Jump to ratings and reviews
Rate this book

Primeiros Passos #191

O Que é Comunicação Poética

Rate this book
Com o som e a forma das palavras, o poeta cria e recria a linguagem. Partindo desse princípio, é possível argumentar que a poesia está mais próxima das artes visuais e da música do que da prosa. Justamente por isso, a criação poética constitui uma fonte de imagens que são inesgotáveis produtoras de novas sensibilidades. Ao dar algumas chaves para ler esse tipo de literatura, o autor apresenta também questões para incentivar a criatividade e a competência poética do leitor.

66 pages, Paperback

First published January 1, 2005

1 person is currently reading
32 people want to read

About the author

Décio Pignatari

33 books6 followers
Décio Pignatari (August 20, 1927 – December 2, 2012) was a Brazilian poet, essayist and translator.[1]
Born in Jundiaí in 1927, Pignatari began conducting experiments with poetic language, incorporating visuals elements and the fragmentation of words in the 1950s. Such verbal adventures culminated in concretism, aesthetic movement that he co-founded with Augusto and Haroldo de Campos, with whom he edited the journals Noigandres and Invention and published the Theory of Concret Poetry (1965).
As a theorist of communication, Pignatari translated works of Marshall McLuhan and published the essay Information, Language and Communication (1968).[1] His poetic work can also be read in Poesia Pois é Poesia (Poetry because it's Poetry) (1977).[1]
Pignatari published translations of Dante Alighieri, Goethe and Shakespeare,[1] among others, gathered in Portrait of Love when Young (1990) and 231 poems. He also published a volume of stories The Face of Memory (1988) and the novel Panteros (1992), as well as a work for theater, Céu de Lona (Sailcloth Sky).
He died in São Paulo of a respiratory illness on December 2, 2012.[2]

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
18 (40%)
4 stars
15 (34%)
3 stars
10 (22%)
2 stars
0 (0%)
1 star
1 (2%)
Displaying 1 - 11 of 11 reviews
Profile Image for Mariana.
93 reviews6 followers
November 1, 2024
Bom (curto) "manual" sobre criação poética. Leitura do doutorado.
Profile Image for Filipa Salgueiro.
85 reviews2 followers
Read
November 15, 2024
Pequeno, mas interessante, “manual” sobre poesia.
Escrito já há alguns anos, achei bastante actual na abordagem a novas formas de escrita poética.
Profile Image for Alice Gonçalves.
70 reviews18 followers
October 18, 2016
Um manual absolutamente simpático do Pignatari, que contém, entre outras frases-pérolas, a seguinte, prenhe do didatismo mais gente-fina: "Como você distingue uma motoca de outra?"
19 reviews1 follower
September 16, 2021
muito boa introdução para a poesia. Eu já li muita poesia de Goethe a John Milton mas esse livro me fez entender melhor essa arte e perceber propriedades únicas do verso em relação à prosa, principalmente as possibilidades técnicas que aproximam o semântico do fonético.
Contudo, o próprio livro deixa claro que é apenas uma introdução à comunicação poética, então para uma visão mais aprofundada do tema, é preciso ler as indicações de leitura do final do livro.
Profile Image for Laion Sobrinho.
20 reviews
October 21, 2020
Sensacional. Livro sucinto e esperto, em que cada sentença vale a pena. Refresca o carinho dos amantes da poesia, inicia os neófitos no jogo poético.
Profile Image for Joao Neto.
37 reviews
December 20, 2020
Breve manual sobre poesia, um gênero que tenho muita dificuldade de entender...simplesmente não consigo contar as sílabas...válido como uma introdução...
Profile Image for Haymone Neto.
330 reviews5 followers
February 24, 2022
Excelente introdução às teorias da poesia. A base de Pignatari é a semiótica de Peirce, mas o livro não é acadêmico; ao contrário, é escrito num tom de conversa.
Profile Image for Iuri Colares.
28 reviews12 followers
December 24, 2020
Manual conciso de comunicação poética
"Neste livro, Décio Pignatari nos apresenta aquilo que é fundamental para a competência poética - mas abrindo espaço para o desempenho criativo, que é tarefa do leitor."


Ele explica a linguagem poética:

"A poesia parece estar mais do lado da música e das artes plásticas do que da literatura. Ezra Pound acha que ela não pertence à literatura e Paulo Prado vai mais longe: declara que a literatura e a filosofia são as duas maiores inimigas da poesia."


