Em dezembro de 2012, Bento XVI recebeu de uma comissão de cardeais um relatório de 300 páginas sobre o mediático caso “Vatileaks”.
Dois meses depois, no dia 11 de fevereiro de 2013, evocando razões de saúde, e ciente da gravidade da sua decisão, o Papa anunciou ao mundo que resignaria ao trono de São Pedro. Não se sentia capaz, física e espiritualmente, para continuar a exercer o cargo.
Que segredos comprometedores guarda o extenso relatório? A resignação terá acontecido por razões de saúde, como o Bento XVI anunciou, ou por pressões políticas que jamais serão tornadas públicas? Os mistérios de tão inesperada decisão serão agora revelados.
So, you want to know more about Luis? Well, he was born in Oporto, northern Portugal, in 1976. It was a sunny winter's day of February... at least that's what his mother says... Luis spent his childhood in Viana do Castelo, a small town north of Oporto. He devoted himself exclusively to writing while trying to be a citizen of the world. He was the author of The Last Pope, The Holy Bullet and The Pope's Assassin.
"Não o recomendo a quem quer ler um thriller sólido e empolgante. "A Resignação" é uma homenagem, um adeus, um tributo a Luís Miguel Rocha e é nessa condição que deve ser abordado. Recomendo sim aos muitos fãs da série e que queiram também eles despedir-se do Rafael, da Sarah e do JC, ainda que os possamos reencontrar muitas vezes nas páginas de uma releitura."
It is a deep emotion to be able to read another book by this Author, after his death... His two co-authors helped make real the dream of so many of his readers, and this series of thrillers about the Vatican comes to an end with a gold key!
A Resignação é o último livro de Luís Miguel Rocha, obra póstuma que foi terminada por Porfírio Pereira da Silva e Rui Sequeira, após a morte do autor. A família não quis deixar o que já estava escrito arrumado e ao lado da Porto Editora decidiram avançar com A Resignação, que só foi possível ser terminado através das notas que o autor foi deixando sobre o rumo que cada personagem iria seguir até ao final. Não conheço a obra para trás do autor, e percebi que esse seria um ponto fundamental para entrar com uma maior facilidade no mundo de A Resignação, uma vez que a maioria das personagens tem um percurso lógico e já seguem de obra em obra para chegarem ao ponto em que logo se iniciam nesta narrativa final. Não tinha expetativas, querendo sim perceber o sucesso que o autor tinha, para perceber a sua forma de criação e de contar os seus enredos e nesse campo fiquei totalmente baralhado. Primeiramente por achar que existem demasiadas personagens encaixadas em menos de trezentas páginas o que confunde por completo. A história baseia-se fundamentalmente na resignação de Bento XVI, no entanto todo o processo até ao ponto fulcral é contado de forma corrida, com o envolvimento pouco explicativo de figuras que circulam dentro e fora do Vaticano para que a queda aconteça. Se tudo fosse contado com a existência de um maior número de pormenores e mais explicações, tudo pareceria mais fácil, mas não. O autor, e consequentemente os seus dois co-autores, optaram por avançarem com a escrita, passando vários passos somente para chegarem ao fim, deixando o envolvimento necessário para que o leitor se deixe conquistar pela história de lado. Ao ler A Resignação, sem ter conhecimento do que está para trás, fico somente com a ideia que esta obra foi escrita para ser lançada sem a preocupação de homenagear o autor de forma certeira e como o mesmo a teria criado do início ao fim. Muito se perde nesta narrativa e o empenho exigido para dar a quem está do outro lado o melhor não existe, perdendo-se logo de início o interesse pela baralhação e pela falta de explicação sobre o quem é quem para quem começa neste ponto a ler Luís Miguel Rocha e os seus meandros criados dentro do Vaticano. A linha cronológica essencial para ajudar o leitor a situar-se faltou e embora se tenha chegado ao final conhecido dentro da própria história real da Igreja Católica Apostólica Romana, todo o processo relatado pelos autores até aí deixaram-me baralhado e confuso com muito por ser explicado. Fecha-se assim o ciclo sobre as intrigas que estão por detrás de ações e decisões tomadas no seio do Vaticano através do envolvimento, criação e escrita de Luís Miguel Rocha que nos deixou em 2013, mas cuja obra ficará para sempre impressa para memória futura.
