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O Grande Gatsby

Esta coleção traz para o leitor brasileiro os textos de grandes clássicos da literatura universal adaptados para a linguagem ágil e dinâmica das histórias em quadrinhos japonesas.

Na mansão de Jay Gatsby, um misterioso milionário, a festa parece nunca ter fim, e atrai desde artistas e políticos até gângsteres e garotas bonitas. Por trás da riqueza e da opulência, esconde-se uma névoa de segredos e uma história de amor fadada a um fim trágico. Considerada a obra-prima de Fitzgerald, é o retrato perfeito dos EUA na década de 20, um período efêmero de fartura que precedeu os anos tenebrosos da Grande Depressão e da Segunda Guerra Mundial.

208 pages, Paperback

Published October 1, 2013

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About the author

Equipe East Press

6 books1 follower

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Community Reviews

5 stars
62 (31%)
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1 star
4 (2%)
Displaying 1 - 9 of 9 reviews
Profile Image for Inês | Livros e Papel.
657 reviews194 followers
May 28, 2017
Aproveitei a campanha da revista Visão, Ler Faz Bem, e decidi inseri-lo no Desafio de Leitura na categoria Clássico da Literatura.
Apesar deste livro ter sido publicado em 1925, muito dos temas abordados estão perfeitamente actuais, quase 100 anos depois. Parece que a sociedade continua com os mesmos problemas...

Continua: http://livrosepapel.blogspot.pt/2017/...
Profile Image for Isabelle.
41 reviews3 followers
January 20, 2024
"Gatsby acreditava na luz verde, no futuro orgástico que ano a ano retrocede diante de nós. Esse futuro escapou antes, mas não importa - amanhã vamos correr mais rápido, estender nossos braços mais longe...E numa bela manhã...

E assim continuamos, barcos contra a corrente, impelidos incessantemente rumo ao passado."
Profile Image for Carla Parreira .
2,567 reviews6 followers
Read
May 1, 2026
O protagonista, Nick Carraway, funciona como uma espécie de espelho do leitor, alguém que tenta observar sem julgar, mas que inevitavelmente acaba sendo atraído por esse universo de riqueza, glamour e segredos que se escondem por trás de uma fachada reluzente.

Nick chega a Long Island vindo do Centro-Oeste, tentando deixar para trás o passado e encontrar seu lugar na nova sociedade que se mistura entre East Egg e West Egg. East Egg representa a antiga elite, aquela que herdou suas posses e mantém um modo de vida aristocrático, enquanto West Egg abriga os novos ricos, que ostentam suas fortunas de forma mais ostensiva. Essa divisão social fica clara na descrição dos ambientes: as casas, as roupas, as atitudes — tudo reflete essa linha tênue entre tradição e modernidade, entre o antigo e o novo.

Logo de início, Fitzgerald nos apresenta Gatsby, o misterioso milionário que mora em uma mansão imensa ao lado da minha modesta casa de aluguel. A figura de Gatsby é envolta em fascínio e mistério, e seu nome se torna uma espécie de símbolo do sonho americano: uma busca incessante por algo inalcançável, uma obsessão por uma felicidade que parece estar sempre fora de alcance. Através do olhar de Nick, vamos conhecendo Gatsby não apenas pelo que ele mostra, mas pelo que fica subentendido — suas festas exuberantes, seu sorriso enigmático, sua esperança de que Daisy, sua antiga paixão, possa um dia voltar a fazer parte de sua vida.

Ao visitar Daisy, Nick é apresentado a um universo que parece reluzente, mas que se revela uma verdadeira gaiola dourada. Daisy, com sua voz encantadora, transmite uma beleza quase etérea, mas traz uma tristeza profunda — um vazio que nasce da superficialidade e da ignorância de quem vive naquele mundo. Tom Buchanan, seu marido, é o retrato da força bruta e do racismo, alguém que ostenta sua arrogância e seu poder, escondendo uma educação vazia por trás de sua aparência de força. O jantar na casa dos Buchanan revela também o segredo que paira entre eles — o telefone que toca incessantemente, as mensagens não ditas, as traições veladas, tudo isso reforçando a ideia de que a aparência de estabilidade é apenas uma fachada.

