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Cartas de amor de Ofélia a Fernando Pessoa

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Ler a correspondência alheia é, alerta-nos a autoridade, atividade criminosa. Que o leitor amigo aceite, portanto, o saboroso convite a um ilícito voyeurismo: trata-se de desvendar as cartas amorosas de um dos maiores poetas do século passado, o português Fernando Pessoa. Se todo homem é um universo de percepções, sonhos e experiências, a alma multiforme de Pessoa cindiu-se numa miríade de galáxias, desveladas pela esquizofrenia literária da heteronímia. O poeta são poetas, e é esse parnaso pessoal, composto por filósofos panteístas, médicos aristocráticos, engenheiros futuristas, escrivães misantropos, que constitui um dos maiores desafios ao entendimento desse pequeno funcionário português, desse cultor da astrologia e do ocultismo, do homem metódico dado ao vício do álcool, da carne que se fez verbo, coerente com a troca de sinal da mensagem do evangelho que representou seu projeto de existência. Nas cartas a seguir, endereçadas por Fernando Pessoa a sua amada Ophélia, é impossível não reconhecer os ecos de outra célebre epistolografia literária, aquela trocada por Franz Kafka e sua noiva, Felice Bauer; ambos, Kafka e Pessoa, foram burocratas medíocres, que consumiram a vida no processo monomaníaco de encontrar o sumo da existência, transmutada na obra (talvez não fosse de todo incorreto afirmar que, para Pessoa e Kafka, parodiando os versos do primeiro, escrever é preciso, viver não é preciso), ambos vivendo paixões fadadas ao fracasso, repletas de extremado apego e de obsessões neuróticas. Como apontará o romancista italiano Antonio Tabucchi, estudioso dos labirintos de Pessoa, na notável introdução ao volume, devemos enfrentar as desventuras epistolares do poeta português com olho armado, e uma saudável dose de perspicaz ceticismo. Quem era tantos (ou um outro, na formulação famosa de outro poeta, Rimbaud, que no exercício de sua clarividência percebeu uma das fraturas mais fundamentais da modernidade) não pode mesmo se ex[...]

334 pages, Paperback

First published January 1, 1978

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About the author

Fernando Pessoa

1,252 books6,366 followers
Fernando António Nogueira Pessoa was a poet and writer.

It is sometimes said that the four greatest Portuguese poets of modern times are Fernando Pessoa. The statement is possible since Pessoa, whose name means ‘person’ in Portuguese, had three alter egos who wrote in styles completely different from his own. In fact Pessoa wrote under dozens of names, but Alberto Caeiro, Ricardo Reis and Álvaro de Campos were – their creator claimed – full-fledged individuals who wrote things that he himself would never or could never write. He dubbed them ‘heteronyms’ rather than pseudonyms, since they were not false names but “other names”, belonging to distinct literary personalities. Not only were their styles different; they thought differently, they had different religious and political views, different aesthetic sensibilities, different social temperaments. And each produced a large body of poetry. Álvaro de Campos and Ricardo Reis also signed dozens of pages of prose.

The critic Harold Bloom referred to him in the book The Western Canon as the most representative poet of the twentieth century, along with Pablo Neruda.

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Displaying 1 - 30 of 92 reviews
Profile Image for Maria Bikaki.
876 reviews510 followers
April 5, 2019
Είναι ένας άλλος ζει σε παράνοια. Αυτό ήταν το πρώτο πράγμα που σκέφτηκα τελειώνοντας το συγκεκριμένο βιβλίο. Το γράμματα στην Οφέλια είναι ένα βιβλίο χωρίς ιδιαίτερη λογοτεχνική αξία που περιγράφει την επιστολική σχέση που ανέπτυξε ο Πεσσόα με μια νεότερη από αυτόν γυναίκα και η οποία χωρίζεται σε δύο περιόδους αυτή του λεγόμενου μήνα του μέλιτος ανάμεσα σε ερωτευμένα πιτσουνάκια και σε αυτή που η φλόγατου πάθους αρχίζει να σβήνει και έρχεται ο φυσιολογικός χωρισμός. Η επιστολική αυτή σχέση φέρνει στο φως μια άλλη πλευρά του Πεσσόα και συνάμα την ίδια ώρα έναν δημιουργό πιστό στο έργο του και στο δρόμο που έχει διαλέξει. Θα λεγε κανείς ότι λες και ακόμα και εδώ υποδύεται τον ερωτευμένο θέλοντας να παίξει με τον εαυτό του και να φωτίσει νέες πτυχές στο έργο του. Ενας ερωτευμένος θνητός από τη μία και ένας δημιουργός ταγμένος στην τέχνη του από την άλλη. Όχι από τα πιο αγαπημένα μου από τον Πεσσόα αλλά ενδιαφέρον. Εξαιρετικό το επίμετρο της κυρίας Παπαδήμα.
Profile Image for Paula Mota.
1,672 reviews566 followers
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June 10, 2022
É adequado que a edição destas cartas de Fernando Pessoa seja antecedida pelo famoso poema que diz “Todas as cartas de amor são /ridículas./ Não seriam cartas de amor se não fossem/ridículas”, datado de 1935, portanto, posterior à relação do autor com Ophélia Queiroz, e escrito por Álvaro de Campos. Não o digo apenas pela ironia, mas também porque este heterónimo não só é referência habitual na primeira fase da correspondência amorosa, como assume um papel activo na fase posterior.
Num namoro à antiga, em que Pessoa se limitava a pouco mais do que a acompanhar a jovem de 19 anos do emprego até casa, a passar pela sua janela a uma hora combinada e a trocar missivas com ela, Álvaro de Campos parece desempenhar o papel de pau-de-cabeleira ou daquele amigo intrometido que não é a favor da ligação.

