FRANCISCO JOSÉ VIEGAS nasceu a 14 de Março de 1962 na aldeia do Pocinho, em Vila Nova de Foz Côa. Licenciado em Estudos Portugueses, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Foi professor universitário, jornalista, director da Casa Fernando Pessoa, editor na Quetzal Editores e director da revista LER e Secretário de Estado da Cultura no XIX Governo Constitucional (2011-12). Autor de diversos livros de poesia, de livros de viagem e de romances, entre os quais As Duas Águas do Mar, Um Céu Demasiado Azul, Morte no Estádio, Um Crime na Exposição, Um Crime Capital,Lourenço Marques e, o mais recente, O Mar em Casablanca, publicado pela Porto Editora em 2009. Em 2005 foi distinguido com o Grande Prémio APE de Romance com o livro Longe de Manaus. Tem livros traduzidos na Alemanha, em Itália, no Brasil e em França.
“Ninguém sabe ao certo como o futebol é, quantas jogadas se perdem fora do campo por se terem ganho outras na relva. Como é que aquilo nos rói por dentro. O futebol, propriamente dito, não existe.”
“Gosto de bares onde se discuta futebol, onde se fale de mulheres, onde haja mulheres, onde se ria alto, onde haja música, onde se contem anedotas.”
“Quando se morre fica-se outra vez sozinho”
“[…] a certa altura ele começou a descobrir alguns livros, mas todos acabamos por descobrir, sobretudo se estamos num ambiente hostil. É quando os livros estão mais perto de nós.”
“uma arma é uma coisa muito perigoso nas mãos de alguém que diz que o amor não tem importância.”
“A Bola é um guia surpreendente […] Um guia do país inteiro, uma espécie de Diário das Cortes.”
“- Num casamento só há dois credores. - Não. Há mais, muitos mais. Porque há sempre tentações, vontades.”
30 anos do Inspetor Jaime Ramos Foi há quase 25 anos que li o primeiro livro do Inspetor Jaime Ramos, acho que me apaixonei pelo low profile, calmo, poucas palavras, Neste livro há uma transição do Filipe Castanheira para o Jaime Ramos Mas há tb uma personagem muito importante que é a própria cidade do Porto, e muito do que é importante para as pessoas, a Amizade e a partilha da mesa e do fazer a comida que levamos para a mesa. Mesmo nos outros livros temos essa sensação de partilha de muito para além do crime, da investigação, quase que como é que o que nos define nos orienta na busca, na percepção dos detalhes. Acho sempre, talvez ingenuidade minha, que há algo de sociológico para além de psicológico nestes policiais, várias camadas.
A premissa é ótima, mas a concretização não funcionou comigo. Não desgostei totalmente da escrita e sabia que penderia mais para o romance do que para o policial, mas acho que o autor perdeu demasiado tempo em narrativas paralelas.
Tinha tudo para ser um livro excelente, se se focasse "nas relações obscuras do mundo do futebol" ou se apenas explorasse "as paixões dispersas e voláteis que acabam por dar sentido à falta de sentido da vida". Pela sua construção, fiquei com a sensação que quis englobar tudo no mesmo enredo, mas que só ficaram pontas soltas.
Além disso, senti as personagens pouco credíveis e nem o título me fez sentido. Terminei a leitura como comecei: às cegas. E tenho pena, porque prometia ter todos os elementos para resultar
Com um ritmo frenético, Morte no Estádio, romance do escritor e poeta Francisco José Viegas, mergulha-nos numa história com muitas coisas boas que vos conto a seguir. Um thriller policial muito original e bem escrito, onde a tensão e as suspeitas sem fim fazem desta história um livro viciante a ponto de não conseguir se separar dele. ¿Mas o que você pensaria se o caso fosse resolvido e de repente tudo tomasse um rumo vertiginoso? E é justamente isso que faz deste livro uma verdadeira montanha russa de emoções, as emoções necessárias como ingrediente perfeito.
Viegas relata muito bem o que aconteceu, é impossível perder o rumo nesta leitura. Capítulos intermediários, e este por sua vez julguei necessário com a intenção de dar a conhecer melhor os acontecimentos que aparecem um após o outro e fazem com que o leitor não tenha trégua com este livro nas mãos. Os personagens são tão poderosos que você quase pode senti-los na superfície, isso me pareceu fascinante, especialmente no personagem principal deste romance. A capa hipnotizante, uma boa edição de capa, esse livro só de ver dá vontade de ler e muito mais quando você dá uma olhada na sinopse e sabe de onde vem. Pessoalmente, gostei muito, me chamou a atenção que é uma novela em todo o mundo do futebol e que aborda vários tópicos que têm a ver com esse esporte.
Definitivamente este livro não é para mim! Demasiadas descrições, demasiadas metáforas, demasiadas referências a comida que, julgo eu (se bem entendi) seria um refúgio dos agentes de polícia. Nenhuma personagem me cativou. Nem o crime que conseguiu prender! Aliás, nem percebi o desfecho do mesmo!
Eu só quero uma história que me entretenha e me deixe agarrada até ao final! Este livro, definitivamente não o fez.
Cumpre bem o objetivo de um policial, na medida em que os passos da investigação mantêm o leitor interessado em saber qual vai ser o seguinte e em quem será o culpado. Falha um pouco na escrita, que em momentos se alonga demasiado e aparenta tentar demasiado ser uma escrita "elevada". Algo pretensioso, mas curto e satisfatório.