A caixa Ruy Castro: Letra e música traz os volumes de crônicas A canção eterna e A palavra mágica, que serão vendidos em conjunto, em uma luva. Cada um desses volumes reúne 64 crônicas escritas por Ruy e originalmente publicadas na coluna que assina quatro vezes por semana no jornal Folha de S.Paulo desde 2007. Em A canção eterna, o tema abordado é a música popular. Para Ruy, “escrever sobre música é a única alternativa para os que não são capazes e produzi-la”. A palavra mágica trata de assuntos relacionados ao jornalismo e à literatura, dois temas também caros ao autor, que passou por redações de vários jornais do Rio e São Paulo e é notório escritor de biografias.
Rui Castro, na ortografia oficial. Nasceu em 1948. Começou como repórter em 1967, no Correio da Manhã, do Rio, e passou por todos os grandes veículos da imprensa carioca e paulistana. A partir de 1990, concentrou-se nos livros. Publicou, entre muitos outros, as biografias de Carmen Miranda, Garrincha e Nelson Rodrigues, e obras de reconstituição histórica, sobre a Bossa Nova, Ipanema e o Flamengo. É cidadão benemérito do Rio de Janeiro.
No início de A Canção Eterna, estava achando tudo bastante pretensioso com um ar de "cultura boa é a só a que eu gosto". Mas ai percebi que, na verdade, Ruy Castro só está falando sobre o que sabe mais que é o samba, a bossa-nova e MPB. Tem várias curiosidades divertidas e algumas bem engraçadas. Também em A Canção Eterna achei alguns ensaios desconfortáveis ao ler sobre algumas mulheres. No geral, os ensaios mostram o Brasil sem vergonha e orgulhoso de sua cultura apesar de tudo.
As pequenas crônicas escritas por Ruy Castro mostram a brasilidade na sua essência, e, isto às vezes chega à ser um pouco exagerado, todavia, conseguiu com excelência mostrar um Rio de Janeiro sem clichês.
Tirei duas estrelas pois algumas crônicas (principalmente na parte da música) são chatas e meio veneradoras do samba, algo que não me agrada tanto, todavia, é um bom livro que passa voando.