Um abjecto e miserável indivíduo chamado Fernando Pessoa, meu particular e querido amigo, encarregou-me de comunicar a V. Exa. – considerando que o estado mental dele o impede de comunicar qualquer coisa, mesmo a uma ervilha seca (exemplo de obediência e disciplina) – que V. Exa. Está proibida de: 1)pesar menos gramas, 2)comer pouco, 3)não dormir nada, 4) ter febre, 5)pensar no indivíduo em questão.

Estas “Cartas de Amor” dividem-se em dois períodos: de Março a Novembro de 1929, que termina com uma despedida muito desencantada...

O Tempo, que envelhece as faces e os cabelos, envelhece também, mas mais depressa ainda, as afeições violentas. A maioria da gente, porque é estúpida, consegue não dar por isso, e julga que ainda ama porque contraiu o hábito de se sentir a amar. Se assim não fosse, não havia gente feliz no mundo. As criaturas superiores, porém, são privadas da possibilidade dessa desilusão, porque nem podem crer que o amor dure, nem, quando o sentem acabado, se enganam tomando por ele a estima, ou a gratidão, que ele deixou. (...) Quanto a mim... O amor passou.

...e de Setembro de 1929 a Janeiro de 1930, em que o homem apaixonado, em que confesso não ver grande interesse, é substituído pelo escritor fascinante e genial tal como o conhecemos.
Se na primeira fase da correspondência, o poeta é menos fingidor e, na verdade, mais meloso, na segunda fase, a confissão dá lugar à criação e fazem do acesso a estes textos um enorme privilégio.

De resto, a minha vida gira em torno da minha obra literária – boa ou má, que seja, ou possa ser. Tudo o mais na vida tem para mim um interesse secundário: há coisas, naturalmente, que estimaria ter, outras que tanto faz que venham ou que não venham. É preciso que todos, que lidam comigo, se convençam que sou assim, e que exigir-me os sentimentos, aliás muito dignos, de um homem vulgar e banal, é como exigir-me que tenha olhos azuis e cabelo louro.
Profile Image for Nikos Tsentemeidis.
428 reviews313 followers
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April 7, 2019
Οι επιστολές μεταξύ Φερνάντο και Οφέλια δεν παρουσιάζουν κανένα ενδιαφέρον. Είναι απλά γράμματα μεταξύ δύο ερωτευμένων νέων.

Αυτό που αποκόμισα είναι μια μεγαλύτερη επιθυμία για το ταξίδι στη Λισαβώνα.
Profile Image for Eylül Görmüş.
759 reviews4,799 followers
April 27, 2025
"Beni ben olduğum için mi yoksa ben olmadığım için mi seviyorsunuz? Ya da ben ben olsam da olmasam da sevmiyor musunuz beni gerçekten? Ya da?"

Fernando Pessoa'nın hayatına giren tek kadın olan Ophelia Queiroz'a yazdığı mektuplardan müteşekkil Ophelia'ya Mektuplar'ı okumak, Richard Zenith'in kapsamlı Pessoa biyografisini okuduktan sonra düştü aklıma. O kitaptan o ilişkiye dair epeyce şey öğrenmek mümkün, kimi mektuplardan alıntılar da var ama tabii metinlerin tamamını okumanın yerini tutmuyor muhakkak.

Yukarıda alıntıladığımdan daha Pessoa bir cümle düşünemiyorum açıkçası - tam onun soracağı türden sorular bunlar. Ancak tuhaf ki, ilişkinin sonlarına doğru yazdığı bir mektuptan bir cümle bu, ilişkinin ilk dönemlerindeki Pessoa hiç bildiğimiz Pessoa gibi değil; neşeli, çocuksu, komik. Belki de o yüzden, o ilk ateş sönüp kendisi olmaya geri dönerken "beni ben olmadığım için mi seviyorsunuz" diye sorma gereği duyuyor.

