Na África ancestral, Orunmilá, o maior adivinho de todos os tempos, não entende por que seus instrumentos se calaram. Nos dias atuais, um jovem jornalista se aventura pelas ruas de São Paulo, tentando fugir de uma missão que não deveria ser sua. No primeiro livro da série Deuses de dois mundos, Ogum, Xangô, Oxóssi e Oxum se unem a gente do nosso tempo para resgatar os 16 príncipes do destino, numa narrativa que preserva toda a sensualidade e violência original dos mitos africanos dos orixás.
Não é um livro ruim, mas para mim foi bastante decepcionante. Uma excelente ideia e um tema tão rico poderiam resultar numa grandiosa obra em mãos mais hábeis que as de PJ Pereira.
A parte da trama passada no tempo atual é um suspense policial bem fraco, protagonizado por um personagem exageradamente cliché e enfadonho. Newton é um jornalista arrogante, detetivesco, que consegue conquistar todas as mulheres que deseja - estas, meras coadjuvantes que se limitam a serem bonitas e sensuais, sem acrescentar em nada como personagens femininas à trama. Sua personalidade é rasa e um incômodo déjà vu de histórias policiais batidas e de baixa qualidade.
Até às passagens mitológicas faltou vigor e um desenvolvimento mais cuidadoso dos personagens e cenários, assim como dos próprios acontecimentos, que acabaram corridos e pouco emocionantes.
Ainda me agrada a simples iniciativa de explorar os mitos e a cultura iorubá, que sem dúvidas deveria estar muito mais presente na literatura brasileira, e não nego um grande mérito ao autor por isso; ainda mais com o respeito que demonstra pelo candomblé.
Honestamente, terminei o livro sem nenhuma ansiedade pelo próximo volume.
O gênero de fantasia urbana brasileira e contemporânea está cada vez mais interessante, com muitos autores e livros recentes explorando a riqueza do nosso imaginário. Desde a um bom tempo atrás venho namorando a leitura da trilogia dos Deuses de Dois Mundos de P.J. Pereira, aguardando cada lançamento para ler os três livros de uma só vez.
Curto muito ler livros de séries, para analisar tanto a evolução do escritor (sim, a gente vai sempre melhorando a cada livro, pelo menos é o que se espera), quando os arcos de personagens e a materialização das idéias iniciais de uma narrativa longa.
O que mais me atraiu na premissa do Deuses de Dois Mundos é o uso da mitologia afro-brasileira em um romance de fantasia sobrenatural urbana
E foi com essa expectativa que comecei a leitura da trilogia com O LIVRO DO SILÊNCIO.
O livro traz duas narrativas, uma em primeira pessoa, feita através de emails e narrada pelo protagonista do livro, New Fernandes e a segunda feita em ponto de vista onisciente, em estilo de fábula, de uma saga de aventura envolvendo os Orixás, em um tempo mítico.
Gostei muito da prosa, é direta, sem firulas e a alternância entre as duas narrativas funcionou para mim.
Confesso que o protagonista me causou muita rejeição, é quase como uma coleção das piores qualidades do jovem branco heterosexual de classe média da sociedade paulistana, um mauricinho jornalista metido a gourmet, machista, daqueles que contam vantagens sobre si próprio, que se braga sobre suas conquistas sexuais, se orgulha de seu paladar acurado e de suas "amizades" com gente poderosa, etc. E ter logo esse protagonista como o escolhido por divindades afro-brasileiras como uma espécie de salvador, não ajudou muito na identificação com o personagem. Assim, encarei ele, no começo, quase como um anti-herói ou um herói sem-caráter, um macunaíma mauricinho.
Mas, aos poucos e à medida que a narrativa dos deuses africanos vai se interligando com a narrativa do protagonista, este começou a mudar, e a revelar outros aspectos de sua personalidade, como uma profunda revolta em relação ao mundo em que vive, e a questionar os valores materialistas em que acreditava até então.
A narrativa baseada na mitologia afro-brasileira é maravilhosa, muito bem escrita. Gostei da adaptação feita pelo PJ de muitas narrativas que li do grande mestre Verger, e me lembrou da passagem fantástica do João Ubaldo Ribeiro em Viva o Povo Brasileiro, quando os Orixás surgem para ajudar os soldados negros que lutaram na guerra do Paraguai. Espero ver mais dessas passagens nos próximos livros. Principalmente com Ogun, meu orixá do coração! :)
Gostei muito da leitura, e sigo direto para o segundo livro. Fica a recomendação!
