Em meio às brigas constantes de seus pais e uma mudança para longe do resto de sua família, Andy se vê sozinho em um lugar estranho. Seu único companheiro é Paçoca, seu cachorro esfomeado que causa ainda mais confusões ao morder a poltrona favorita da mãe de Andy.
Por mais que não possa acabar com as brigas de seus pais, o menino pode impedir que Paçoca continue destruindo os móveis de sua casa. É só usar algo azedo.
Um conto fofíssimo, uma escrita fascinante. Com uma sensibilidade incrível, essa história e o pequeno André conquistaram meu coração nas primeiras páginas e eu facilmente leria muito mais porque essa é a literatura brasileira pela qual eu sou encantada e pela qual eu vivo garimpando o Kindle para encontrar, e como tem sido difícil de achar. Mas me parte o coração dizer que o final deixou a desejar. Talvez eu seja o problema e não saiba lidar com finais abertos, mas achei que a conclusão ficou um pouco no ar. Mesmo assim, ainda acho que vale muito a leitura e pretendo recomendar com toda certeza.
que conto espetacular! a escrita da Julia é de uma delicadeza e doçura única que te envolve e te aquece por dentro. tão bom ler uma história linda pela perspectiva de alguém que enxerga a vida de uma forma tão bonita. estou maravilhada.
"— Casa — ele pensa em voz alta. Ele pega a mão de seus pais e as coloca em seu coração. Paçoca adiciona sua pata. André decide ali. Pode doer. Mas ele escolhe o mundo de limões azedos."
A história é introspectiva, triste, doída. Foi escrita originalmente em inglês, e deve ter perdido o polimento na tradução, com uns erros que me incomodaram muito, como o uso dos porquês errados, erros básicos de concordância e uma expressão escrita de forma errada ("ainda sim" em vez de "ainda assim"). É curto, para ler numa paulada. Não foi feito pra usar marcador, ou a essência se perde. Não tem final feliz.
Li no comecinho do ano e até agora - março - me pego lembrando do Lucas e sua descoberta sobre tolerar o azedo da vida quando me encontro em situações ruins. é uma leitura rápida, bem estruturada e creio que só não ganhou a última estrela porque em raros momentos consigo notar o pensamento anglicizado ao redigir esse conto.