Esta é uma novidade literária que há muito os fãs de Luís Miguel Rocha esperavam. A Resignação era o livro que o Luís estava a escrever quando nos deixou. No entanto, a família e a Porto Editora, decidiram convidar dois autores amigos do Luís para concluírem o seu livro. Acredito que não tenha sido uma tarefa fácil, escrever uma história, com base nas notas deixadas e tentando manter a voz do próprio autor e não a deles.
As minhas expectativas eram muitas e elevadas. Fui acompanhando a evolução do Luís enquanto escritor e tinha adorado A Filha do Papa. E sabendo que este é o último livro do Luís, as expectativas ainda eram maiores. Mas, infelizmente, não foram superadas.
Foi muito bom voltar a reencontrar Sarah Monteiro e o padre Rafael. E gostei também de ver as pontas soltas serem atadas. No entanto, senti a linha cronológica um pouco confusa. Quanto à história principal, sobre a resignação do Papa Bento XVI, senti falta de um pouco mais de desenvolvimento e "falta de cola" entre as diversas peças. Vamos tendo várias personagens (que tendo em conta o tamanho do livro, senti que eram bastantes) e vários episódios que vão levar à decisão do Papa, mas senti que tudo acontecia muito rápido e que, às vezes, as ligações entre estes acontecimentos eram algo "forçadas".
Fazendo o balanço final, foi uma boa leitura mas que ficou condicionada pelas minhas expectativas muito elevadas.
O último livro da série Vaticano de Luís Miguel Rocha. Este era o livro que escrevia antes de partir. Uma obra que foi terminada por Porfírio Pereira da Silva e Rui Sequeira, em homenagem a Luís Miguel Rocha. O final tão aguardado de uma série maravilhosa. Neste livro a minha cotação não foi tão alta quanto as anteriores. Apesar de saber as circunstâncias em que este livro foi escrito, e tendo lido todos os outros, a diferença faz-se sentir. O desenvolvimento das personagens não foi tão aliciante como nos anteriores. A própria história tomou um rumo diferente do que seria de esperar. Não digo que fiquei desiludida com este livro, óbvio que não, a presença de Luís Miguel Rocha é notória. No entanto, houve certos pormenores que não tiveram a atenção que deviam.
História de intrigas no Vaticano com uma facção a querer assassinar o papa para eleger um papa jesuita e outra a tentar defendê-lo. Mistura lavagens de dinheiro no banco do Vaticano, documentos roubados, assassinatos. A história tenta manter suspense mas falha na ligação de todas as pequenas histórias que vai contando. E a articulação das mesmas, no final, é fraca. Este livro foi aquele que o autor estava a escrever quando faleceu e foi terminado por dois escritores convidados para o efeito, baseados nas notas que o LMR deixou.
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Não poderia deixar de ler a última obra de Luís Miguel Rocha. Não sei até que ponto a deixou inacabada mas sinto que ainda devia estar numa fase bastante inicial. Senti falta do conhecimento profundo sobre o Vaticano, do estilo do Luís, do humor e sentimentos velados. Mas dar um final à Sarah e ao Rafael foi uma homenagem mais que justa.
Iniciei este livro conforme ía sendo escrito e partilhado pelo Luis. Fui das pessoas que achei que a família devia fazer a sua publicação postumamente, no entanto fiquei triste porque é notório que não foi acabado por ele. Neste livro falta o conhecimento profundo que ele tinha sobre o Vaticano. Os acontecimentos tornam-se muito rápidos e algo forçados.
Apesar do trabalho para concluir postumamente, que não deve ter sido fácil, este livro não tem a mesma trama dos anteriores, perdendo-se por vezes em repetições e ditados populares excessivos. Mas o início, mantendo o brilho dos anteriores, lembra a restante obra e faz sentir muito a falta de um grande contador de histórias! Uma perda para todos nós! Fica bem, Luís Miguel Rocha!
Iniciei este livro conforme ía sendo escrito e partilhado pelo Luis. Fui das pessoas que achei que a família devia fazer a sua publicação postumamente, no entanto fiquei triste porque é notório que não foi acabado por ele. Neste livro falta o conhecimento profundo que ele tinha sobre o Vaticano. Os acontecimentos tornam-se muito rápidos e algo forçados.
Não sei se seria intenção ou não do LMR dar estes finais à Sarah, ao Rafael e ao JC (sobretudo a estas três personagens). Mas se não o era, percebo a intenção dos autores que terminaram o livro. E concordo com este fim!