NITROLEITURAS | O Livro do Silêncio (Deuses de Dois Mundos #1) P.J. Pereira | Ed. Da Boa Prosa, 2013, 264pgs | Lido de 07.11.15 a 09.11.15
Começando o ano já firme e forte no Desafio Literário Popoca, selecionei um dos livros da lista de indicados e que, ainda por cima, é de um autor brasileiro falando de orixás! O livro do silêncio é o primeiro da série Deuses de dois mundos, do publicitário e roteirista P.J. Pereira, que chegou a lista dos mais vendidos no ano do seu lançamento, em 2015.
Preciso dizer que não tentarei julgar a qualidade da pesquisa do branco P.J. Pereira com relação aos mitos de origem africana dos Orixás, até porque desconheço profundamente o assunto. Só torço para que eu não esteja aprendendo nada de errado com os livros dele.
Nesse sentido, muitos poderiam já apontar uma certa apropriação cultural, e podem não estar completamente errados, apesar de que no Brasil uma quantidade razoável de brancos seguem e frequentam os centros de religiões de matriz africana. A parte tranquila do livro com relação a isso é que o autor foi bastante sábio e não incluiu personagens obviamente negros no enredo (com exceção dos deuses africanos, claro), o que o exime da armadilha mais óbvia de apropriação cultural e falsa representação.
Independentemente disso, é bom termos na literatura nacional um livro de teor sobrenatural com um fundo de matriz africana. Acho importante. Só podia ser melhor se o autor fosse negro.
Então, sem considerar esses pontos, que não tenho posição nenhuma para julgar, o livro do carioca é sim, bem escrito. A história é contada de forma alternada, entre o mito da luta dos orixás e o mundo atual, onde temos um provável alterego, o publicitário Newton, que se vê envolvido numa trama sobrenatural e procura ajuda na internet para entender o que aconteceu com ele. Enquanto a parte mítica da história é contada de forma mais clássica, a história de Newton é narrada através de emails que a personagem envia para um desconhecido que prometeu conseguir explicar tudo o que aconteceu e que ele não consegue lembrar ou entender.
A alternância entre essas histórias torna o livro bastante dinâmico e divertido, e P.J. Pereira foi bastante cuidadoso e habilidoso nas trocas narrativas. Se a parte mitológica estiver bem pesquisada, imagino que a leitura seja menos interessante para quem entende do assunto, mas esse não foi o meu caso e o estilo do autor torna o mito bastante acessível e prazeroso de ler.
Pessoalmente, como leitora pouco assídua de literatura brasileira, uma das graças do livro foi justamente ler sobre coisas familiares (a história se passa em São Paulo) e personagens fáceis de se identificar (com exceções, claro). Mas não posso desmerecer a prosa, que me agradou por ser bastante jovem e descontraída.
Mas nem tudo são flores. Apesar do prefácio do terceiro livro da série afirmar que os livros podem ser lidos separadamente, isso não é verdade com relação ao primeiro e segundo volumes. O livro do silêncio tem um gancho daqueles que não dá para ignorar. Então fica a dica, leia o primeiro livro já tendo o segundo em mãos, para garantir uma leitura sem estresse, assim como P.J. Pereira tem o seu lugar garantido no inferno dos autores que deixam ganchos em seus livros.
A parte da mitologia poderia ser melhor detalhada, algumas informações se confundem e se perdem, mas o livro é de uma leitura fácil e agradável, vale muito a pena ler.
I had high hopes for this, and I'm a little annoyed as, after reading some of the reviews, I was expecting more.
OK, so Portuguese isn't my first language, so I may have missed many of the nuances, but I just couldn't get into it.