Hiçbir zaman itiraf etmemiş ve bir erkekle bilinen bir ilişki yaşamamış olsa da, Pessoa'nın eşcinsel olduğunu artık kabul ediyoruz. Dolayısıyla bu ilişkiye her şeyden önce kendini ikna etmek için uğraştığını da yine Zenith'in biyografisinden öğrenmiştim. Mektuplarda da bunun izlerini görmek mümkün. Ophelia'nın yanıtları olmadığı için tabii ki hikayeyi tam olarak anlamak mümkün olamıyor ama Pessoa'nın kafasındaki olması gereken ilişkiye göre davranmaya çalıştığını anlıyor insan. Ophelia'yı çok sevmiş belli ki, ama bir bedensel arzu duymuş mu, orası meçhul. Sanki insan olarak sevmiş ve sonra bir anlamda onu olmayan bir şeye inandırmanın verdiği suçlulukla beraber sevgisi de biçim değiştirmiş, bir tür yüke, bir tür borca dönüşmüş gibi.

Yine de, her şeye rağmen Pessoa'nın bu bilmediğim, tanımadığım yüzünü görmek güzeldi. Metnin sonuna eklenmiş ve Ophelia'nın ikisinin ilişkisini anlattığı kısım da epey hüzünlü olmakla beraber çok aydınlatıcıydı. Onun aktardığı bir Pessoa cümlesiyle bitireyim: "Şair olduğumu sakın kimseye söyleme, olsa olsa şiir yazarım en fazla."
Profile Image for Özgür Daş.
98 reviews
June 2, 2016
Pessoa tam bir matruşka ama sonu olan bir matruşka değil ne kadar açarsanız açın illa ki farklı bir kişilik minimal bir şekilde de olsa karşınıza çıkıyor. Bu kitapta da farklı bir Pessoa belirgin bir şekilde görülebilir. Pessoa, anlatı, şiir, öykü, mektup vs. kağıda aktardığı ne olursa olsun okuyucunun manevi dünyasına sızıyor. Somut yaşamında yalnız, soyut yaşamında kalabalık olan bu 'deli' adamı biraz olsun tanımak isteyenler için iyi bir fırsat bu mektuplar.

"Sana yazma fikrini kabul etmiyorum, seninle konuşmak, seni hep yanımda görmek istiyorum, sana mektup göndermek durumunda kalmamalıyım. Mektuplar ayrılık işaretleridir —en azından, onları yazma gereği duyduğumuzdan dolayı, birbirimizden uzakta olduğumuzun işaretleridir."
(s. 30)
Profile Image for Hulyacln.
987 reviews575 followers
September 14, 2020
Sevdiğiniz birinin, bazen sadece birer insan olduklarını unutursunuz. Onun ürettikleri, düşündükleri, en önemlisi size hissettirdikleri o kadar gerçeküstüdür ki onu insana dair kırıklıklarla, parçalanmışlıklarla, düşüşler ve hatta aşkla düşünemezsiniz.
Bu kişi benim için , içinde ‘çok’ kişi barındırmasına rağmen yalnız olan Pessoa.
Hani kimi zaman Alberto Caeiro, kimi zaman Alvaro de Campos olan.. Bazen Ricardo Reis bazen Bernardo Soares olarak karşımıza çıkan..
Ardında bir sandık bırakıp; bize hep içimizde varlığını duyumsadığımız huzursuzluğu da emanet eden.
Onun da çocuklukları, bir pencereye göz dikmişliği olmuş. Mektuplar yazıp cevaplarını heyecanla beklemiş.
Ophélia’yı gözlemiş, kendince sevmiş, kendince vazgeçmiş..
Geriye kalan yine sözleri olmuş.. Sandıkta değil ama bir kadının ellerinde..
.
Ophélia’ya Mektuplar, Pessoa’nın bilmediğim yüzlerini de gösterdi bana. Küçük bir çocuk gibi içi içine sığmadığı anlar olmuş örneğin, kıskançlıkları, öfke patlamaları..
Kısa ama yoğun mektuplar bunlar. Herkesin sahip olmak isteyeceği türden.. Okuması birkaç dakika süren ama yıllarca sakladığınız..
.
Pessoa’yı özlemişim. Eğer henüz tanışmadıysanız kendisiyle daha doğrusu ‘kendileriyle’ yollarınızı Lizbon’a çıkarın, Arcada’da bir kahve için.. Ben gitmeden de görmüş gibiyim çünkü..
.
Sema Rifat’ın özenli çevirisiyle…
Profile Image for Özgür.
175 reviews164 followers
July 7, 2017
Pessoa'nın okuduğum ilk kitabı oldu. Kitabın son kısmında Ophelia Querioz'un Pessoa'yla tanışması ve ilişkisi üzerine yazdığı (yeğeni tarafından düzenlenmiş) bir metin var. Hem mektuplar hem de sondaki metin Pessoa'nın kişiliğine (Kişiliklerine demek daha doğru mu olur?) dair ipuçları veriyor. Pessoa'nın ne kadar sade ve yalnız olduğunu satır aralarında aramaya gerek kalmayacak şekilde anlatıyor kitap. Ophelia'ya şöyle diyor mesela Pessoa:'Şair olduğumu sakın kimseye söyleme, olsa olsa şiir yazarım en fazla.'

