A suavidade do vento é um romance que conta com a mesma segurança narrativa, linguagem e ironia que fez de Cristovão Tezza um dos mais significativos escritores brasileiros da atualidade. Publicado originalmente em 1991, reeditado em 2003 e agora relançado em formato digital com revisão definitiva do autor, este livro é um mergulho ficcional na solidão de um professor anônimo que vive sufocado por uma “ética da timidez”, da qual só consegue escapar no espelho da escrita.
Em três movimentos emprestados de uma estrutura dramática – Primeiro ato, Entreato e Segundo ato –, a narrativa descreve uma parábola moral, plena de humor e paradoxos, com toques de realismo fantástico, em torno do sentido redentor da arte diante das dificuldades da vida concreta.
Opiniões da crí
“O tempo todo, a narrativa inteira avança num ritmo constrastante entre diálogos animados e pensamento intimista. Forte tanto em suas figuras simbolicamente periféricas e em resolução surrealista, A suavidade do vento é, ao mesmo tempo, uma parábola simples e universal.” Malcolm Silverman, World Literature Today (Autumn 1992)
“O leitmotiv da ficção de Cristovão Tezza é a solidão moral de seus protagonistas, seres cindidos entre a enormidade dos sonhos, maiores que toda uma vida, e a estreiteza do dia a dia, sucessão de trivialidades.” Lênia Márcia Mongelli, O Estado de S.Paulo, 20/10/1990.
“Por aliar a adequada linguagem a uma ótima inventiva (sabe disso quem leu algum de seus outros romances, como a longa confissão edipiana de Juliano Pavollini ou a rara combinação de cartas juvenis com memoria de um velho professor em Trapo), Tezza está inscrevendo seu nome na pequeníssima galeria dos romancistas imperdíveis do país em nosso tempo.” Luís Augusto Fischer, Revista Bravo!, abril de 2003.
Cristovão Tezza nasceu em Lages, Santa Catarina, em 1952, mas mudou-se para Curitiba ainda quando criança. É considerado um dos mais importantes autores da literatura brasileira contemporânea. Além de escritor, com mais de uma dezena de livros publicados, leciona na UFPR. É autor, entre outros, de Trapo, O fantasma da infância, Aventuras provisórias, Breve espaço entre cor e sombra (Prêmio Machado de Assis/Biblioteca Nacional de melhor romance de 1998) e O fotógrafo (prêmios da Academia Brasileira de Letras e Bravo! de melhor romance do ano). A publicação do inédito O filho eterno marca seu retorno à Record. O livro venceu os mais importantes prêmios literários do país: primeiro lugar no Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa, como melhor livro do ano, venceu o Prêmio Bravo! Prime de Cultura, na mesma categoria. Foi escolhido também melhor romance pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (Apca) e ganhou o Jabuti de melhor romance. Além do Prêmio São Paulo de Literatura.