam» para a rua (como acontecia com as criações de Herman José) e são absorvidos em regime multi-geracional, alimentando campanhas publicitárias de sucesso.
É co-autor do livro O Futebol é Isto Mesmo (ou então é outra coisa completamente diferente) e do disco O disco do Benfiquista, naturalmente. Compilou as suas melhores crónicas da revista Visão nos livros Boca do Inferno e Novas Crónicas da Boca do Inferno. Com Pedro Mexia realizou uma adaptação da peça de teatro Como Fazer Coisas com Palavras, do filósofo inglês John Austin, que também interpretou, no Teatro São Luiz em 2008.
É casado com a produtora de rádio Maria José Areias, com quem tem duas filhas, Rita e Maria Inês. Vive na Margem Sul, Quinta do Conde, e gosta de afirmar que é o sócio nº 17 411, do Sport Lisboa e Benfica, clube de que é adepto fervoroso. Foi militante do Partido Comunista Português, partido que veio mais tarde a abandonar. Continua, porém a afirmar-se como "Marxista não Leninista".
O livro está praticamente desprovido do humor a que RAP nos habituou, embora a qualidade dos artigos pudesse ser merecedora de 2 estrelas. ...Que não posso dar, devido à absolutamente péssima revisão de texto.
(PT) Não sei se algum dia Ricardo Araújo Pereira (RAP) irá escrever algum livro de fição pura, mas nos últimos 15 anos, tem escrito uma crónica semanal na revista "Visão" que se chama "Boca do Inferno". E até agora resultou em três livros, alguns dos que tem escrito até agora. As "Novissimas Crónicas" são o terceiro livro dessa série, crónicas escritas entre 2009 e 2013, e que albergam os governos Sócrates e Passos Coelho/Portas. E claro, a grave crise económica pelo meio.
Apesar de ser um "mais do mesmo", RAP nunca deixa de ser o que é: mordaz e denunciador das imperfeições e das inconsistências dos governos. Mais do que um "bobo da corte", diz as verdades e afirma que o "rei vai nu! Deveria meter uma parrinha para não termos de ver as suas vergonhas" ou algo assim.
Em suma, lê-se facilmente - 400 páginas podem ser intimidantes, mas é só por fora - cumpre com os mínimos olímpicos, é previsível, mas sabemos que é genial e espalha essa genialidade.
Ricardo Araújo Pereira é um génio. Super inteligente e bem humorado. Neste livro, recuei no tempo em que nada era bom e fez-me perceber o quão grave foi. Portugal tem de estar orgulhoso de um humorista e pensador tão bom como RAP: não há um livro (ou algo que faça) que não seja bom. Incrível!
É um bom livro para desanuviar da ficção de outras obras. É ligeiro e bem disposto. Crónicas curtas, que podemos ler em breves minutos. O lado humorístico podia ser mais marcado.