Yalnızlığa dair bir ifadesi: 'Hasta olduğumda, kolum kanadım kırık olduğunda ya da üzüntülüyken seni ne kadar özlüyorum bilemezsin.'

Sevgilisinin sevgisinden şüphe duyduğu anlar da olmuş Pessoa'nın:'Eğer beni sevmiyorsan, seviyormuş gibi yap, ama bunu öyle iyi yap ki ben fark etmeyeyim.'

Pessoa bile aşkını ilan ederken kelimeler yetersiz kalıyorsa ne yapılabilir ki: 'Ah Sevgili Ophelia! Mısralarımı ustalıkla işleyemiyorum, iç çekişlerimi ölçecek bir sanatım yok; ama seni çok seviyorum. Ah! Sonsuz derecede, inan bana.'

Kitapta altı çizilmiş/çizilebilecek çok satır var ama 'spoiler' olmaması için yoruma eklemek uygun olmayabilir.

Sözün kısası, Pessoa'yı tanımak açısından faydalı bir kitap. Bir yazarın aşk mektuplarını okumak her zaman çekicidir zaten.

Hamiş: Keşke Lizbon'a gitmeden önce Pessoa'yı tanımış ve kitaplarını okumuş olsaydım.
Profile Image for Carmo.
727 reviews568 followers
July 13, 2016
"Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Tem de ser
Ridículas."


Assim escrevia Álvaro de Campos, alguns anos após o namoro de Fernando Pessoa e Ophélia Queirós.
Têm realmente algo de ridículo, estas cartas de amor. Não são uma obra literária ao nível do talento do poeta. Nem sequer há poemas para Ophélia -apesas alguns versos - com exceção de um, escrito em nome de Álvaro de Campos, e que em nada se assemelha a um poema de amor.
O namoro dividiu-se em duas fases com um intervalo de nove anos. Fernando Pessoa criou um universo infantilizado quer pela forma como tratava Ophélia -através de diminutivos - quer pela linguagem "à bebé. "
Na segunda fase (Setembro de 1929 a Janeiro de 1930) já se pode vislumbrar um pouco do Pessoa que conhecemos, e a intervenção cada vez mais frequente de Álvaro de Campos. A linguagem torna-se mais arrojada, sendo por vezes disparatada. Álvaro de Campos, de quem , Ophélia não gostava nada. Mas Álvaro de Campos era Pessoa, como separá-los?
Não duvido que Fernando Pessoa tenha amado Ophélia. Não sei é se seria o tipo de amor que ela pretendia. Ophélia queria desesperadamente casar, ter filhos e dedicar-se ao lar e ao marido.
Para Pessoa, o grande amor da sua vida era a escrita e a ela se dedicaria por inteiro. Foi-se afastando e o namoro terminou.
Apesar da aparente simplicidade destas cartas, muito está entrelaçado nas entrelinhas e muito há a descortinar da complexa personalidade do poeta.

Seria novamente Álvaro de Campos, a escrever :
"Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!"



Foi uma leitura que fiz com a sensação de estar a abrir uma gaveta que não era minha e, a espreitar algo que sendo privado, devia ter ficado fechadinho.


Profile Image for Murat.
609 reviews
May 25, 2015
Huzursuzluğun Kitabı'nı okuyanlar şaşırtıcı bir okuma olacaktır bu mektuplar.

Çünkü o kitabı yazan adam, bu mektuplarda, whatsapp yazışmalarından hallice bir dil, yer yer de bebek dili kullanmaktadır;

" Oh! Bunu yalnızca, miniş Bebeğe, onun çüçüt mettubunu çok şevdiğimi şöölemek için yazıyorum. Oh! Bi de, öpçükley, mucuklay veymek için Bebeğin yanında oomadııma çok üjüüdüm. Oh! Ne de minişmiş bu Nininho!"

Yanlış anlaşılmasın, bu durumu eleştiriyor değilim, tersine hoşuma gidiyor. Şöyle ki; Gerek Pavese, gerek Pessoa, dikkatli okunması gereken yazarlar. Tehlikeliler. “Sözünde durması, Yalnızın yalancılığıdır kendisine.’’

Bunu akıldan çıkarmamak lazım Pavese'yi, Pessoa'yı okurken. Tam da bu yüzden, "Huzursuzluğun kitabı" okunduktan sonra kesinlikle okunması gereken bir kitap Ophelia'ya Mektuplar, edebi değerinden falan değil.

