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A Filha das Flores

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Giza cresceu à beira de uma estrada que liga o norte e o sul do país. Sua geografia familiar, no entanto, pouco ultrapassa os limites da casa de infância, onde foi criada em meio às plantações de flores, ao pé do jardim. Os buquês e arranjos que lá eram preparados abasteciam toda a região, aproximando Giza de um universo de gente que ama, é rejeitada e morre, cada circunstância pedindo a sua própria flor.

Assim, a menina, vivendo à sombra das tias, duas garotas que já encantavam os homens do vilarejo, encontrava seu jeito de vencer as cercas de casa. Mas, se das flores ela colecionava as histórias, das tias ela ganhava um vislumbre da vida adulta, que Margarida e Florinda, a despeito de serem pouco mais velhas, pareciam abraçar com naturalidade. Quase como uma estrangeira na casa, Giza passa a infância navegando pelos códigos e subentendidos da família, à beira de algo que ela parece prestes a compreender. Dona de uma imaginação prodigiosa, ela preenche esses espaços com doçura, humor e leveza, que a autora soube captar num estilo vivo e vibrante.

Mas a menina cresce. E começa a saber de seu corpo, de suas vontades e de seus arredores. Viajando no carro que usa para entregar flores, ela ultrapassa os limites impostos pela família e chega a uma vila, lugar sobre o qual pairam histórias tenebrosas, e que ela passará a frequentar em busca de uma vida mais terrena. A filha das flores, primeiro romance da cantora e compositora Vanessa da Mata, capta, num registro ao mesmo tempo delicado e áspero, essa transição. Equilibrada entre os mistérios da infância e as possibilidades da juventude, a protagonista irá conduzir o leitor àquele momento da vida que se fixa no espaço e se projeta para todas as direções.

280 pages, Paperback

First published October 16, 2013

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About the author

Vanessa da Mata

1 book3 followers
Vanessa da Mata nasceu no Mato Grosso, em 10 de Fevereiro de 1976. É uma compositora e cantora premiada com o Grammy Latino. Lançou quatro álbuns, e as suas canções "Ai, ai, ai", "Boa sorte" e "Amado" ocuparam, sucessivamente, o primeiro lugar do top brasileiro. Vanessa da Mata participou de um programa da MTV e foi considerada uma das 25 mulheres mais criativas, em 2007. "A filha das flores" é o seu primeiro romance.

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14 (14%)
1 star
5 (5%)
Displaying 1 - 19 of 19 reviews
Profile Image for Natacha Martins.
308 reviews35 followers
December 26, 2022
Da Vanessa da Mata conhecia apenas a música e tinha alguma curiosidade em ler "A Filha das Flores", o primeiro, e acho que até à data o único, livro que escreveu.

A sinopse resume bem a história. Giza é uma menina, pré-adolescente, que cresce numa cidade pequena, e vive com duas irmãs, Florinda e Margarida, a quem trata por Titias, embora não saiba o verdadeiro grau de parentesco que tem com elas. Giza é desajeitada, tem pouca auto-estima, acha-se feia e pouco interessante. Embora não saiba explicar porquê, sente que há qualquer coisa na vida dela e na sua história que não consegue encaixar. Sente-se deslocada, olhada de lado por toda a gente na cidade, como se todos lhes escondessem alguma coisa e sente-se pouco amada pelas duas irmãs com quem vive, algo que se vai tornando cada vez mais evidente, à medida que Giza vai crescendo e começa a despertar a atenção do sexo oposto.

As pessoas na pequena cidade, começa a reparar Giza, são invejosas, mentirosas e maldosas, escondendo o que verdadeiramente sentem. Em público são simpáticas e sorridentes, como se tudo estivesse bem, mas revelam-se no que fazem e dizem quando pensam que ninguém as está a ver ou a ouvir.

