Esta é uma narrativa que gira à volta do percurso de uma criança desde a sua infância até a idade adulta.
São estórias passadas em três zonas de Moçambique, em épocas diferentes, tendo como pretexto às vivências desse menino e dos membros da sua numerosa mas simples família.
A primeira das estórias relata a cumplicidade das crianças com a vida selvagem. No centro, os irrequietos passarinhos madindes e bordogolos, mas também a relação com a natureza e de convivência com os animais, de entre cobras, jacarés, búfalos, gazelas e o rei leão.
Ao longo dos anos, a sua viagem entre a infância e a pré-adolescência, prossegue com relatos de vivências únicas da ilha do Ibo, e suas estórias de mistérios, segredos e enigmas, envolvendo as comunidades, em particular os velhos, com experiência, conhecimento e domínio da sabedoria popular.
Já na adolescência e vida adulta, acompanhou a época das transformações que estavam a ocorrer no mundo, inteirando-se dos movimentos que marcaram uma geração inconformada.
A narrativa contém estórias simples, com uma escrita livre, e sem artimanhas. Talvez por isso também interessante, e de leitura fácil.
Assim é: Era uma Vez... Nangororo... Ibo... Pemba...
Fragmentos da estória do trajecto de um rapaz e sua família como tantas outras.