O jornalista Sérgio Xavier Filho uniu em seu blog a paixão pela corrida ao seu talento para contar histórias. Dessa mistura surgiram textos, relatos de provas mundo afora e insights sobre variados aspectos do universo da corrida de rua - o gosto do brasileiro pelos revezamentos, as aventuras dos ultramaratonistas, as melhores maratonas, as inevitáveis lesões, a busca por desempenho. O blog Correria tornou-se um ponto de encontro de corredores - sejam eles iniciantes, experientes e até mesmo profissionais - e suas histórias. 'Conversar sobre treinos e provas é tão essencial quanto colocar os tênis e partir para a rua', acredita o autor. É justamente esse espírito de conversa informal - porém informada - que guia este livro do começo ao fim.
Livro legal com histórias diversas do mundo da corrida, sobre todo tipo de gente, todo tipo de prova. As histórias são super curtinhas e eu li num pace (rsrs) super acelerado. Em alguns poucos momentos achei que o autor foi um pouco infeliz com algumas escolhas de palavras ou metáforas, ele mesmo se intitula como “politicamente incorreto”, mas ainda assim o livro vale a pena. Principalmente pra quem gosta ou é curioso pelo mundo da corrida!
O livro reproduz histórias selecionadas da coluna Correria do Sérgio Xavier na revista Runner's World. As histórias são muito boas e ricas, com curiosidades técnica dos treinos, experiências de maratonistas e histórias de atletas amadores que mesmo com a rotina do dia a dia se superam e se tornam ultramaratonistas de ponta. Em paralelo com as histórias de corrida, algumas histórias se misturam com os problemas do cotidiano, ou abordam a relação de amizade que a corrida faz inclusive ajudando a superar tragédias que acontece em nossas vidas. Gostei muito e li em dois dias.
Confesso que esperava gostar mais do livro. Acho que funcionaria melhor se eu já fosse iniciado na corrida, ao invés de super iniciante. Eu gosto da prosa do Sérgio Xavier, mas aqui senti que, muitas vezes, ele falava com um público específico, com alguém que já soubesse o que iria dizer.
Dito isso, as últimas crônicas foram mais palatáveis. Gostei muito da intitulada “Quase morri. Duas vezes.”. Penso muito parecido com o que ele expõe.