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A Alma da Festa

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João Maximiliano de Juquinha-Fortescue, oitavo barão de Guisnay vel Quisney, último representante dos Juquinha-Fortescue e, dizem, descendente direto da Rainha Boadicéia, contrata um detetive para encontrar um amigo desaparecido quarenta anos atrás. Aos poucos, tanto o barão quanto o detetive descobrem coisas espantosas sobre Orlando, esse amigo desaparecido: que tinha uma fortuna de origem inexplicada; que era amigo de literalmente metade de todas as pessoas do mundo; e que era, enfim, a reencarnação de um antigo Deus Egípcio do Charme.

O Barão apura que Orlando renasceu em São Paulo, que agora se chama César, e que ele não tem memória nenhuma do Barão, nem de quem ele próprio foi ou do que fez. Pior que isso tudo, não tem nada do charme de antes. É uma criatura triste, tímida e desajeitada - como o próprio Barão. Saudoso do amigo, o Barão insiste em fazer com que César recupere a memória do charme.

236 pages, Paperback

First published January 1, 2013

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About the author

Alexandre Soares Silva

11 books41 followers
Alexandre Soares Silva nasceu em São Paulo em 1968. Publicou dois livros de aventuras para adolescentes (“Na Torre do Tombo” e “A Origem dos Irmãos Coyote”) e três romances para adultos (“A Alma da Festa”, “Morte e Vida Celestina”, e “A Coisa Não-Deus”). É talvez o responsável pela onda de conservadores anglófilos com pretensões a dândi na internet brasileira, embora não saiba dar sozinho um nó decente de gravata. Escreveu vários episódios da série de televisão “O Negócio” (HBO).

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Displaying 1 - 10 of 10 reviews
Profile Image for Mauro.
293 reviews24 followers
October 20, 2014
Acho que já faz uma década, li num artigo do Olavo de Carvalho (sim, raios, eu leio os artigos do Olavo de Carvalho há uns dez anos, desde que li um artigo dele na Bravo, sobre dar esmolas, que é uma das coisas mais legais que já se escreveu sobre esmolas, o que cabotinamente me lembra isto aqui: http://maurodiacronico.files.wordpres...), mas lia eu o artigo do Olavo de Carvalho, e ele mencionou um simpático e talentoso blogueiro – sim, o Alexandre Soares Silva.

Àquela altura, minha ignorância indicava que blogueiros eram pessoas que gostavam de fotos de unicórnio e estrelinhas esvoaçantes. Ainda assim, minha curiosidade foi maior e acabei achando o blog do Alexandre, então aninhado entre os saudosos Wunderblogs.

Os primeiros textos do Alexandre vieram sob fachos de luz diáfana e acompanhados de anjos cantarolantes: então se podia escrever assim?

Sim, se podia e ainda se pode: “A Alma da Festa” é um grande e agradável e bem escrito post do antigo site dele nos Wunderblogs.

Fosse eu um resenhista sério, examinaria as duas personagens centrais do livro, o Barão e o Dinho, e diria que o Alexandre projeta nelas (a) aqueles que têm uma certa dificuldade de relacionamento social, num determinado momento da vida (o Barão) e (b) aqueles seus alter-egos extrovertidos, que conseguem tudo – especialmente conquistar as meninas – com uma conversa, com um sorriso (o Dinho).

Ego e alter-ego, um pouco de cada um de nós.

Mas dizer isso ia ser analiticamente chato, então digo que o melhor do livro é o paraíso estético, denominado Quaresmeiras Roxas, a que só têm acesso os agraciados com efetivo bom-gosto (raios, caberia aqui uma citação, mas deixei o livro em casa, e estou no escritório; depois coloco, esperem aí).

Bendito sejam os elegantes, porque deles etc.

É esse paraíso, herdado do “A Coisa Não-Deus” (mas aqui bem mais simpático), que talvez merecesse todo um estudo à parte (quem sabe um TCC hein, hein?) – a inter-relação entre o Belo e o Bom, tão raramente percebida hoje em dia, merecia voltar à moda: dizia o Píndaro, o poeta das Olimpíadas (uma espécie de Fiori Gigliotti grego e meio gay), que é a beleza que faz os mitos verazes e nos faz crer no que é incrível.

“A Alma da Festa”, texto leve sem ser ligeiro, traz de volta, para estes tempos feiosos e crus, esse ideal quase parnasiano (quase, porque sem os mosquitos), e faz enxergar, quem sabe por aqui mesmo, quem sabe numa das esquinas da Vila Nova Conceição, um pedacinho antigo, sólido e reconfortante, das Quaresmeiras Roxas.
Profile Image for Shibbo.
15 reviews58 followers
February 2, 2014
Quando um livro começa com "Este livro foi escrito e impresso em completo desdém pelas regras do Novo Acordo Ortográfico", você precisa levá-lo em consideração.

