A retratação de uma garota na adolescência, sendo hipersexualidade e punida pelas impressões que todos têm sobre seu corpo. Hibari tem apenas 14 anos e, aparentemente, têm um corpo “mais desenvolvido” que suas colegas. Logo, todos têm uma reação a ela. Sua mãe assume que ela já é grande o suficiente; seu pai possui comportamentos estranhos, quando estão sozinhos; os colegas da escola fofocam dizendo que ela é promíscua ou que ela é arrogante, pois não têm amigos; os homens mais velhos ficam fantasiando sobre ela, olhando-a a onde ela passa; e até as mulheres mais velhas se recusam a vê-la com humanidade, pois guardam ressentimento e inveja de uma garota tão linda.
Tomoko Yamashita consegue retratar sentimentos muito bem. E aqui, ela colocou a percepções de todos a Hibari para apresentar a história de Hibari; pois foi os olhos de outros que definiu a vida dela. Também é perceptível que todos vêm nela apenas o que desejam – um dos homens fica fantasiando sobre o olhar da menina ser libidinoso, quando na verdade, ela nunca o olhou diretamente; seu tio viu nela, a fantasia de que uma adolescente o desejava, quando ela apenas queria um lugar para passar tempo longe de sua casa. Ninguém queria ver ela, por quem ela é... O máximo que queriam fazer é sentir pena ou tristeza pela situação, mas não a ponto de fazer nada para ajudá-la.
A mangaka está nos dizendo: “Que vergonha a nossa, comportarmos assim. Não podemos desviar o olhar e fingir que não é conosco.”