Um livro sem graça, picotado (devido a ter sido descoberto no século XIX) e que embora tenha um estilo Aristotélico, não é garantia de ter sido escrito por Aristóteles.
É um relato da constituição de Atenas, com utilidade histórica e curiosidade, mas sem uma análise mais aprofundada, como no livro da Política.
Relata os trabalhos de Solon (que implementou algumas medidas estranhas como perdoar dívidas) e de Pisístrato, mais moderado, que foi sucedido pelo seu filho Hípias, que assassinou seu irmão e estabeleceu uma tirania mais cruel. Após um tempo veio Clístenes, que ganhou a confiança do povo e foi mais democrático, instituindo coisas como a lei de ostracismo, por interesses pessoais.
Narra mais idas e vindas históricas do governo ateniense para entrar na constituição de Atenas propriamente dita, quando Pitodoro era arconte, de acordo com Aristóteles.
Mostra algumas questões específicas de legislação, que não desperta muito interesse, como quais são as atribuições do Conselho dos 500, quem tem direitos de ser cidadãos, quem vai fazer o policiamento da Ágora, mostra algumas medidas de intervencionismo econômico e tentativa de tabelamento de preços.
Não recomendo a leitura desse livro, a não ser para completar a leitura do Corpus Aristotelicum.