Depois de um fantástico primeiro livro, que acabou por ser o melhor livro lido no ano anterior, foi com grande expectativa que comecei a ler este segundo volume desta trilogia. Quero também agradecer à editora Marcador, por me ter dado a oportunidade de ler este livro!
Este é mais um maravilhoso livro de Sarah Lark. É com enorme alegria que posso dizer que mais uma vez encontrei uma boa história, boas personagens, um bom contexto e muita emoção. No entanto, há que referir que gostei ligeiramente mais do primeiro do que deste volume, por causa do caminho que a história levou e porque este tem uma base mais romântica do que o primeiro, onde há mais aventuras, acção, drama e bastantes reviravoltas e segredos. Neste não temos tanta aventura, nem drama, nem reviravoltas. Pode dizer-se que é mais linear e que não oferece tantos momentos inesperados. O final é o esperado. E também não há tanta diversidade de personagens e momentos de grande tensão.
Senti a falta desses momentos e dei por mim a comparar as duas histórias, mas não é por isso que a história deixa de ser maravilhosa, que é. Penso que podia ter havido um maior desenvolvimento da história, com mais ramificações, mais complexidade, durante um maior período de tempo, uma vez que no primeiro livro temos uma história que percorre cerca de vinte anos da vida das personagens e neste são cerca de cinco, se não estou em erro.
Gostei muito das duas primeiras, se bem que Kura irritou-me bastante e só na reta final consegui encontrar-lhe alguma "amizade". Penso que este era o objetivo da autora ao criar Kura como criou, o que reflete que conseguiu alcançar o seu objetivo: Kura é bastante irritante. Gostei muito mais de Elaine, a filha de Ruben e Fleurette; tem uma história mais rica, mais densa e muito mais interessante, do ponto de vista em que acontecem mais peripécias no seu percurso do que no de Kura, que, como está tão obcecada pela música, acaba por se tornar um bocado "estagnada" no seu percurso. Apreciei bastante a forma como Elaine conseguiu encontrar o seu caminho no meio de tudo o que lhe aconteceu e de Tim. Gostei muito de Timothy Lambert, o jovem engenheiro das minas, que começa a interessar-se por Elaine, e que acabou por ser a minha personagem favorita.
Foi com alguma nostalgia que revi Helen e Gywneira, porque gostei muito de ambas no livro anterior e gostaria de ter podido encontrá-las mais ao longo deste livro, se bem que não trouxessem muito ao enredo, uma vez que este é mais centrado nas duas primas.
Mais uma vez fiquei apaixonada pela Nova Zelândia e pela sua História, paisagens e formas de vida. É um país de que não se fala muito, mas deve ser muito belo e majestoso. Foi com alegria que voltei a percorrer os seus caminhos.
Assim, não fiquei completamente arrebatada, como aconteceu no primeiro, mas fiquei satisfeita e espero que esteja para breve o terceiro cá por Portugal, porque esta é uma das mais belas trilogias literárias, repleta de momentos bastante fortes e marcantes, com personagens complexas e ricas. Recomendo totalmente!