Leitura protocolar para experimentar na íntegra os escritos de São Francisco, passando por algumas cartas, sermões e orações do santo. Tenho dois destaques: o primeiro pra edição, que apesar de antiga incluía notas extensivas e para cada texto incluído uma justificativa técnica e academicamente embasada para a validação da sua legitimidade enquanto obra de Francisco; o segundo, para o único texto que se sobressaiu em relação aos outros: o Cântico do Irmão Sol, que me fez lembrar a música Too Much I Love, uma das minhas preferidas, no sentido em que exalta a impressão digital de Deus na sua criação, tratada não como mundo caído mas sim como um aperitivo da glória do céu e da Graça. Aqui, Francisco chama céus, estrelas, água, ventos e sol de irmãos, em humilde reverência às maravilhas da criação. De resto, passei muito por cima dos Ofícios da Paixão e de outras partes mais litúrgicas, procurando pelo mais singelo e belo lado poético de Francisco.