Pavese, dünya üzere en sevdiğim hikayelerden belki de birincisi olan "Kendini Öldürenler" de; "Sevişmeden sonraki ağır, mutlu bakışını anımsamak öfkelendiriyordu beni, yüzüne bakmak istemiyordum; bu bakışı istediğim tek insansa onu hep esirgemişti benden." der, bunu unutmamak lazım.

Pessoa, yıllar yılı kıskandığı, esirgediği Ophelia'sına bebek diliyle yazar,

Pavese intihar eder, Pessoa belki de hayatının sonuna kadar seveceği Ophelia'sından nedensiz uzaklaşır, bunları da unutmamak lazım.

Çözüm; Sevgili Fernando ve Sevgili Pessoa'yı alıp The Lumineers konserine gitmekte ve inat etmektedir.

" it's better to feel pain, than nothing at all.."

İş bu yazı da, an itibariyle kaos halindeki hayatıma notum olsun.

Hem The Lumineers'ın en büyük hayranlarından biri de Dostoyevski'dir.

" Bazı durumlarda kişinin mantıksız olsa bile yüce bir sevgiden doğan bir tutkuya kendini bırakması, bırakmamasından daha saygıdeğer bir davranıştır."

so keep your head up, keep your love
keep your head up, my loveeee...


Profile Image for Sugar Hiccup .
21 reviews35 followers
August 13, 2012
Cara Ofélia
Ai que maçadora que era a menina! Impediu-me de dar uma pontuação mais elevada a este livro! Não pode ser tão repetitiva, por muita vontade que tenha. Compreenda que o Íbis não é um homem comum e como tal não pode ter as mesmas aspirações que os outros. Suspeito que só muito dificilmente ele a teria feito feliz pois eram ambos tão diferentes.
Obrigada por ter guardado as cartas do Nininho. Ajudam a conhecer e a compreender o homem por detrás do génio.
Cumprimentos!
Profile Image for Rosa Ramôa.
1,570 reviews85 followers
May 31, 2014
Fernando Pessoa apaixonado!
Irreconhecível...a suar...com frio no estômago...e batimentos cardíacos a acelerar...
Para continuar...
Profile Image for Lila Dimaki.
170 reviews45 followers
July 15, 2019
Αδυνατώ να το ολοκληρώσω.Δεν εχει κανενα ενδιαφέρον για μένα.
Profile Image for Julen Berrueta.
21 reviews7 followers
February 8, 2025
Intenso, tierno, y en ocasiones entre lo cursi y lo ridículo. Pero luego me he acordado de uno de sus últimos poemas:

«Todas las cartas de amor son ridículas.
No serían cartas de amor si no fuesen ridículas.
Las cartas de amor, si hay amor, tienen que ser ridículas.
Pero, al final,
sólo las criaturas que nunca escribieron
cartas de amor son las que son ridículas»
Profile Image for Mariana.
133 reviews9 followers
December 29, 2025
"Não me conformo com a ideia de escrever; queria falar-te, ter-te sempre ao pé de mim, não ser necessário mandar-te cartas. As cartas são sinais de separação - sinais, pelo menos, pela necessidade de as escrevermos, de que estamos afastados."

Uma outra perspectiva de Fernando Pessoa que traz ao de cima os aspectos mais negativos do seu carácter. Quando Ofélia e Pessoa se conheceram ela tinha 19 anos e ele 31, o que se torna evidente ao longo da troca de correspondência que se lê como um autêntico romance. Se Pessoa se mostrava interessado e apaixonado no princípio, talvez pela jovialidade e inocência do alvo de sedução, depressa se aborreceu ao notar que Ofélia, apesar de perspicaz e atrevida, tinha por ambição uma vida tradicional de casal. Após um intervalo no namoro (que durou quase 10 anos), Pessoa puxa Ofélia novamente para a sua teia para depois rapidamente a descartar. O último leque de cartas é difícil de ler, por entre pedidos e súplicas que lhe o "Nininho" lhe escreva sobressai o pânico de quem sente que o objecto de afecto lhe vai invariavelmente escapar das mãos - o que tinha consequências mais graves na vida de uma mulher nos anos 20-30.

Os últimos anos da correspondência que nos resta (e que pode não estar completa) lêem-se com alguma tristeza. A frieza do tom do telegrama a desejar apenas bom ano e feliz aniversário parecem desapropriados e forçados quando comparados com o resto da comunicação. Ainda assim, fazem sentir que para Ofélia a porta nunca se fechou senão com a morte do poeta.
Profile Image for Janeite .
78 reviews25 followers
August 29, 2019
Pessoa'nın iç dünyasını anlamaya çalışma, o ürkek cümlelerini okuma zevkine Huzursuzluğun Kitabı ile başlamıştım. Hiç bitmesini istemeden düşünerek, hissederek okumuştum. Bu mektuplarda da gelgitleriyle nişanlısına olan aşkını görünce Pessoa okumayı ne kadar özlediğimi farkettim.