Tudo se precipita na vida de Giza quando, no dia em que faz 18 anos, conhece e se apaixona perdidamente por Tito. E quando vai, pela primeira vez à "Vila", um bairro nos arredores da pequena cidade e que é o oposto da cidade. Na "Vila" as pessoas são francas e alegres, não escondem os seus defeitos e vivem como querem sem qualquer preconceito. São afáveis e acolhedoras.
A cidade e a "Vila" vivem de costas voltadas uma para a outra. Os habitantes da "Vila" não descem à cidade e os habitantes da cidade não sobem à "Vila", pelo menos, não de forma a que todos saibam.
Giza, que não sabia da existência da "Vila", não percebe como é possível que, em toda a sua vida nunca ninguém lhe tenha falado daquele local? Sem que consiga perceber porquê sente-se em casa na "Vila", algo que nunca sentiu na cidade onde sempre viveu.
Giza vai perceber que sempre esteve ligada aquele lugar, que todos os seus desconfortos, todas as suas impressões tinham um fundo de verdade. Giza vai descobrir quem é e de onde veio e, sabendo tudo isso, está preparada para conhecer o mundo.

Gostei do início e do meio da história, para o fim achei que ela se perdeu um bocadinho e depois acabou por se encontrar novamente. Acho que se nota que a Vanessa da Mata não é uma escritora profissional. Percebe-se em alguns diálogos e em alguns acontecimentos menos interligados, no entanto, acho que acabou por resultar num livro interessante, com passagens muito bonitas e bem escritas e, com uma história diferente, que se lê muito bem. Gostei especialmente das personagens que me pareceram todas muito bem desenvolvidas e com quem conseguimos criar empatia.

Gostei e recomendo sem qualquer reserva.

Boas leituras!
Profile Image for myelmtree.
328 reviews
May 25, 2023
Irreführender Klappentext, der eigentlich erst im letzten Kapitel zum Tragen kommt. Sehr wirre Handlung, was typisch für coming of age Geschichten ist und mir mal wieder zeigt, dass ich damit nicht viel anfangen kann. Aber sehr schöne und bildhafte Sprache, sogar in der Übersetzung noch greifbar.
Profile Image for Felipe Vieira.
795 reviews19 followers
July 28, 2022
Que leitura agradável! Vanessa da Mata canta e escreve muito bem.

A história se passa em uma cidade pequena do interior que tem uma aura muito misteriosa. Essa mesma aura se entrelaça com Giza, a personagem principal. Com a narração vamos descobrindo o que acontece com Giza e com a cidade e que grande mistério é esse.

A leitura é gostosa, mas não acontece nada de muito importante durante a maior parte do livro, mas o plot twist do livro é bem interessante. Vale a pena. Como disse antes, parece história contada por vó. (:
Profile Image for André Caniato.
280 reviews51 followers
February 24, 2019
O primeiro romance de Vanessa da Mata tem uma prosa bonita, gostosa mesmo, quase poética, mas uma história bem mal desenvolvida. Certas coisas não dão em lugar nenhum, alguns personagens têm motivações que não fazem sentido, a protagonista praticamente não tem personalidade etc. Não diria que é ruim, mas demorei um bocado para pegar no tranco por um motivo e, quando peguei, comecei de cara a perceber os "problemas". Dito isso, gosto da ambientação e de outras coisas pontuais — . Só posso esperar que a Vanessa volte a se aventurar pela ficção algum dia.
51 reviews
November 25, 2018
Um grande livro, com uma escrita surpreendente. Mais uma surpresa positiva na literatura brasileira.Sobre uma menina que vive com uma família mas não sabe quem foram os seus pais. A história desenrola lentamente mas vai nos prendendo e no final os mistérios finalmente se começam a desvendar e a história prende-nos.
Profile Image for Sarah.
84 reviews3 followers
March 15, 2018
Das erste Buch seit langem, das ich zur Seite legen musste und NICHT zu Ende lesen werde. So langweilig, obwohl man sicherlich einiges daraus hätte machen können.
Profile Image for Elisa Santos.
398 reviews1 follower
Read
March 2, 2020
Vou desistir. Não me está a interessar nada. Há qualquer coisa que não me faz pegar nele. Talvez deixe para dar uma outra oportunidade quando estiver para aí virada.
Profile Image for Sarahs bunte Welt.
757 reviews3 followers
March 12, 2024
Ein blumiges Buch, voller Klischees, auf der Suche nach Anerkennung und Liebe. Leider verliert sich das Buch, lässt einen schalen Geschmack zurück und ist trotz blumiger Erotik nicht befriedigend.
Profile Image for Ma.
462 reviews1 follower
March 12, 2015
Bei dem Buch "Blumentochter" handelt es sich um eine Übersetzung des original portugiesisch erschienenen Buches der Autorin Vanessa da Mata. Dieses Buch ist im März 2015 als gebundene Ausgabe im List Taschenbuchverlag erschienen.