Explica a semiótica poética: paradigma e sintagma:

"Dois são os processos de associação e organização das coisas: por contiguidade (proximidade) e por similaridade (semelhança). Esses processos formam dois eixos: um é o eixo de seleção (por similaridade), chamado paradigma; o outro é o eixo de combinação (por contiguidade), chamado sintagma."


"Como a semelhança de sons entre palavras (ou numa mesma palavra) é chamada de paronomásia [propriamente dita, anagrama, aliteração e rima], achamos que ela, tanto quanto a metáfora – ou até mais –, caracteriza o eixo de similaridade (paradigma)."


"A paronomásia possibilita o trocadilho e a poesia (junto com a metáfora)."


"A maioria das pessoas lê poesia como se fosse prosa. A maioria quer 'conteúdos'- mas não percebe formas. Em arte, forma e conteúdo não podem ser separados. Perguntava o poeta Yeats: 'Você pode separar o dançarino da dança?' Quem se recusa a perceber formas não pode ser artista. Nem fazer arte."


Explica os quatro esquemas rítmicos fundamentais na tradição poética ocidental:

1. Ritmo binário ascendente ou iambo: -+
2. Ritmo binário descendente ou troqueu: +-
3. Ritmo ternário ascendente ou anapesto: --+
4. Ritmo ternário descendente ou dátilo: +--


Explica as métricas:

1. Versos até 7 sílabas. O verso de 5 sílabas é chamado de redondilha menor. O de 7 sílabas de redondilha maior e é largamente usado. Acentue onde quiser, que dá certo.
2. Verso de 8 sílabas. Acentue na 4ª e 8ª ou na 2ª (ou 3ª), 5ª e 8ª.
3. Verso de 9 sílabas. Acentue na 3ª, na 6ª e 9ª ou na 4ª e 9ª.
4. Verso de 10 sílabas. O decassílabo! O verso mais usado nos últimos 700 anos, de Martim Soares a Augusto de Campos. Acentue na 6ª e 10ª ou na 4ª, 8ª e 10ª.
5. Verso de 11 sílabas. Acentue na 2ª, 5ª, 8ª e 11ª ou na 5ª e 11ª ou na 3ª, 7ª e 11ª.
6. Verso de 12 sílabas. O alexandrino. Em geral, é um verso "nobre", solene. Acentue na 4ª, 8ª e 12ª ou na 6ª e 12ª.


Explica a rima:

"Semelhança de sons que se acoplam verticalmente no final dos versos. Pela estatística da língua, informam menos os sons mais previsíveis (rimas em ar, ão, eira, osa etc.). A rima pode ocorrer até dentro de um mesmo verso, como fez Edgar Poe em O Corvo (The raven)".


Faz uma amostragem sincrônica: tudo ao mesmo tempo:

"Ezra Pound classifica os poemas em três tipos fundamentais:
1) aqueles em que predomina a fanopeia: imagens, comparações, metáforas;
2) aqueles em que predomina a melopeia: música, mesmo dissonante ou antimúsica;
3) aqueles em que predomina a logopeia: 'dança das ideias entre as palavras'."


Faz uma amostragem diacrônica: um tempo, depois outro tempo:
- Música medieval
- Música renascentista/barroca
- Música romântica (coloquial)
- Música simbolista
- Música pós-simbolista/pré-modernista: melo-fanopeia gráfica
- Música modernista
- Música sem-versista


Explica a poesia não linear e a poesia não-verbal.

Faz observações finais:

"1) Já pouco se usam poemas de forma fixa: de vez em quando, pinta um soneto. Quanto a módulos fixos, a quadra resiste ou você cria o seu, como o faz João Cabral. No mais, é o "verso livre", de comprimento, métrica e ritmo variáveis.
2) Sendo assim - como sempre foi, aliás – saber "cortar" o verso, saber passar de um para o outro, é lance importante."
Profile Image for Miyuki.
15 reviews3 followers
November 13, 2025
Soube desta obra — um "tratadinho semiótico de versificação", nas palavras do próprio Pignatari — por meio do prefácio que ele escreveu para um estudo sobre versificação espanhola de Elena Godoy. Creio que o livro poderia talvez se estender um pouco mais sem o risco de perder o diminutivo que lhe foi conferido; de resto, é um "tratadinho" bastante simpático. Aqui você encontrará noções básicas de versificação e alguns conceitos bastante correntes em linguística, semiótica e teoria literária. Dou destaque para o penúltimo capítulo, "Poesia Não-Linear, Poesia Não-Verbal", em que Pignatari deixa transparecer seu histórico de teorizador e poeta do movimento concretista.

[Escrito originalmente na Amazon, em 03/2020.]
Displaying 1 - 11 of 11 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.