Tüm eserlerini okuyacağım yazarlar arasında.
Profile Image for Carla .
1,014 reviews59 followers
January 5, 2020
Este libro cuenta con las cartas que Fernando Pessoa les envío a —la que pudo ser su único amor— su novia Ofélia Queiroz.
Se divide en tres partes, la primera que surge en 1920; la segunda surge en 1920 y 1930; y la tercera parte recoge poemas que el mismo autor le escribió para ella.
Ahora bien, ¿por qué se divide entre estás dos primeras etapas? La primera parte Pessoa conoce a Ofélia —quién contaba con 19 años, mientras que Fernando tenía 31 años— a finales de 1919 en una oficina comercial donde Ofélia entró a trabajar de secretaria y donde Pessoa trabajaba traduciendo al inglés cartas de negocios. Pocos meses pasaron para qué el poeta se quedará perdidamente enamorado de la joven, y que declaró su amor e iniciaron las cartas. A fines de 1920, Ofélia y Fernando dejan de verse y de escribirse, ¿por qué? Ofélia quiere casarse, pero el autor no poseía dinero para mantener un hogar y sabía que el padre de la joven lo rechazaria inmediatamente, ella espera y se nombra como Ofélia Pessoa, pero tras pasar el tiempo y ver que nada avanza decide romper la relación.
Pero volverían con el amor en septiembre de 1929, ella ya no es una niña, tenía 28 años, mientras que Fernando estaba entrando a sus 40 años, esta vez lo reúne Carlos Queiroz, sobrino de Ofélia, quién era admirador del escritor; vuelven a escribirse, pero ahora la cosa es diferente, Pessoa quiere terminar su obra, quiere radicarse a otro lugar y ya no pertenecer a Lisboa, surgen otros problemas, como su adición al alcohol como también interviene Álvaro de Campos, unos de sus tantos heterónimos, él cual le escribe cartas crueles a Ofélia, la cual le responde de que esta loco, que debería tratarse en un psiquiátrico; quedando así la segunda y última ruptura.
A pesar de ello siguen enviando telegramas de felicitaciones pero ya nada queda del amor que tenían ambos.
En 1935 Pessoa deja en la casa de su ex amada el libro que poseía el poema "Mensaje" con una dedicatoria, sería la última vez en que abría señales del escritor, ya que éste fallecería el 30 de Noviembre del mismo año.

La tercera parte del libro ya contiene los poemas dedicados para ella, los cuales unos tantos fueron escritos bajo los heterónimos de Pessoa.

"Quedé loco, quedé tonto,
mis besos fueron sin cuento,
y la apreté contra mí,
y la enlacé con mis brazos,
y así me embriagué de abrazos,
quedé loco y fue así".

Citas: https://hechaensilencio.blogspot.com/...
Profile Image for Pøppy ☽.
75 reviews1 follower
February 1, 2025
“A mi exilio, que soy yo mismo.”



No dejo de pensar en las palabras de Ersatz: “Pessoa escogió la literatura simplemente porque no podía escoger el amor.”


2’75/5
Profile Image for Maria Exposto.
22 reviews
June 16, 2022
3.25/5


É dado adquirido que Fernando Pessoa nunca casou e que Ofélia foi a sua única namorada (sabida, pelo menos) e por isso ler estas cartas é, no mínimo, penoso. Não há uma única carta em que Ofélia não peça a Pessoa, diretamente ou entrelinhas, para casar com ela, algo que Fernando ignora completamente e que menciona apenas uma vez em mais de 2 anos de cartas e 10 anos que separam os dois momentos em que estes se relacionam, para dizer que não sabe se alguma vez irá casar.

Ter demorado 7 meses a completar a leitura deste livro diz muito sobre o ritmo cansativo destas cartas. A partir do segundo relacionamento - 1929 - só existem cartas de Ofélia, simplesmente por Pessoa não se dignar a responder. Então, pela repetição natural da vida quotidiana unilateral de Ofélia, cujos temas são constantemente os mesmos, surge a minha demora.

Não deixou de ser algo querido, porque são em grande parte cartas de amor, e daí a minha avaliação de 3+ estrelas. Ainda assim triste de se ler, o desamparo de Ofélia consequente de um "amor não correspondido" ou pelo menos muito pouco normal - o que seria normal vindo de Fernando Pessoa? - e que ela vive tão intensamente foi um tópico onde me relacionei muito com ela.