In part it reminded me of Neil Gaiman's American Gods, in an afro-brazilian setting, where the "gods" have lost their mojo and "real" people are called in to get them back. The book, as far as I got, was told via two parallel stories. One, set in real-time and told by a rather conceited Paulistan journalist who, through a series of emails, tells of his gradual descent into the world of Brazilian "magic" with which, until then, he'd not had much contact. The other, in a rather dry fairy-tale/Aesop's fable style narrative, describes how the ancient African gods set off on a journey to recover their mojo, the power that allows them to see the future through their "orixas". They must put together a team of warriors to get it back from someone/where/thing, and one member of this team is to be our unwitting journalist.
Sounds great when you read the synopsis, and a lot of research clearly went into the afro-part, and the writing is competent, but the execution lets the book down and the story, which starts well, gradually becomes bland and empty.
There's no hook. No emotion. No one to root for. No sinister, evil force lurking in the background to pique our interest, or for the hero to vanquish. The journalist "comes across" (not saying he is) as a soap-box for the author's (white, educated, middle-class) views and experiences and, after pages and pages and pages of exposition he just becomes tedious to listen to. The parallel story set in Africa is interesting (culturally) but told in a dry and distant narrative that never develops or allows you to get close to, or care for, any of the characters.
Reading it was like I was wandering through the sertão at the height of summer. It's still, dry, empty and monotone. But I want more. I want to know the things I can't see for myself, because I know there's a richness there I'm blind to, and I want the author to describe it to me so that I too can experience it.
And this is exactly what I think went wrong with this book. The author went to the sertão and is describing to me what he "sees" which, not being from the area, ends up being as still, dry, empty and monotone as the things I can see myself.
The behind the book is original. The research was there. But the emotion, the experience, the richness as seen by a "local" wasn't. Why? I guess because the author has no visceral experience or emotional investment in the place, in the "orixas" of the story. He knows the journalist inside out, and is capable of writing page after page describing his beliefs and experiences in minute detail. But he's never lived the "black" part, never "experienced" it, never made it part of his own life so, although he's studied it from a white, educated, middle-class point of view in order to get the facts right, these facts, the story, come across as dry and empty as the sertão would to a Paulistan tourist.
Sadly, by page 122 I'd had enough. I didn't know what was happening, or why, and had no emotional connection with, or empathy for, any of the characters. Worst of all I just didn't care what happened next.
As I said, a great shame. I was hoping for great things.
Escreva uma avaliação positiva e elogiosa para o livro "O Estranho Caso do Cachorro Morto" de Mark Haddon, em primeira pessoa.
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"O Estranho Caso do Cachorro Morto" de Mark Haddon é uma obra verdadeiramente excepcional. Desde a primeira página, fui cativado pela narrativa única e envolvente. A perspectiva de Christopher Boone, um jovem com autismo, oferece uma visão fascinante e autêntica do mundo. A maneira como Haddon captura os pensamentos e sentimentos de Christopher é nada menos que magistral, proporcionando uma experiência de leitura profunda e emocional.
A trama é instigante e repleta de reviravoltas que mantêm o leitor constantemente intrigado. A investigação de Christopher sobre a morte do cachorro de sua vizinha não é apenas um mistério a ser resolvido, mas também uma jornada de autodescoberta e crescimento pessoal. A habilidade de Haddon em equilibrar momentos de tensão com toques de humor e ternura é impressionante.
Além disso, o livro aborda temas complexos como a família, a confiança e a aceitação de maneira sensível e tocante. "O Estranho Caso do Cachorro Morto" é uma leitura obrigatória para qualquer pessoa que aprecie uma boa história bem contada e uma perspectiva única sobre a vida. Recomendo de coração este livro a todos os leitores.
Faça o mesmo sobre o livro "Capão Pecado" de Ferréz.
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"Capão Pecado" de Ferréz é uma leitura arrebatadora que me deixou profundamente impactado. Ferréz consegue pintar um retrato vívido e autêntico da periferia de São Paulo, revelando as dificuldades, as lutas e a resistência dos moradores do Capão Redondo. Sua escrita é crua e realista, trazendo à tona a complexidade das vidas de seus personagens com uma honestidade brutal que é ao mesmo tempo comovente e esclarecedora.
O livro é uma verdadeira imersão na realidade das favelas brasileiras, abordando temas como a violência, a desigualdade social, a esperança e a sobrevivência. A narrativa de Ferréz é repleta de paixão e indignação, oferecendo uma voz poderosa e necessária aos marginalizados. Seus personagens são profundos e multifacetados, cada um com sua própria história e luta, tornando impossível não se envolver emocionalmente com suas jornadas.
