O título é uma referência ao filme 'Cidadão Kane', uma espécie de cinebiografia do magnata da imprensa William Randolph Hearst. São esses pequenos detalhes que definem uma vida que Assouline vasculha nestes fragmentos de biografias, descrevendo personalidades tão diversas quanto o escritor e poeta inglês Rudyard Kipling e o prefeito da cidade de Eure-et-Loir, Jean Moulin. O autor descreve a paixão de Kipling por automóveis e a dor do poeta ao ver seu filho desaparecer na Primeira Guerra Mundial, relata a ligação do fotógrafo Henri Cartier-Bresson com a pintura e o fascínio que um quadro de Goya exercia sobre ele; investiga a influência dos campos de trabalhos forçados, do tempo e da falta de raízes sobre a obra do poeta Paul Celán; revela os dois endereços em Paris onde as vidas e as obras do escritor Honoré de Balzac e do pintor Pablo Picasso se cruzam; e a obsessão do pintor Pierre Bonnard em espreitar seus próprios quadros, já expostos em museus, para retocá-los às escondidas. Ao longo do livro, Assouline também espalha detalhes de biografias de outros personagens, entre os quais o testamento de Orson Welles; o fascínio que Cidadão Kane exerce também sobre o escritor Carlos Fuentes e sobre o cineasta Steven Spielberg, o abandono do escritor inglês John Le Carré pela mãe; a necessidade da escritora Marguerite Duras de arrumar a cama todas as manhãs, e os últimos dias do dramaturgo Samuel Beckett, em Paris, além de descrever o casamento do príncipe Charles e a princesa Diana, entre outros.
Difficile à noter ce livre... Le début m'a enchantée, Assouline a une plume fluide et élégante et je me suis plongée avec plaisir dans la lecture. Les premiers chapitres correspondent bien à l'introduction, la recherche d'un détail révélateur sur un personnage, une éclat de vérité révélé par un objet. Kipling et sa voiture ont été pour moi une réelle découverte. On a effectivement la sensation de plonger dans l'intimité, l'histoire secrète et vraie derrière le grand écrivain. Je ne peux pas en dire autant des chapitres qui suivent. Plus on avance et plus Assouline semble utiliser ces noms comme prétexte à des réflexions philosophiques à grands renforts de petites anecdotes sur tant de personnes plus ou moins célèbres qu'on en perd le fil et un peu l'intérêt. A la page 100, j'aurais mis 5 étoiles, à la fin du livre, il n'en reste que 2,5. Dommage.