Nesse thriller, a narrativa compacta e bastante visual mistura suspense, mistério e fantasia num ritmo frenético e cinematográfico, que se passa em um curto espaço de tempo.
Distopia ou utopia?
Impossível não se deixar levar pelo universo criado pelo autor, que, com muita habilidade, bom humor e ironia, nos envolve em um enredo com pegada de mistério policial, pitadas de prosa poética e um erotismo elegante nessa temerária história de amor, enquanto traz uma reflexão ficcional sobre os mundos imaginários e idealizados, em que pessoas, desenganadas pela ciência, religião e política, dão o que resta da vida para terminar com algo que parecia não ter a corrupção no país.
Uma trama ágil e fluida, capaz de envolver o leitor já a partir das primeiras páginas.
Rubem Glück, um jovem escritor festejado por sua literatura voltada para o público juvenil, incapaz de criar vilões em suas histórias, sofre de um inusitado tem dificuldade para escolher produtos em prateleiras, definir qual será o seu jantar ou que sabonete usar para tomar banho. Por essa razão, é obrigado a furtar o carrinho de compras de alguma pessoa no supermercado, pagar e levar para a casa produtos escolhidos por um desconhecido.
Agora imagine que esse escritor, justamente por causa desse distúrbio, de súbito se veja envolvido e apaixonado por uma bela jovem vegana, Emily de Cheshire, que o seduz para uma história de um amor impossível e perigoso e o arrasta para dentro de uma organização de vingadores em uma jornada alucinante.
Alonso Alvarez nasceu em São Paulo, capital. É editor da Ficções Editora. Em 1985 fundou a antiga livraria artepaubrasil. Sob esse selo, editou grandes escritores como César Vallejo, Nicolás Guillén, Fernando Pessoa, Jorge Luis Borges, Augusto de Campos, Manoel de Barros, Paulo Leminski, Eugen Gomginrer, entre outros. Com a coleção ptyx, em 1991, ganhou o Prêmio Jabuti de Melhor Produção Editorial e o Prêmio Classic de Artes Gráficas, 1990. Publicou o livro Hé-Haikais, com Camila Jabur. Ilustrou o livro infantil A lua no cinema, de Paulo Leminski. Venceu o II e o III Encontro Brasileiro de Haikai, 1987 e 1988, da Aliança Cultural Brasil-Japão. Em 2005, lançou o livro juvenil O encanto da Lua Nova, selecionado pela FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil), com o selo Obra Altamente Recomendável, para participar do catálogo e da 43rd Bologna Children’s Book Fair 2006. Em 2010, lançou o livro infantil A paixão de A e Z – Uma história de amor no alfabeto, pela Editora Peirópolis. Em 2012, estreou no teatro com a peça A saga da Bruxa Morgana e a Família Real, com Rosi Campos e grande elenco; e lançou o livro infantil Era uma vez duas linhas, com ilustrações de Marcelo Cipis, pela Editora Iluminuras. O livro As horas claras recebeu o Prêmio Proac São Paulo 2011.