Die Geschichte wird aus Sicht der 13 Jahre alten Protagonistin Giza erzählt, die mit ihren beiden nur wenig älteren Tanten in einer brasilianischen Kleinstadt lebt und im Blumengarten der Familie arbeitet. Bis etwa Seite 30 gibt es nur malerische Beschreibungen, aber leider keine Dialoge, diese beginnen erst, als sich die Erzählerin verletzt. Die Beschreibungen der Umgebung und der Personen sind sehr malerisch, die Handlung wird insgesamt nur durch wenige Dialoge unterbrochen. Diese Geschichte wird von der Protagonistin Ausschnittsweise erzählt, dazwischen sind einige Zeitsprünge. Die längste Zeit des Buches ist Giza 18 Jahre alt, dieser Abschnitt beginnt mit der 150-Jahr Feier der Stadt, die auf den gleichen Tag wie der 18. Geburtstag Gizas fällt. An diesem Abend lernt sie Tito kennen, der jedoch dann mit ihrer Tante Florinda in Beschlag genommen wird und das zu genießen scheint. Giza entdeckt, in ihrem jugendlichen Forschungsdrang die Nachbarstadt, deren Bewohner an die Göttin glauben, und wesentlich offener sind als die Bewohner von Gizas Stadt. Sie findet in Juliana, dem Major und Salada neue Freunde und wohnt dem Fest der Göttin bei, die Ereignisse beginnen sich an diesem Punkt zu überschlagen.

Bei Seite 100 wollte ich das Buch abbrechen, weil sich in der Handlung meiner Meinung nach nicht ausreichend getan hat, in der zweiten Buchhälfte aber beginnt dann die Handlung zu plätschern, es tut sich etwas, und die letzten 50 Seiten wollte ich das Buch nicht mehr aus der Hand legen.
Komisch finde ich, dass die Haltung von Gizas Tanten in der Kindheit freundschaftlich war, diese sich aber im Erwachsenenleben in eine sehr distanzierte Haltung ändert. Es gibt auch so gut wie keine Dialoge zwischen Giza und den Tanten, was mir als Leserin die Vorstellung der Persönlichkeit der Tanten sehr erschwert hat. Eine innige Beziehung hat Giza zur Haushälterin, mit der sie auch sehr offen spricht, die also die gute Seele des Hauses vertritt.
Gut fand ich auch den Charakter des Säufers, der anscheinend nur wirres Zeug plappert, Giza aber viele offene Fragen beantworten kann, ebenso fand ich die Rolle des Pfarrers sehr gut gezeichnet. Mir waren viel zu wenige Dialoge in dem Buch und zu viel Beschreibung von Dingen, die ich nebensächlich finde. Obwohl die Geschichte sehr gut und kreativ ist, hatte das Buch weniger Unterhaltungswert für mich als der Klappentext versprach. Außerdem erweckt der Klappentext meiner Meinung nach falsche Erwartungen, denn Giza kam erst in den letzten paar Seiten mit ihrem Sohn aus der Stadt zurück - hier hätte ich , wegen des Klappentextes, aber den Hauptteil der Handlung erwartet.
Lachen musste ich über die Theorie, dass die Zungen von Klatschtanten am Leichenwagen zu finden sein werden. Wahrscheinlich nicht so lustig, wenn man aus dieser Kultur kommt, aber wenn es abschreckt, dann ist es sicher nicht so verkehrt :-).
Außerdem besticht das Buch durch sein wunderschönes Cover, das umweltfreundlich aus Papier ist. Mir persönlich wäre ein Schutzumschlag aus Kunststoff lieber gewesen. Bindung und Papier sind von guter Qualität, die Schriftart ist gut lesbar.