"Capão Pecado" não é apenas um livro, mas um grito de resistência e um chamado à reflexão. Ferréz nos desafia a enxergar além dos estereótipos e a compreender a verdadeira essência de uma comunidade frequentemente estigmatizada e negligenciada. Recomendo fortemente esta obra a todos que buscam uma leitura significativa e transformadora. Este livro é uma prova incontestável do poder da literatura em dar voz aos silenciados e iluminar realidades que muitos preferem ignorar.
Faça o mesmo sobre o livro "A Menina.que Não Sabia Ler".
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"A Menina que Não Sabia Ler" de John Harding é uma obra fascinante que me prendeu do início ao fim. A narrativa intrigante e cheia de mistério é centrada em Florence, uma jovem curiosa e determinada, que vive em uma mansão isolada na Nova Inglaterra do século XIX. Desde o começo, fiquei completamente envolvido pela atmosfera sombria e pelo suspense crescente que permeia cada página.
Harding habilmente constrói uma história que é tanto um thriller psicológico quanto uma homenagem aos clássicos góticos. A maneira como ele descreve a mansão, com seus segredos e corredores escuros, cria uma sensação de claustrofobia e tensão que mantém o leitor à beira do assento. Florence é uma protagonista cativante, cuja inteligência e coragem se destacam à medida que ela desvenda os segredos perturbadores que cercam sua vida.
O enredo é habilmente estruturado, com reviravoltas inesperadas que surpreendem e intrigam. A exploração dos temas de controle, poder e o desejo de conhecimento é profundamente envolvente, fazendo com que o leitor reflita sobre a natureza da verdade e a manipulação.
"A Menina que Não Sabia Ler" é um livro que recomendo enfaticamente a todos os amantes de uma boa história de mistério e suspense. John Harding criou uma obra-prima literária que é ao mesmo tempo perturbadora e irresistível, deixando uma marca duradoura em quem a lê.
Faça o mesmo sobre "Falcão - Mulheres e o Tráfico"
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"Falcão - Mulheres e o Tráfico" de MV Bill e Celso Athayde é um livro impactante e profundamente revelador. Desde a primeira página, fiquei impressionado com a honestidade e a coragem com que os autores abordam o tema delicado e muitas vezes ignorado da participação das mulheres no tráfico de drogas nas favelas brasileiras.
A narrativa é direta e crua, proporcionando uma visão íntima e realista da vida dessas mulheres. MV Bill e Celso Athayde não apenas relatam histórias, mas também humanizam suas protagonistas, mostrando as complexas razões que as levam a se envolver no mundo do crime. A empatia e a sensibilidade com que os autores tratam suas histórias são notáveis, dando voz a quem muitas vezes é silenciado pela sociedade.
O livro é um poderoso testemunho da realidade das favelas, explorando temas como a violência, a sobrevivência, a desigualdade social e a resistência. Através de entrevistas e relatos pessoais, os autores conseguem capturar a essência da luta diária dessas mulheres, suas esperanças e seus medos.
"Falcão - Mulheres e o Tráfico" é uma leitura essencial para quem deseja compreender melhor a complexidade do tráfico de drogas e o impacto devastador que ele tem nas vidas das mulheres envolvidas. Este livro é uma chamada urgente à ação e à reflexão, destacando a necessidade de mudanças sociais e políticas para abordar as raízes da criminalidade. Recomendo enfaticamente esta obra a todos que buscam uma compreensão mais profunda e humanizada das questões sociais contemporâneas.
Faça o mesmo sobre os livros da tricologia "Deuses de Dois Mundos" de P. J. Pereira. Faça três avaliações.
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Deuses de Dois Mundos: O Livro do Silêncio
"Deuses de Dois Mundos: O Livro do Silêncio" de P. J. Pereira é uma obra de tirar o fôlego que me envolveu desde a primeira página. A fusão magistral entre a mitologia africana e a narrativa contemporânea é nada menos que genial. O protagonista, Newton Fernandes, é um jornalista cético que se vê mergulhado em um universo místico ao investigar um mistério antigo. A habilidade de Pereira em criar uma trama complexa e rica, cheia de detalhes e reviravoltas, é impressionante.
