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Rainhas da Noite
Um caderno achado num mercado de rua em Maputo transporta-nos para a pequena vila de Moatize, no centro de Moçambique, e para o tempo recuado em que uma empresa belga ali explorava uma mina de carvão. Sob o olhar atento de um polícia, Annemarie estende a sua rede de espiões, Agnès necessita desesperadamente de um piano, Suzanne deixa-se enlouquecer aos poucos e Maria Eugénia não sabe o que fazer. Tudo isso num tempo em que, embora brilhando no alto, o sol não ilumina. Entretanto, nos dias enevoados de Maputo, num futuro distante, um velho faz o que pode para se libertar da carga que esse passado lhe depositou nos ombros magros. Conta para tal com uma inesperada ajuda.
376 pages, Paperback
First published January 1, 2013
About the author
João Paulo Borges Coelho
25 books16 followersEscritor e historiador moçambicano, ensina História Contemporânea de Moçambique e África Austral na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo e é Professor Convidado no Mestrado em História de África do Departamento de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Tem-se dedicado à investigação das guerras colonial e civil em Moçambique, assim como às questões de segurança regional no Sul de África e à política da memória.
Recebeu em 2004, com o romance As Visitas do Dr. Valdez, o Prémio José Craveirinha da Literatura, a maior distinção literária em Moçambique. Com O Olho de Herzog recebeu o Prémio Leya 2009. A sua obra literária inclui ainda outros quatro romances ( As Duas Sombras do Rio, 2003; Crónica da Rua 513.2, 2006; e Campo de Trânsito, 2007; Rainhas da Noite, 2013), dois volumes de estórias da série Índicos Indícios (Setentrião e Meridião, ambos de 2005; e duas novelas (Hinyambaan, 2008; Cidade dos Espelhos).
Recebeu em 2004, com o romance As Visitas do Dr. Valdez, o Prémio José Craveirinha da Literatura, a maior distinção literária em Moçambique. Com O Olho de Herzog recebeu o Prémio Leya 2009. A sua obra literária inclui ainda outros quatro romances ( As Duas Sombras do Rio, 2003; Crónica da Rua 513.2, 2006; e Campo de Trânsito, 2007; Rainhas da Noite, 2013), dois volumes de estórias da série Índicos Indícios (Setentrião e Meridião, ambos de 2005; e duas novelas (Hinyambaan, 2008; Cidade dos Espelhos).
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Community Reviews
Displaying 1 - 2 of 2 reviews
January 13, 2026
Excelente este romance de João Paulo Borges Coelho, o segundo que li.
Cheguei ao autor, há mais de uma década, quando lhe foi atribuído o Leya (2009). O Rainhas da Noite, que agora reli, foi o meu segundo contacto com o JPBC.
É, sem sombra de dúvida, muito superior ao premiado “O olho de Hertzog”.
Muitas centenas de livros mais tarde, voltei a deixar-me fascinar por este romance desenvolvido em duas linhas cronológicas e três planos, o que lhe dá uma prazerosa dimensão meio detectivesca. A estória começa com um caderno de carácter biográfico, da autoria da mulher de um dos dirigentes de uma exploração mineira cinquenta anos antes, no noroeste de Moçambique. Num outro plano, actual, o narrador pesquisa as fontes, no arquivo histórico em Maputo e junto de um ex-empregado doméstico da autora do caderno. Ainda sob a forma de ‘notas’ o narrador vai confidenciando ao leitor as suas impressões sobre o sentido da investigação e as conclusões que vai retirando.
Fascinante.
Cheguei ao autor, há mais de uma década, quando lhe foi atribuído o Leya (2009). O Rainhas da Noite, que agora reli, foi o meu segundo contacto com o JPBC.
É, sem sombra de dúvida, muito superior ao premiado “O olho de Hertzog”.
Muitas centenas de livros mais tarde, voltei a deixar-me fascinar por este romance desenvolvido em duas linhas cronológicas e três planos, o que lhe dá uma prazerosa dimensão meio detectivesca. A estória começa com um caderno de carácter biográfico, da autoria da mulher de um dos dirigentes de uma exploração mineira cinquenta anos antes, no noroeste de Moçambique. Num outro plano, actual, o narrador pesquisa as fontes, no arquivo histórico em Maputo e junto de um ex-empregado doméstico da autora do caderno. Ainda sob a forma de ‘notas’ o narrador vai confidenciando ao leitor as suas impressões sobre o sentido da investigação e as conclusões que vai retirando.
Fascinante.
November 29, 2013
Um extraordinário romance do vencedor do prémio Leya (com o Olho de Hertzog, em 2009), na minha opinião em melhor forma do que quando venceu o prémio. Uma história que cruza o arco do tempo, ligando dois mundos distintos: os anos 50 na Moatize colonial das companhias estrangeiras de exploração carbonífera em Moçambique, e a actualidade, em Maputo, onde o narrador descobre, por acaso, um velho caderno escrito por uma jovem mulher com um testemunho dos tempos sufocantes da ditadura de Salazar.
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