Fazit: Ein exotischer Roman mit vielen Beschreibungen, der nicht das hält, was der Klappentext erwarten lässt.
Profile Image for Bromer65.
41 reviews
March 29, 2015
Die junge Adalgiza, genannt Giza, wächst bei ihren Tanten Margarida und Florinda in Brasilien auf. Eine der Tanten, Florinda, ist nur 4 Jahre älter als sie und zumindest am Anfang des Buches ihre Vertraute. Die Familie hat einen riesigen Garten, dort werden Blumen gezüchtet und finanzieren den Lebensunterhalt. Gizas Aufgabe ist es, die Blumen in der Stadt zu verkaufen bzw. auszuliefern. Dabei bekommt sie auch viel über die Liebesgeschichten der Stadt mit und kopiert sich teilweise auch die Liebesnachrichten, die mit den Blumen geschickt werden. Je älter Giza wird, desto ungeliebter fühlt sie sich zuhause. Sie weiß nichts über ihre Eltern, und man sagt ihr auch nichts über deren Verbleib. Ihre Tanten behandeln sie immer kühler und sie entfremdet sich immer mehr. An ihrem 18. Geburtstag findet ein großes Fest statt, da die Stadt gleichzeitig 150 Jahre alt wird. Giza verliebt sich dort in einen jungen Mann, Tito, der mit ihr tanzt. Wenig später aber muss sie feststellen, dass Tito mit ihrer Tante Florinda in einem dunklen Raum des Hauses zusammen ist. Giza flüchtet und ist sehr unglücklich, weil Florinda Tito für sich haben möchte, ihn aber auch nicht bekommt.
Da Giza mit dem Leben in der Stadt nicht mehr zufrieden ist, beginnt sie sich auch dafür zu interessieren, wohin die Straße eigentlich führt. Die Tanten warnen Giza, in das Stadtviertel Vila Morena zu gehen, da es das verpönte Viertel mit Unzucht und Prostitution und ausschweifenden Festen für "Die Königin" ist. Giza lässt sich aber nicht abhalten und findet dort auch einige Freunde. Sie schleicht sich öfters weg und besucht heimlich ihre Freunde Major, Salada und Juliana dort. Schließlich trifft sie dort auch Tito wieder, auf einem Fest für "Die Königin". Mit ihm erlebt sie das erste Mal und verliebt sich unsterblich in ihn. Kurz darauf wird Giza sehr krank und muss mehrere Monate das Bett hüten. Tito sieht sie in dieser Zeit oft, da er ihr betreuender Arzt ist. Aber er kann und will sich nicht zu Giza bekennen.
Als Giza wieder gesund ist, beginnt sie den Geheimnissen nachzuforschen, die man ihr verschweigt: Den Verbleib ihrer Eltern, das Unglück, das über die Stadt gekommen ist. Schließlich trifft sie sich auch weiter mit ihrer Liebe Tito und wird von ihm schwanger. Da geht Giza fort und kehrt erst 12 Jahre später mit ihrem Sohn in die Stadt zurück....

