Vinte e seis contos em que a tradição, o sonho e a imaginação ganham vida pela mão de uma das mais importantes autoras do século XX português.
Meninos e meninas, rapazes e raparigas como tu, príncipes e princesas, animais e coisas sonhadas… Neste livro, vais poder descobrir vinte e seis histórias fantásticas, nas quais encontras coisas de agora e de outros tempos. Todas as personagens destes contos têm uma coisa em comum entre si e contigo; sim, contigo!
É por meio dos cinco sentidos - visão, olfato, audição, tato e paladar - que começam a desvendar os seus sonhos e desejos. Por isso, presta muita atenção: tudo o que te rodeia - as pessoas, os animais, as coisas - pode ser a chave para compreenderes o que sentes, pensas e desejas para a tua vida. Além dos teus sentidos, lembra-te de que o maior poder que tens é… a imaginação!
Por Paula Morão «Irene Lisboa (n. Casal da Murzinheira, Arruda dos Vinhos, 1892; m. Lisboa, 1958), formada pela Escola Normal Primária de Lisboa, fez estudos de especialização na Bélgica, em França e na Suíça; foi professora do Ensino Infantil e depois Inspetora Orientadora desse grau de ensino, até ser afastada, primeiro para funções burocráticas, e depois definitivamente, por recusar um lugar em Braga (na prática, uma forma de exílio para uma pedagoga incómoda pelas suas ideias avançadas). Usou, entre outros de menor importância, o pseudónimo João Falco, que abandonou no início da década de quarenta. Ao longo da sua vasta obra, escreveu literatura para crianças e jovens, textos de pedagogia, crónicas e novelas centradas na descrição de quadros e personagens da vida comum, mas sempre dando passagem para o núcleo intimista e autobiográfico que unifica toda a obra, a começar pelos dois livros de poemas, de 36 e 37. Com as variações que os diferentes géneros implicam, pode dizer-se que o seu estilo é marcado pela oralidade e pela naturalidade, construídas como efeito retórico que rasura um aturado trabalho de escrita. Isto é desde logo visível nos livros para crianças e jovens, em que a oralidade, muito trabalhada, não se compadece com facilidades nem infantilismos, abordando as mais variadas temáticas de modo a que subjaz profunda informação pedagógica.
O estilo da autora de Solidão caracteriza-se por frases em geral curtas, apresentadas como fragmentos de diálogo ou de monólogo interior, ou então os textos parecem ser o registo imediatista de cenas vistas, mas a que as subtis intervenções críticas ou explicativas da voz narradora dão contornos de anotações fazendo-se ao ritmo da consciência. O próprio sistema de títulos e subtítulos dá indicações nesse sentido, ao usar termos como "apontamentos" e "notas", ou ao remeter para a matéria banal e insignificante; é o que sucede com o oxímoro o pouco e o muito, usado como título em 1956, ou com o verso de uma quadra popular que titula em 55 o livro para crianças Uma mão cheia de nada outra de coisa nenhuma. Junte-se a isto o uso do ritmo sincopado de um discurso cantabile, oralizante e próximo da corrente de consciência, em que o ato de contar é charneira entre o mundo e o eu; não lhe interessa definir exatamente o que escreve nem apresentar obra acabada, e por isso optou, primeiro, por provocatoriamente não distinguir verso e prosa ("Ao que vos parecer verso chamai verso e ao resto chamai prosa" é a abertura programática do livro de 1937), e mais tarde por publicar apenas crónica, conto ou novela – ou seja, géneros de cariz inacabado.[...] http://cvc.instituto-camoes.pt/seculo...
"Era uma vez uma bailarina, mas uma bailarina de papelão, daquelas que mexem simultaneamente os braços e as pernas. Nunca se cansava, e era bonita, bonita a valer. Tinha saias de papel frisado. Um dia..."
É um livro que pode ser lido em qualquer idade, não é entediante e os contos são pequenos. O título é bonito e bastante atractivo, foi aliás esse o motivo principal que me levou a lê-lo. Senti porém que não o compreendi o suficiente para dar uma análise correcta do seu valor por isso atribuí em dúvida 3 estrelas. Talvez por não ser de compreensão fácil, não é verdadeiramente apreciado. Os contos não têm lógica nem moral e é o leitor quem tem de as encontrar olhando para dentro de si. Se quer um livro de contos infantis mais "tradicional" então este não é uma boa opção.
It is a refreshing prose, so different from usual. Short stories, some of them without any concern for logic, just "historietas" (little stories) as the Author calls them. But I guess that at the time she wrote, this had an important role renewing literature. The gratuitous character of the little stories are a special feature that makes the book worthwhile reading, although the fact that the stories are disconnected from each other and in themselves rather oniric, contributed for the 3 stars intead of 4.
Este livro é sem dúvida um dos piores que já li. Os contos são escritos com vocabulário pouco acessível, há imensos erros ortográficos e não há qualquer interesse no livro. Apetecia me mandar o livro pela janela pk me custou imenso lê lo. Não recomendo a ngm!!
É um pequeno livro de contos cheios de fantasia e de expressões populares, fácil de se ler. Os contos que mais gostei de conhecer foram "As aventuras de Rosalina", "A bailarina" e "As moiras".
"O nevoeiro, de longe, é como um mar sem ondas" (p.21)
Um livro de contos poéticos, metafóricos, com um forte pendor da tradição oral e popular. Não será para toda a gente, mas é bonito e a edição da Figueirinhas, com desenhos de Pitum Keil do Amaral é um bónus muito agradável!
"Tudo luzia tanto! Rosalinda olhou para o sol, para o mar e para a areia." (p.9)