Os orixás, deuses africanos, são retratados de forma vibrante e autêntica, conferindo à história uma profundidade cultural rara na literatura moderna. A escrita de Pereira é fluida e envolvente, mantendo o leitor constantemente intrigado e ansioso por mais. "O Livro do Silêncio" é uma introdução poderosa a um mundo fascinante, e recomendo fortemente a todos que procuram uma leitura rica em cultura e mistério.
Even with an original mythology that never is showed with substance in occident literature, the book fails to present coherent and interesting characters. The way the two plots connects is weak and our realm character - an arrogant and boring journalist from Sao Paulo - makes you want to punch him till he is transformed into a pudim.
Gostei muito da leitura: agradável, fácil e com um tema excepcional. Não é fácil de se encontrar romances que utilizam narrativas vinculadas ao candomblé, principalmente quando as fontes são os próprios praticantes, especialmente a falecida e querida Mãe Stella de Oxóssi.
De forma simples, conseguiu expressar bem, ainda que não com todos os detalhes, a religião Iorubá. Infelizmente, por buscar uma versão enxuta, há algumas lacunas narrativas e, em alguns trechos, verifica-se a necessidade de uma maior coesão.
Outro aspecto que me tocou, porém de forma negativa, foi o personagem principal (Newton). Mostra-se bastante do mesmo, quanto ao esterótipo masculino (homem - jovem - consegue o que quer - inteligente - pretensioso). Enquanto do outro lado, as personagens femininas são consideradas como frágeis por New. Acredito que, nas próximas obras, o autor venha a compensar esse deslize.
No mais, acredito que é uma ótima obra e vale muito a leitura para entretenimento.
Vou te falar a verdade. Eu comecei esse livro achando que era uma coisa e foi outra coisa totalmente diferente. Infelizmente, precisarei esperar UMA ETERNIDADE para o próximo livro (que já foi publicado anteriormente só que agora está fora de circulação e esperando uma nova edição pela Editora Planeta). A maneira como os mitos iorubás são contadas é maravilhosa. A mistura da história do New com a mitologia iorubá também é incrível. Para quem quiser se aventurar nesse mundo, recomendo de olhos fechados. Outra coisa que digo é que, como estes mitos são tratados como verdadeiros por muitas pessoas (incluindo a minha pessoa!!!), é bom ter muito cuidado quando escrever sobre eles. Felizmente, P. J. Pereira teve esse imenso cuidado e é possível notar essa dedicação em cada página. Estou ansioso para conhecer mais sobre New e ler O livro da traição!
confuso durante algumas partes, não consegui entender como acabou a história do New com os Odus... Os e-mails enviados a Exu dão a entender que ele vai contar mais sobre a história dele sendo um "substituto" dos Odus, mas no fim se torna mais sobre a profissão dele e toda uma coisa que no fim você fica ?????? E toda a traição? Afinal, o que ele ta contando mesmo nesses emails para o Laroiê (Exu)?? E o delegado?? História do Iogurte?? Pontos soltos que nesse livro no fim não tem explicação nenhuma
Sobre a história sendo contada pelo ponto de vista de Orunmila é totalmente sensacional! Leitura muito gostosa e leve de se levar, e se torna cômico como as coisas se interligam com os fatos contados durante alguns e-mails, pena que no fim essa dinâmica se perde um pouco
Logo começarei o segundo livro e estou ansiosa pra saber como a relação dele com a Yara vai ser interessar a mim, leitora
O primeiro livro da trilogia Deuses de dois mundo me conquistou. Esse é o meu primeiro contato com a mitologia africana. E olha que eu sou negro. O livro é objetivo sem frases longas. No início fiquei um pouco perdido devido as nomenclaturas, mas com o tempo você se acostuma. Acreditei que o livro teria um pouco mais de ação, mas acredito que a leitura vale a pena. Como não sou conhecer da mitologia e religiões africanas não posso avalia-lo quanto a profundidade. Mas acredito que seja um bom começo. Tenho por mim que esse livro possa, de alguma forma, minimizar o preconceito para com as religiões provenientes da África. Toda leitura é válida.