Die Sprache des Buches ist sehr blumig, poetisch. Allein der Satz "Man kann eine Blume nur mit dem Herzen betrachten, eigentlich ist es das Herz, das sie erkennt" sagt schon sehr viel über den Stil dieses Buches aus. Das Cover des Buches passt ebenfalls hervorragend dazu.
Ich persönlich fand das Buch sehr anstrendend zu lesen, es war sehr langatmig geschrieben. Erst der Schluss des Buches nimmt dann Fahrt auf, da überschlagen sich die Ereignisse und Giza erfährt auch endlich, wer sie eigentlich ist. Da konnte ich das Buch nicht mehr aus der Hand legen...
Man muss diesen Schreibstil schon mögen, mein Fall ist es nicht so ganz und ich hätte es mir im Buchladen auch nicht gekauft. Aber ich habe Freundinnen, von denen ich weiß, dass sie von diesem Buch begeistert sein werden...
Profile Image for Angi.
168 reviews2 followers
August 28, 2015
Total begeistert von dem schönen bunten Cover habe ich mich sehr auf dieses Buch gefreut, wurde aber letztlich leider etwas enttäuscht.

Die Story entwickelt sich langsam: wir begleiten Giza durch ihre Kindheit, die eigentlich als sehr schön beschrieben wird. Sie wächst im Haus ihrer Tanten auf, die mit Blumen handeln. So verwundert es nicht, dass wunderschöne Beschreibungen von Landschaft und Blütenvielfalt einen großen Teil der Erzählung einnehmen.

Überhaupt habe ich den Schreibstil als manchmal etwas ausschweifend und "blumig" empfunden, was allerdings ganz gut zur Story passte. Für meinen Geschmack waren es aber zu viele Details, die mich nicht wirklich interessierten und die die Geschichte nicht vorangebracht haben.

Wir erleben, wie Giza erwachsen wird und ihr Leben immer mehr als nicht so perfekt betrachtet, wie es einmal schien. Sie entdeckt die Liebe und sie stielt sich immer häufiger aus dem Haus, um in einem verrufenen Stadtviertel in der Nähe Spaß zu haben und zu feiern.
Mit der ersten Liebe kommen auch große Probleme in Gizas Leben und bald wird sie ernsthaft krank vor lauter Kummer.

Da ich nicht so der Liebesromanfan bin, erschien mir das Buch zu einem großen Teil als nicht so interessant, erst in der zweiten Hälfte entpuppt sich so langsam ein altes Geheimnis, dem Giza auf den Grund gehen will. Hier wird die Geschichte spannender und das Ende fand ich dann wieder recht gelungen.

Giza erschien mir zunächst wie ein ganz normales Kind, dann empfand ich sie zunehmend als wirklich realitätsfremd und sehr naiv, später entwickelt sie dann eine gewisse Stärke, aber da ist die Geschichte auch schon fast zu Ende.
Neben ihr gibt es noch einige Charaktere, die ich sehr gern mochte: ausgerechnet ein Säufer ist unter ihnen, denn er brachte auch stellenweise etwas Humor in die Story.