Acrescento ainda o livro como uma fonte histórica de interesse sobre namorar e casar em Portugal no anos 30, bem como a realidade ser mulher nessa mesma altura: a submissão ao marido e o tabu da menstruação são dois temas incluídos nas cartas e sobre os quais gostei muito de ler.
Profile Image for Ana.
23 reviews2 followers
May 11, 2015
Ofélia é tão repetitiva nas suas cartas que me impediu de dar melhor classificação ao livro, considerei por várias vezes ler apenas as do Fernando.
Profile Image for Laurinha Lero.
105 reviews753 followers
December 1, 2020
Terrível Bebé:

Gosto das suas cartas, que são meiguinhas, e também gosto de si, que é meiguinha também. E é bombom, e é vespa, e é mel, que é das abelhas e não das vespas, e tudo está certo, e o Bebé deve escrever-me sempre, mesmo que eu não escreva, que é sempre, e eu estou triste, e sou maluco, e ninguém gosta de mim, e também porque é que havia de gostar, e isso mesmo, e torna tudo ao princípio, e parece-me que ainda lhe telefone hoje, e gostava de lhe dar um beijo na boca, com exatidão e gulodice e comer-lhe a boca e comer os beijinhos que tivesse lá escondidos e encostar-me ao seu ombro e escorregar para a ternura dos pombinhos, e pedir-lhe desculpas, e a desculpa ser a fingir, e tornar muitas vezes, e ponto final até recomeçar, e por que é que a Ophelinha gosta de um meliante e de um cevado e de um javardo e de um indivíduo com ventas de contador de gás e expressão geral de não estar ali mas na pia da casa ao lado, e exatamente, e enfim, e vou acabar porque estou doido, e estive sempre, e é de nascença, que é como quem diz desde que nasci, e eu gostava que a Bebé fosse uma boneca minha, e eu fazia como uma criança, despia-a, e o papel acaba aqui mesmo, e isto parece impossível ser escrito por um ente humano, mas é escrito por mim,

Fernando


Não vale a menos que o leitor seja fã do Pessoa, ou fã de se descobrir fã de alguém in media res, por assim dizer, numa obra biográfica qualquer – igual a vez que eu descobri Johnny Cash assistindo Walk The Line. Mas o ensaio que precede o livro é muito bom, e dá várias coisas a se pensar sobre a "ficção verdadeira" do autor como uma atitude frente o real, uma coisa de ser personagem de si mesmo e de delegar "a um outro, que era o mesmo, a tarefa de viver uma história de amor". Como não se pode separar do outro, mesmo a performance traz alguma alegria e alguma dor, que vão se entremeando. A angústia no fundo de todos os prazeres tem também um prazer no fundo de si.
Profile Image for Catarina Alonso.
26 reviews8 followers
June 19, 2019
Existiram dois períodos de troca de cartas entre Fernando Pessoa e Ophélia Queiroz. O primeiro entre 1 de Março de 1920 e 29 de Novembro de 1920 é constituído por uma série de cartas com assuntos banais do dia a dia. No segundo período, de 11 de Setembro de 1929 a 11 de Janeiro de 1930, pode ler-se um Fernando Pessoa inconstante, escrevendo cartas com mais reflexões e trocadilhos.

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"Adeus: vou-me deitar dentro de um balde de cabeça para baixo, para descansar o espirito. Assim fazem todos os grandes homens - pelo menos quando teem - 1º. espirito, 2º. cabeça, 3º. balde onde meter a cabeça."
Profile Image for Verónica.
96 reviews17 followers
July 30, 2023
“Poco los dioses nos dan, poco y falso.
Pero, si lo dan, por falso que sea, la dádiva
es verdadera. Acepto,
cierro los ojos: es bastante.
¿Qué más quiero?”
Profile Image for D.H. Machado.
Author 1 book7 followers
Read
March 29, 2014
"All love letters are ridiculous. They wouldn't be love letters if they weren't ridiculous." - Fernando Pessoa
Profile Image for Ioannis.
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September 19, 2017
Το βιβλίο δεν έχει κανένα λογοτεχνικό βάρος. Περιέχει επιστολές οι οποίες αναφέρονται σε ανούσιες λεπτομέρειες της καθημερινότητας δύο ανθρώπων που δηλώνουν ερωτευμένοι.
Profile Image for Antonia Faccini.
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September 19, 2022
“Entiendo que también hayas sentido saudades, pero dejaste ver tal nerviosismo, tristeza y abatimiento, que fue un inmenso dolor leer tu cartita y comprender que sufrías”
Profile Image for Alexandre Oliveira.
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June 18, 2023
Interessante perceber como a mente de Pessoa poderia funcionar, triste história para a Ofélia, coitada.

Infeliz também de acompanhar como a sua saúde se perdeu para o Abel e companhia.

Jinhos.
April 15, 2025
É basilar, a meu ver, tentar conhecer Fernando Pessoa—se é que isso será alguma vez possível—e todas as suas revolucionarias obras antes de ponderar a leitura deste magnífico ‘livro.’ Mais importante seria e é conhecer o tão querido ‘Todas as cartas de amor são ridículas’ antes de ler uma única frase ou palavra, porque só o seu título reflete tudo o que o livro é: uma enorme coleção de todas as cartas de amor ridículas que Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz em tempos trocaram. Ao pegar em inigualável museu é necessário ter em mente que tudo o que vamos interpretar e reter será, naturalmente, ridículo… E que todos nós seremos igualmente ridículos, já que só o mais ridículo em cada um de nós—ou se preferirem o sinónimo apaixonado, segundo Pessoa—pegaria em correspondência alheia, cometendo ato que é punido por lei para… Ler cartas de amor? Todas elas… Ridículas? Única e exclusivamente ridículas?