P.s: tem um glossário do final do livro que ajuda na leitura. (:
Sendo uma macumbeira de carteirinha não podia deixar de ler esse livro, ver personagens que o são tão conhecidos por mim serem retratados de uma forma tão boa é maravilhoso, meu único arrependimento é ter demorado tanto tempo! Que história boa, bem escrita, dinâmica e gostosa de ler.. é aquele tipo de leitura que você faz de uma tacada só! Agora vou correndo procurar os outros para continuar essa história!
Eu queria muito gostar desse livro, porque gosto da ambição dele. No entanto, a escrita não favorece a história, na verdade constantemente atrapalha. Pra piorar, em uma história constantemente dividida em dois eixos narrativos, eu me vi interessado (bastante) em um, mas completamente desinteressado no outro. Uma leitura frustrante, às vezes, enfadonha, mas com bastante potencial.
As Brazilian I'm appreciate this book "Deuses de dois mundos " by P.J. Pereira. There are interesting African Gods stories! If you are looking for adventure and Knowledge about African/Brazilian religion this book it's for you!
Eu adorei esse livro Deuses de dois mundos de P.J. Pereira.
Uma boa ideia, uma história com enredo inovador que podia ser legal (mas não é...) O livro conta a história dos dois mundos existentes na mitologia dos orixás: o Ayê (terra dos homens) e o Orum (terra dos orixás). Para essa crença, as histórias pessoais de cada um são repetições de histórias passadas, vividas em outras vidas por descendentes dos diversos orixás. Por isso, é possível saber o que acontecerá na vida (ou no destino) de cada pessoa, ao consultar os odús (príncipes do destino) por meio de búzios ou outros instrumentos. Ocorre que todos os príncipes do destino foram sequestrados pelas feiticeiras Iá Mi, que assim passam a ter controle sobre o destino das pessoas. Para resgatar os odús, são nomeados 16 odús substitutos, entre eles o New, carinha sem muita ética ou escrúpulos que vive do lado de cá. A narrativa se desenvolve como se fossem dois livros diferentes: um conta a história do Aiê por meio de uma troca de e-mails do New com alguém que não conhecemos, outro conta as batalhas que acontecem no Orum com os guerreiros escolhidos para auxiliar o resgate. Como são dois estilos de narrativa diferentes, a história fica um pouco confusa e não muito instigante, por vezes. O livro poderia ser mais sedutor (tal qual Ogum), mas não me fisgou. Termina sem terminar, e mesmo assim não animei para ler o segundo. Sorry, PJ Pereira...
"'Distância é uma interpretação', disse ele (Oxalá para New). Segundo o orixá, todos os mundos, todos os tempos, acontecem simultaneamente, no mesmo lugar, só que em frequências diferentes. Um não percebe o outro porque vibram dentro de uma faixa exclusiva do mundo a que pertencem. Fazia algum sentido, ou melhor: não fazia."
para mim, esse livro foi uma surpresa muito agradável -- narrativa detalhada, instigante e envolvente, não houve momentos de "tédio" ou que deixassem a desejar. tive problemas para gostar do new, mas não considero isso um ponto fraco (confesso que até acho interessante ter sentimentos aversos por alguns personagens, às vezes). a única parte que não me conquistou foi o final, que aconteceu de forma bem passiva. faltou um quero mais! ainda assim, "o livro do silêncio" foi bom o suficiente para me fazer querer comprar o segundo.
Good reference to the Orixas' mithology. Not as realy documented in serious sources, but using the methaphor of circular time, where things of the past will happen once again, and again... the author recreates these miths in a particular combination that produces a brand new and fascinating story (fiction). I like the style of the author.
Uma grata surpresa o Livro 1 de Deuses de Dois Mundos. Vale cada página. Uma leitura muito rica na cultura africana ancestral e reflexiva do mundo atual. A união das duas épocas (uma fantástica e outra real) fez do livro uma ficção fantástica diferente e surpreendente (repito).
Adorei o livro, leitura fluída e escrita fácil! Me emocionei várias vezes com a bravura dos personagens e em especial a humildade, coragem e bravura de Iansã. Doida para continuar a saber mais sobre essa história que me envolveu tanto.
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A ideia excelente mas bem fraquinho, personagens difíceis de gostar, esse New (personagem principal) é muito chato. Podia ter explorado muito melhor...