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A senhorita Simpson

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Sérgio Sant'Anna é, no Brasil, o representante de uma comunidade internacional da imaginação formada por alguns escritores - Thomas Pynchon e John Barth, entre outros - para os quais o mundo existe para ser transformado nos "mistérios gozosos" da literatura. Em A senhorita Simpson - a novela que, junto com alguns contos novos, compõe este volume -, as personagens do livro didático de um curso de inglês em Copacabana, misturam-se aos alunos, numa fábula anglo-americana-carioca vertiginosa. Num primeiro momento, impassível como uma personagem de Henry James; depois, decididamente à vontade, uma bostoniana senhorita Simpson assiste a esse efeito delicioso de empastelamento cultural. O que Sérgio Sant'Anna busca, mais do que a consumada e arrebatante emoção estética, é a cena, a encenação, a lei dessa emoção.

232 pages, Paperback

First published January 1, 1989

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About the author

Sérgio Sant'Anna

44 books28 followers
Sérgio Sant'Anna was a Brazilian writer, born in 1941 in the city of Rio de Janeiro. He has written poems, plays, short stories, novelas and novels. His works have been translated to German and Italian. His works are heavily meta-fictional and is a strong influence on the newer generation of brazilian writers.

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Profile Image for Alysson Oliveira.
387 reviews46 followers
May 14, 2020
Que prazer reencontrar a Senhorita Simpson do Sérgio Sant’Anna (em oposição àquela do filme Bossa Nova, inspirado na novela homônima do escritor). Esse deve ser um dos textos mais deliciosos da literatura brasileira. É de se ler com gosto, com prazer, pois é divertido, mas também melancólico. O narrador-protagonista é um sujeito um tanto malandro às voltas com várias mulheres – entre elas Miss Simpson, sua professora de inglês – que não encontra um rumo na vida. Tem um algo de cafajeste nele, esse tipo de homem infantilizado que não cresce – e a novela não passa pano, pra usar uma expressão bem contemporânea, para ele - e os alunos do curso de inglês são todos homens maduros que se comportam como meninos de primário, trocando bilhetinhos durante as aulas, e apaixonados pela professora. O autor deixa que o personagem se envolva em suas presepadas, e, talvez, só assim poderá amadurecer. E Sant’Anna olha com carinho para essa figura e todas as outras ao seu redor.
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