Insgesamt war es aber leider nicht so wirklich "mein" Buch, auch wenn die Beschreibungen der Schauplätze Lust auf Urlaub machen.
Profile Image for Fiona.
691 reviews81 followers
February 28, 2015
Dieses Buch ist in meinen Augen mal wieder ein kleiner Klassiker.
Das Cover und generell die Aufmachung ist sehr schön und passt gut zum Inhalt, denn neben Liebe, Eifersucht, Familie, Intrigen und Magie geht es immer wieder um die Blumen. Sie spielen eine große Rolle im Leben der Hauptprotagonistin, eigentlich für die ganze Stadt in der sie lebt. Durch Blumen werden die Gefühle ausgedrückt, offene und heimliche. Sie sind schön, klassisch und vermittelnd. Bereits auf den ersten Seiten wird viel über diese Blumen gesprochen, anfangs langweilte mich das etwas, doch das ging schnell vorbei und im nachhinein betrachtet, verstehe ich, warum ihnen die Autorin solche Aufmerksamkeit schenkt, denn sie begleiten die ganze Geschichte. Eine Geschichte über das erwachsen werden. Die Hauptperson ist die junge Giza, die bei ihren Tanten aufwächst und nie erfahren hat, wer ihre Eltern waren und was mit ihnen passiert ist. Generell wird ihr nicht viel erzählt, weder über die Familie noch über das Leben oder darüber, was in ihrer Stadt vor vielen Jahren schlimmes passiert ist, dass plötzlich innerhalb weniger Tage ein Großteil der Bevölkerung starb. Giza fühlt sich ungeliebt, hässlich und ausgegrenzt und kommt zuerst recht gut mit dieser einsamen Rolle klar, doch dann erlebt sie zum ersten Mal wie es ist Leidenschaft zu empfinden und das triste Leben als Floristin und Blumenlieferantin reicht ihr nicht mehr. Giza macht sich auf sich selbst zu entdecken und stößt die biedere Gesellschaft damit schwer vor den Kopf.
Wie gesagt, wusste ich am Anfang nicht ganz, was ich von dem Buch halten soll, der Schreibstil hat mir aber gut gefallen, deswegen ließ ich mich drauf ein. Das Buch hat mich dann doch sehr gefesselt und ich finde die Geschichte und vor allem die Auflösung und das Ende sehr gelungen.
9 reviews
March 23, 2015
Die Ich-Erzählerin Giza wächst in Brasilien, in einer kleinen Stadt, mit ihren wenig älteren Tanten Florinda und Margarida in einer Blumen-Gärtnerei auf. Während ihre Kindheit recht beschaulich zwischen bunten Blumen in dschungelartigem Garten mit Mangos, Aras und Eiscreme verläuft, wird ihre Pubertät zu einer Herausforderung für alle Beteiligten. Plötzlich bemerkt Giza, dass die Leute sie seltsam behandeln, was nicht nur an ihrer erwachenden Weiblichkeit liegen kann. Denn da ist noch ein Geheimnis, was über der Stadt liegt und von dem jeder Einwohner zu wissen scheint außer Giza. Vor allem die berüchtigte Vila Morena, ein bei den anständigen Stadtbewohnern verbotenes und verrufenes Viertel, zieht Giza magisch an. Dort scheinen die Antworten auf ihre Fragen zu liegen...

Besonders der Erzählstil ist in diesem Buch zu betonen. Er ist so blumig wie das Cover, sehr poetisch und einfach wunderschön zu lesen. Ich war jedenfalls von einem zum nächsten Satz immer hingerissener von den Beschreibungen und Ausdrücken.

Die Geschichte wird sehr ruhig und ausführlich erzählt. Das Erzähltempo ist sehr langsam, gemächlich, beschreibend. Eine actiongeladene oder superspannende Geschichte darf man dagegen nicht erwarten, die hat das Buch nicht zu bieten. Auch das oben erwähnte Rätsel um die Stadt baut sich eher langsam auf und wird ebenso am Ende aufgelöst. Als aufmerksamer Leser kann man auch schon früher auf die Lösung kommen.

Fazit: Ein sehr poetisches, besonderes Buch, was man nicht einfach mal so nebenher als leichte Unterhaltung lesen kann, sondern was Zeit und die Bereitschaft zu Neuem vom Leser erwartet. Wenn man sich aber mal drauf eingelassen hat und in diese faszinierende Welt Brasiliens eingetaucht ist, kann man von dem Buch nicht mehr lassen. Daher volle Punktzahl und eindeutige Empfehlung von mir.
Profile Image for António Ganhão.
Author 2 books28 followers
Read
December 4, 2013
Vanessa da Mata estreia-se na literatura com este romance A Filha das Flores. A sua escrita tem um lado incomum, um registo que vai muito para além do linguarejar típico brasileiro: são palavras moradoras de construções de versos e de desvios tontos que dão direções a novos significados. Tem a sonoridade de imprevisíveis metáforas que invocam a arte de poetas sensíveis, e atesta a eficácia com que domina o lado oficinal da literatura. Estamos perante uma escrita trabalhada, séria, testemunho do empenho oficinal de quem não se importa de molhar o vestido pelo avesso no suor.