Depois, a narrativa leva a gente ao Vale das Cinzas, uma zona desolada e poeirenta, símbolo da decadência moral que acompanha o sonho americano. Ali, Fitzgerald pinta uma paisagem de desilusão, de mundo que foi consumido pelo avanço da industrialização. Os olhos do outdoor com a figura do Dr. T. J. Eckleburg parecem uma metáfora silenciosa de um juiz invisível, observando tudo com uma imparcialidade cruel. É nesse cenário de decadência que se revela o segredo de Tom: sua relação com Myrtle Wilson, uma mulher de classe baixa, que ele mantém escondida em um apartamento secreto na cidade, contrastando com a fachada de respeito de East Egg. Quando Myrtle provoca Tom ao mencionar Daisy, a violência explode de forma brutal — ele golpeia o rosto de Joe, um momento que revela a face obscura da elite, por trás da fachada de elegância e poder.

Nesse instante, tudo se conecta: a busca de Gatsby por Daisy, o passado que ele tenta recriar, a corrupção moral, a desigualdade social. A luz verde ao longe, na ponta do cais, simboliza esse sonho eterno — uma esperança que Gatsby cultiva obsessivamente, acreditando que Daisy é a realização de tudo que ele deseja. Essa luz representa a promessa de um futuro melhor, mesmo quando tudo ao redor parece conspurcado pela realidade dura da vida.

Gatsby, então, torna-se uma figura trágica: um homem que construiu uma identidade baseada na tentativa de reverter o tempo, de conquistar uma felicidade que já lhe escapou. Sua festa, repleta de convidados que só querem aproveitar a diversão, sua riqueza ostentada sem verdadeira conexão emocional, tudo revela que sua verdadeira busca é por aceitação, por pertencer a um mundo que parece sempre um pouco inalcançável. Nick observa tudo isso com uma mistura de admiração e tristeza, percebendo que por trás do sorriso brilhante de Gatsby há uma solidão profunda — uma esperança que talvez nunca se realize.

Ao longo do livro, Fitzgerald nos mostra que o sonho americano, longe de ser uma trajetória linear de sucesso, é uma tapeçaria de ilusões, de desejos que às vezes se tornam obsessões. A riqueza, o glamour, as festas — tudo isso tem um preço e uma consequência. Gatsby tenta provar que o poder do amor e da esperança podem superar o tempo e a morte, mas acaba percebendo que a realidade muitas vezes destrói essas fantasias, deixando apenas rastros de uma esperança frustrada.

Por fim, O Grande Gatsby é uma reflexão profunda sobre o que significa sonhar, desejar e lutar por algo que, muitas vezes, está além do nosso alcance. A narrativa de Fitzgerald combina beleza e tragédia, ostentação e vazio, convidando o leitor a questionar se o verdadeiro valor do sucesso está na conquista ou na jornada em si. E, ao terminar o livro, fica a sensação de que, apesar de toda a grandiosidade, o maior segredo talvez seja que o verdadeiro sonho é, muitas vezes, uma ilusão que nos impede de enxergar o que realmente importa.
12 reviews
October 5, 2025
... a grandeza do sonhar e acreditar; e o perigo de perder-se dentro de sua idealização ilusória.
Profile Image for Diogo Padilha.
62 reviews
March 24, 2021
Pessoalmente, sinto-me atraído pela década de 20 (Loucos Anos 20), por tudo o que trouxe de inovação em termos culturais, tendo sido esta uma época de reinvenção artística a todos os níveis, tendo como foco principal as grandes metrópoles, como NY ou Paris. Por tudo isto, fez-me sentido ler este livro, do FS Fitzgerald, considerado um dos grandes autores americanos desse tempo.

Não fiquei totalmente entusiasmado com a história. As personagens são pouco aprofundadas na sua caracterização, incluindo o narrador da história, Nick Carraway, nunca se chegando a perceber muito bem o verdadeiro sentimento que nutre por Jordan Baker, por exemplo. O próprio Gatsby, é um verdadeiro anti-galã, que apresenta demasiadas fragilidades emocionais, fruto do seu passado. A história acaba por deixar algumas pontas soltas, que gostava de ter visto desvendadas.
No entanto, é um livro interessante e de fácil leitura. O desfecho final não deixa de surpreender.
Profile Image for Raquel Santos.
747 reviews
June 14, 2017
É um clássico e os clássicos são sempre bons.
E está particularmente bem escrito.
Profile Image for Jully Ponte.
39 reviews2 followers
August 23, 2017
Livro ok. De uma história ok. Como é um clássico, acho que esperei demais.
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