Cada palavra esdrúxula copiada nessa exposição de amor que não é nosso, tal como todos os nossos sentimentos esdrúxulos são, obviamente, ridículos. E ao chegar ao fim da mesma, ainda com o mesmo sentimento de incompreensão e estupidez, é que realmente assumimos que todas as memórias que temos de todas as cartas que lemos é que são ridículas, não nós. E assim, toda a narrativa se torna ridiculamente inesquecível, genial e pessoal, pois o ridículo torna-se legível e o legível torna-se amor. E aí realmente compreendemos o ridículo: todo o livro é ridículo, todos os indivíduos são igualmente ridículos e todo o ridículo é amor.
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August 23, 2022
"Lettere alla fidanzata", Fernando Pessoa, 1988.

La meraviglia del "nomoro", quel vago periodo che precede il fidanzamento ufficiale.
Quei brividi lungo la schiena al pensiero di vedere la persona amata.
Le farfalle nello stomaco.

"Tutto cominciò con sguardi, bigliettini, messaggi che mi lasciava sulla scrivania". Così Ophélia Querizoz parlava di quando si trovò a lavorare nello stesso ufficio di Pessoa.

Un Fernado più "umano", lontano dalla perfezione di Dio della scrittura che possiamo leggere nelle poesie; anche se a tratti la stessa "vita vera" dello scrittore portoghese sembra un pensiero, come se "tutto fosse vissuto stato pensato da un altro."
Ortonimi ed eteronomi sempre presenti.

Pessoa fragile, geloso e, a volte, ridicolo. Come lo sono tutti gli innamorati.

Consigliato.

"Tutte le lettere d'amore sono
ridicole.
Non sarebbero lettere d'amore se non fossero ridicole.

Anch'io ho scritto ai miei tempi lettere d'amore,
come le altre,
ridicole.

Le lettere d'amore, se c'è l'amore,
devono essere
ridicole.

Ma, dopotutto
solo coloro che non hanno mai scritto
lettere d'amore
sono
ridicoli."
Profile Image for okurgezer.
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June 30, 2025
Yaparsın dediniz yaptım, Hollanda uçuşunda bir süredir elimde süründürdüğüm Pessoa’mı bitirdim💪🏼

Bu hesabı sahiden dikkatlice takip edenler bilir ki ben Pessoa’ya bayılırım. Çok acayip bir adam, kendimi de ona benzetiyorum desem biraz ayıp olur galiba ben kimim Pessoa’ya benzeyeceğim ama yine de yani o karmaşık zihin ve sıkıntılı ruh… beni tanıyanların itiraz etmeyeceği benzerliklerimiz çok 😅

Bu mektuplarda yine içindeki o karamsarlık sonuna kadar hissediliyor, aşkla bir şeyler yazmış olsa da. Aslında Pessoa’nın eşcinsel olduğu biliniyor herhangi bir erkekle ilişkisi bilinmese de bugün. Yine de bana sanki karşısındaki güzel kızı çok sevmiş, bir şekilde onunla kendini hayal edebilmiş gibi geldi. Herhalde sonra zamanla oturmayan şeyler kendini gösterdi.

Birkaç şey daha eklemek istedim. Yazarları yazar olarak tanımanın dışında birer insan olarak hayatlarında nasıl varolduklarını böyle mektuplarından günlüklerinden biraz da olsa anlayabilmeyi çok seviyorum. Pessoa’nın bu mektupları onu edebi açıdan çok da tanıtır nitelikte değil bence. Tabii ki edebi dilinden apayrı bir dil de kullandığını söylemiyorum ama yine de, kitaplarında burada izlerini gördüğümüz ama bir şekilde bambaşka olabilmiş bir yazma biçimi görüyoruz bana kalırsa. Sonuç olarak Pessoa’yı seven tanımak isteyen okurlara hitap eder bence bu kitap ama hiç Pessoa tanımadan okumak olmaz gibi.

“Kader insana benzer, eğer bize yaptıklarından etkilenmediğimizi ona gösterirsek o zaman bizi rahat bırakır”
Profile Image for Diana.
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October 25, 2022
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

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Fragmento de carta con fecha de 29 de noviembre de 1920:


Que esto de «otros afectos» y «otros caminos» va con usted, Ophelinha, y no conmigo. Mi destino pertenece a otra Ley, cuya existencia Ophelinha desconoce, y está cada vez más subordinado a la obediencia a Maestros que no consienten ni perdonan.

No es necesario que comprenda esto. Alcanza que me guarde con cariño en su memoria, como yo, inalterablemente, la guardaré en la mía.
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