Ler mais em Acrítico - leituras dispersas

Profile Image for Michel Varao.
16 reviews3 followers
January 24, 2015
No livro de estréia de Vanessa da Mata, Giza, uma menina que cresce num interior fantástico, mergulhado em fantasias, superstições e folclore (como todo interior do Brasil), sob a influência das fofoqueiras, dos bêbados e dos casos proibidos, descobre aos poucos a si e ao passado de sua família. A autora Vanessa tem uma escrita muito peculiar, bastante imagética e com, talvez, influências de seu conterrâneo Manoel de Barros.
Profile Image for Luciana.
29 reviews
August 27, 2016
Vanessa da Mata é de uma sensibilidade incrível, daquelas que a gente nem sabe que existe até se deparar com uma obra dessas.
Cada capítulo é repleto de poesia, com um ritmo leve e encantador.
Uma história inebriante e surpreendente. Marcado por descrições tão deliciosas que dançam um tempo na mente da gente.

Só posso ser grata à curiosidade que me incitou a apostar nesse livro.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Carla.
318 reviews11 followers
October 23, 2015
Es una historia bien contada con poesía, musicalidad y llena de naturaleza. Disfruté mucho leer esta historia y me gustó mucho que el final no fuera predecible. Me gustó la mezcla del mito con la realidad. La recomiendo.
2 reviews
July 30, 2015
Maravilhoso, livro que demonstra toda a inteligência de Vanessa, mostrando o quanto ela pode ser perfeita também como escritora.
Profile Image for Blog-A-Holic.
267 reviews1 follower
April 3, 2017
Zum Inhalt:

Giza ist die Außenseiterin in ihrer Familie. In einer kleinen Stadt in den brasilianischen Tropen, in einer farbenfrohen Welt voller Mango- und Avocadobäume, lebt die junge Frau mit ihren Tanten Florinda und Margarida. Hinter ihrem Haus bestellen sie einen prächtigen Garten. Die Blumen verkauft Giza überall in der Stadt, und so erfährt sie auch von Liebesgeschichten, über die sonst nur hinter vorgehaltener Hand getuschelt wird. Giza sehnt sich danach, so frei davonfliegen zu können wie die buntschillernden Papageien über ihrem Kopf. Als Florinda ihre erste große Liebe verhindert, flieht Giza in die große Stadt. Erst zwölf Jahre später kehrt sie zurück, mit ihrem Sohn, bereit, sich ihrer Liebe und ihrer Vergangenheit zu stellen.

Über die Autorin:

Die Brasilianerin Vanessa da Mata, geboren 1976, ist in ihrem Heimatland eine sehr erfolgreiche Sängerin und Songwriterin. Sie gewann den Latin Grammy Award und wurde zu einer der 25 kreativsten Frauen gewählt.

Mein Fazit und meine Rezension:

Aldegiza - von den Leuten Giza genannt- wächst im Hause ihrer beiden Tanten Florinda und Margarida behütet auf. Doch von Liebe und Zärtlichkeit ist dort nicht viel zu sehen. Diese findet Giza nur bei ihrer täglichen Arbeit mit den Blumen, denn ihre Tanten und sie führen ein gut gehendes Blumengeschäft. Jeden Tag aufs neue kümmert sich Giza um die Blumen und fährt diese aus - meist gespickt mit einer geheimen Botschaft für den oder die Liebste.

