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O Guardador de Rebanhos

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O poeta Fernando Pessoa, atribui à gênese deste conjunto de poemas, à uma noite de insônia de seu heterônimo, Alberto Caieiro, que os escreveu. Uma noite mal dormida que é motivo para todos comemorarmos.
Então, vamos à leitura desta magnífica obra, agora à disposição do público, totalmente revisada e adaptada ao Novo Acordo Ortográfico.
Boa Leitura à todos![Annotated] (Portuguese Edition)

34 pages, Kindle Edition

First published April 1, 1914

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About the author

Alberto Caeiro

155 books75 followers
A heteronym of Fernando Pessoa.

Alberto Caeiro was born in Lisbon, in 1889 and died in 1915, but lived most of his life in the country with an old great aunt because he was orphaned from a young age. He had blonde hair and blue eyes. He finished his primary school education and had no profession.
How did this heteronym come about? Fernando Pessoa tells us "one day he decided to play a trick on Sá-Carneiro — so he drew up a bucolic poet, of the complicated kind and had them meet, I can’t remember how, in some sort of real context. I spent some days trying to formulate the poet but achieved nothing. One day, on the verge of giving up – March 8th 1914 – I approached a high chest of drawers and, began to write something down on a piece of paper, while standing, as I like to do, whenever possible. And so, taken over by some strange, indescribable kind of trance, I wrote 30 something poems in one stretch. That was the most triumphant day of my life and I will never experience another like it. I began with the title The Keeper of Flocks. And what followed was the birth of someone within me, whom I immediately named Alberto Caeiro. Please excuse the absurdity of the phrase: my master will appear within me. But that was my immediate sensation."
When Fernando Pessoa writes as Caeiro, he claims to do so "in pure and unexpected inspiration, not knowing or guessing what he will write."

Source: Fernando Pessoa’s Letter to Adolfo Casais Monteiro, January 1935, in Correspondência 1923-1935, ed. Manuela Parreira da Silva, Lisbon, Assírio & Alvim, 1999.

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Community Reviews

5 stars
182 (60%)
4 stars
66 (22%)
3 stars
33 (11%)
2 stars
15 (5%)
1 star
3 (1%)
Displaying 1 - 24 of 24 reviews
Profile Image for Tânia Sequinho.
Author 1 book12 followers
March 9, 2018
Anos depois de estudar Fernando Pessoa na escola, reencontrei-me com o meu heterónimo preferido, Alberto Caeiro e relembrei todas as coisas que ele me fez pensar sem querer que eu pensasse. Foi bom reencontrar este amigo, voltar a ler alguns poemas que me tocaram e descobrir novos tão bons ou melhores como os que já conhecia. Foi como uma limpeza na alma e será sempre assim para mim ler Caeiro.
Profile Image for Erick Vázquez.
8 reviews
June 5, 2026
Te quiero mucho, Fernando Pessoa en tu loquera llamada Alberto Caeiro.

Las cosas no tienen significado: tienen existencia.
Profile Image for Paolo Renato.
5 reviews
July 14, 2026
Las cosas no tienen significados, simplemente existen.
Gracias Fernando, cof cof, digo Alberto Caeiro por cada palabra.
Un libro al que se tiene que volver, siempre.
Profile Image for Thalita.
75 reviews4 followers
April 8, 2025
não tenho como avaliar isso aqui, não.
Profile Image for António Moreira.
85 reviews1 follower
December 16, 2023
"Nem tudo é dias de sol,

E a chuva, quando falta muito, pede-se.

Por isso tomo a infelicidade com a felicidade

Naturalmente, como quem não estranha

Que haja montanhas e planícies

E que haja rochedos e erva..."

Um livro de anti-filosofia mas que falha no seu propósito porque nos faz pensar sobre a forma como encaramos a vida.
Profile Image for A.
43 reviews
July 22, 2026
Desde 2022 meu heterônimo preferido de Fernando Pessoa é Alberto Caeiro, justamente pelos elementos do arcadismo e sua prosa quase niilista com o tempo que está vivendo.

Em 2024, fazia um estágio na estação paraíso no qual está o poema “XXXIX. - O Mistério das Cousas” gravado na parede.

O mistério das cousas, onde está ele?
Onde está ele que não aparece
Pelo menos a mostrar-nos que é mistério?
Que sabe o rio disso e que sabe a árvore?
E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso?
Sempre que olho para as cousas e penso no que os homens pensam delas,
Rio como um regato que soa fresco numa pedra.

Porque o único sentido oculto das cousas
É elas não terem sentido oculto nenhum,
É mais estranho do que todas as estranhezas
E do que os sonhos de todos os poetas
E os pensamentos de todos os filósofos,
Que as cousas sejam realmente o que parecem ser
E não haja nada que compreender.

Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos:
— As cousas não têm significação: têm existência.
As cousas são o único sentido oculto das cousas”

E esse poema sempre me intrigou. Passava toda semana lá e achava ele incrível.

Me coloquei a ler esta coletânea, e apesar de o Mistério das Cousas continuar sendo o meu favorito, o segundo poema (O meu Olhar) também me encantonou, o 5° (Há metafísica bastante em não pensar em nada), VIII que fala sobre Jesus Cristo (Num meio dia de fim de Primavera), XXI (Se eu Pudesse) que fala tanto deste sentimento arcaico, XXVI (As vezes), XXXVI (Ha poetas que são artistas), XLVI (Deste Modo ou daquele modo)


Também coloco abaixo um que me encantou profundamente por sua simplicidade: XLII. - Passou a Diligência

Passou a diligência pela estrada, e foi-se;
E a estrada não ficou mais bela, nem sequer mais feia.
Assim é a acção humana pelo mundo fora.
Nada tiramos e nada pomos; passamos e esquecemos;
E o sol é sempre pontual todos os dias.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Daniel.
242 reviews1 follower
July 6, 2025
Trazer sempre um bocadinho que fosse de Caeiro dentro de nós devia ser mandatório. Já se me tinha varrido da memória a referência a Cesário Verde...o pupilo reverencia o mestre, lindo de se ver.


Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...


Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro Dizendo-me, Aqui estou! (...)
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.


Louvado seja Deus que não sou bom,
E tenho o egoísmo natural das flores
E dos rios que seguem o seu caminho Preocupados sem o saber
Só com florir e ir correndo.
Profile Image for Norberto.
70 reviews
December 23, 2022
El heterónimo de Fernando Pessoa, en esta ocasión, Alberto Caeiro entrega una selección de poemas dulces, mundanos, reflexivos sin evangelizar. Caeiro se expresa como observador del mundo y de la naturaleza, sus poemas subrayan la esencia de la humanidad en su modernidad.
Si versos disecan emociones a través de edades diversas, y con una visión externa que obliga a recordar lo olvidado, a saborear la nostalgia que ahora dura menos de un segundo (lo etéreo del like).
En sus poemas se ejercita la observación y la contemplación, insertando una pizca de tranquilidad y paz mental, despertando el deseo de buscar en lo profundo de nosotros, de los demás o de la naturaleza, lo que hoy opaca la pantalla del celoso teléfono que quiere mantenernos alejados de nuestra esencia.
Profile Image for Lula.
61 reviews4 followers
September 25, 2023
"...porque yo soy del tamaño de lo que veo
y no del tamaño de mi altura"


Un libro hermoso que nos permite entrar de lleno en la mente -o corazón- de Alberto Caeiro, uno de los múltiples heterónimos que creó el autor Fernando Pessoa.

"Flor, recogieron mi destino para los ojos. Árbol, me arrancaron los frutos para las bocas. Río, el destino de mi agua era no quedarse en mí"


Versos sobre la naturaleza misma y su simple apreciación, para leer bajo el solcito y disfrutar de la lectura sin -y, a la vez, con- mucho pensamiento.

"...me siento triste de gozar tanto"
Profile Image for Martín Muguruza.
9 reviews2 followers
June 2, 2022
Realmente me encantó. Me parece increíble lo que Fernando Pessoa logró con su literatura. Alberto Caeiro, solo como una muestra de todo lo creado, se siente muy sólido en todo lo relacionado a los qué y a los cómo contar, compartir el sentir.
Si bien se siente en ocasiones un poco abrupto el salto entre los libros de la antología, como obra general muestra esa piedra fundacional sobre la que se levantaron esos otros heterónimos, que llaman maestro, o al menos guía, a Alberto Caeiro.
Genial repensar, sentir la relación con la naturaleza, sobre todo en nuestros tiempos.
Profile Image for João Moura.
Author 4 books22 followers
December 4, 2017
Sabe sempre bem voltar aos autores preferidos, mesmo passados muitos anos, e sublinhas frases que se julgavam perdidas no tempo. Alberto Caeiro é o poeta da simplicidade, da natureza, do que se consegue ver, sem se estar a pensar. Muito se pode aprender com as lições de Caeiro. "É essa a única missão no mundo, essa - existir claramente, e saber fazê-lo sem pensar nisso."
Profile Image for beli.
4 reviews
August 21, 2026
es demasiado bueno y bello... la aparente simpleza es un suspiro de alivio ante la complejidad de lo contemporáneo, de la que poema tras poema se distancia radicalmente, llevándote en el recorrido.
«me siento nacido a cada instante / para la eterna novedad del mundo»
Profile Image for Cyano.
25 reviews
May 19, 2025
Brillante libro de metafísica escrito en forma de poemas.
6 reviews
June 8, 2025
genial experimento de linguagem em que pessoa dá forma e vida a um mala despolitizado....
Profile Image for ritaa.
25 reviews
December 17, 2025
read this to prepare for a test (12th grade portuguese is killing me), actually suprised me, lots of random wisdom
Profile Image for Gonzalo Pedreros.
29 reviews
December 23, 2025
Leve, leve, muy leve,
un viento muy leve pasa
y se va, siempre muy leve.
Y no sé lo que pienso
ni procuro saberlo.

49 reviews
December 28, 2025
"Amar es la inocencia eterna
y la única inocencia es no pensar..."

Estos poemas son para despavilar o sacudirse un poco.
Profile Image for Agostinho Paulo.
39 reviews16 followers
September 30, 2019
Isto é uma odisseia de devaneios místicos em forma de catarse solipsistica. Cada verso aqui é uma negação e todas formas de especulação meta-física, em prol do aqui e agora.
É impressionante como o Alberto Caeiro e o Álvaro de Campos são antíteses ao mínimo detalhe e originalmente distintos em tudo… e ainda assim brotaram da mesma caneta. O Pessoa está entre os meus três poetas favoritos.

Meto-me para dentro, e fecho a janela.
Trazem o candeeiro e dão as boas-noites.
E a minha voz contente dá as boas-noites.
Oxalá a minha vida seja sempre isto:
O dia cheio de sol, ou suave de chuva,
Ou tempestuoso como se acabasse o Mundo,
A tarde suave e os ranchos que passam
Fitados com interesse da janela,
O último olhar amigo dado ao sossego das árvores,
E depois, fechada a janela, o candeeiro aceso,
Sem ler nada, sem pensar em nada, nem dormir,
Sentir a vida correr por mim como um rio por seu leito,
E lá fora um grande silêncio como um deus que dorme.
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