Auch in ihrer Stadt begegnet man Giza mit Reserviertheit. Die Leute sind nett zu ihr, doch halten sie sich zurück und richtige Freunde hat sie auch keine. Woher das kommt, vermag auch Giza nicht zu sagen.

An ihrem 18. Geburtstag lernt Giza den schönen und intelligenten Tito kennen, der nicht nur von ihr begehrt wird. Doch Giza fühlt sich noch nicht als Frau und wird so schnell verunsichert und nicht zuletzt ihre Tante Florinda trägt dazu bei.

Eines Tages soll sich Giza jedoch etwas umschauen, sie soll aus dem Haus und die Ferne erkunden. Giza zieht es in den verbotenen Stadtteil: Vila Morena. Dort trifft sie auf für sich sonderbare Gestalten: die offenherzige und stets direkte Juliana und die beiden Säufer Salada und Major. Trotz der Vorurteile, die die Stadtbewohner gegen die Vila-Bewohner haben, nehmen diese Giza freudig und unvoreingenommen in ihrer Mitte auf. Sie erzählen ihr von der Königin, die immer zum Vollmondfest erscheint und einen Mann aus Vila auserwählt. Alle Bewohner der Vila scheinen der Königin verfallen zu sein. Giza ist zunächst misstrauisch, dass eine Frau so viel Aufmerksamkeit und so viel Liebe erfahren kann, obwohl sie nur so selten erscheint und so möchte sie diesem Fest beiwohnen, um das Mysterium zu ergründen. Da ihre Tante ebenso wie die anderen Stadtbewohner von Vila nichts halten und Giza strikt verboten haben, dorthin zu fahren, schleicht sie sich nachts unbemerkt aus dem Haus und stiehlt sich zum Fest und dort wird nicht nur die Königin gefeiert. Auch Giza erfährt dort die Wendung vom Mädchen zur Frau.

Von nun an ist Giza ein gern gesehener Gast in Vila. Doch eines Tages wird sie von einer Krankheit heimgesucht, die sie ihre Besuche dort einstellen lässt. Während ihrer Bettlägerigkeit erfährt sie von einem Geheimnis, das nicht nur die Stadt, sondern auch Giza selbst zu umweben scheint. Doch niemand verrät ihr etwas. Es liegt also an ihr, dieses zu ergründen und endlich die Wahrheit über ihr Leben herauszufinden. Vielleicht liegt auch dort die Erkenntnis darüber begraben, weswegen ihr die Stadtbewohner mit so einer Kälte und Reserviertheit begegnen?

Doch mehr verrate ich nicht. Dazu müsst ihr schon das Buch lesen.

Anfangs war ich nicht so begeistert von dem Buch. Der Schreibstil ist zwar flott, aber war auch für ich etwas verwirrend, da nicht nur die Farben, sondern auch die Gerüche und die Umgebung so genau beschrieben wurden, dass es schon fast zu viel des Guten war. Dann werden noch die Geschichten einzelner Stadtbewohner erzählt, die man nicht direkt einsortieren kann - zunächst also zu viel Information. Doch dann gewinnt die Geschichte an Lauf. Giza wird mehr zum Mittelpunkt und man erlebt ihre Wendung vom Mädchen zur Frau - nicht nur in der Geschichte, auch im Erzählstil der Autorin. Irgendwann ist man jedoch so mit Giza und ihrer Geschichte verbunden, dass man gar nicht mehr aufhören kann. Man kann den Lesefluss einfach nicht unterbrechen, auch wenn man möchte, denn man ist selbst so erpicht darauf, das Geheimnis zu lüften, das über den Dächern der Stadt liegt, dass man sich zusammenreißt und einfach weiter liest. Für mich war es schon schwer zu den einzelnen Leseabschnitten zu stoppen!

Alles in einem kann ich dieses Buch weiter empfehlen! Nicht nur die Geschichte hat es in sich, auch der Schreibstil und nicht zuletzt die Aufmachung des Buches runden alles ab.
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