Dos livros do Alexandre, o que eu mais gostava - até ler esse -, era o "A coisa não-Deus". E depois de ler seus livros, eu vivia repetindo por aí que ele se tornaria um escritor melhor quando deixasse de escrever apenas para si mesmo. Bom, em "A Alma da Festa" ele não deixou de escrever pra si mesmo, mas me parece que encontrou o equilíbrio entre o mundo real e o mundo criado por ele.

Ainda me lembro de quando descobri o blog do Alexandre. Foi em 2009, numa blogroll. Entrei, li umas três páginas de arquivos e imediatamente pensei que ele escrevia muito bem e era muito engraçado, mas que um monte de gente devia detestá-lo. Sim, porque a persona do Alexandre é a de um nojento metido a besta. Mas quem conhece ele sabe que não tem nada disso, que ele é um amor. Só que eu já conheci um bom monte de gente que acha que aquela persona é ele mesmo. Vai que é, né? Não sei. Comigo não é.

"A Alma da Festa" começa meio assim assim e eu gastei bem uns três dias nas primeiras cinquenta páginas. Posso estar enganada, mas acho que o Alexandre fez de propósito. É a parte do livro em que o charme ainda não está presente, exceto pelas lembranças dos personagens. Parece doido o que eu tô dizendo, mas lendo o livro você entende. Lá pela página 50 o livro engrena e da oitenta e cinco em diante eu não consegui largar mais, li de uma vez só. Demorei pra entender o que ele estava fazendo, que ali ia ter Quaresmeiras Roxas também, mas o jeito como ele inseriu sua mitologia própria na história ficou bão demais da conta. Abri a boca pra começar a xingar, mas o livro me fez fechá-la antes que eu conseguisse completar um palavrão.

O Alexandre deve ser um dos três ou quatro conservadores (pode chamar de reaça também) que eu conheço que não são absolutamente intragáveis. E o conservadorismo (ou tradicionalismo ou o ismo que melhor lhe aprouver) e a religião são mostradas no livro de maneira hilária. Uma pessoa que consegue fazer, de maneira voluntária, com que esses dois tópicos se tornem motivo de risada certamente merece crédito. Além disso, a mão do Alexandre pros diálogos e pra oralidade continua uma maravilha. Não bebe nada enquanto estiver lendo, não, que é capaz docê engasgar de rir. Eu quase cuspi água nesse trecho:

"Foram encontrar o caseiro numa casinha que servia de depósito de lenha. Quando abriram a porta ele estava sentado humildezinho numa lata quadrada de tinta, fumando um cigarrinho de palha.

- Prenderam eu, né."

Mesmo que você, como eu, seja uma das pessoas mais desencanadas do mundo, esse livro - principalmente os trechos que compõem o Livro de Sinufer - vão te fazer sentir uma ligeira vontade de ser charmoso e, por que não?, um pouquinhozinho esnobe. Esquenta não que depois passa.
Profile Image for Orlando Tosetto.
42 reviews14 followers
December 18, 2013
Ia resenhar, mas a resenha do Mauro disse melhor tudo o que eu diria, especialmente aquela parte da inter-relação entre o belo e o bom (os escritores brasileiros vêm fazendo escolhas feias, e portanto más, há quase cem anos; vai ter poucos deles em Quaresmeiras Roxas). Vão lá, leiam lá. Agora.
Profile Image for Marcelo.
6 reviews9 followers
January 22, 2014
Apareci no lançamento e em três dias tinha lido. E começarei a reler logo mais, se devolverem meu exemplar.

Encontrei o que já conhecia, de fetiches a piadas e referências. Perde tempo o leitor que não conhece Alexandre Soares Silva. Encontrei também ideias novas e um tema novo. Como o próprio autor disse, há pouca literatura sobre a falta de jeito e a timidez.

Outra novidade é o Alexandre se revelar na escrita um leitor de Agatha Christie, que também já professou em público.

E a história se segura como farsa (a redenção de todos, todos) e sem perder o humor negro. Eu me peguei e fui pego rindo ao longo da leitura.

Cinco magros parágrafos. É o esforço em não entregar nada do livro nem fazer a algazarra contra o que se costuma publicar e endeusar. Melhor, por enquanto, ler “A alma da festa” que ler resenhas.

Profile Image for Thiago Blumenthal.
5 reviews15 followers
January 7, 2014
Além da história ser muito cativante, em um misto de detetivesco e comédia humana, o estilo do autor, que percebemos no ritmo das frases e nos desdobramentos das boutades, é o que há de melhor em A Alma da Festa. Um porém: um ponto, que não tira o brilho do livro, mas é digno de nota é que a edição infelizmente não está caprichada. Há incontáveis pastéis (de digitação a padronizações estranhas) e uma diagramação desleixada, com viúvas e quebras estranhas e feias. Uma pena, a obra merecia um cuidado de produção melhor.
Profile Image for João  Barros.
6 reviews
May 28, 2020
Olha, vou falar uma coisa: – vi muita gente falando sobre o quão divertido é o A Alma da Festa. E é divertido mesmo. É um bocado divertido. Mas o livro é mais do que isso também. É um livro bonito. Bem, bem, bonito. Inventivo. E com descrições imagéticas certeiras, que fazem realmente você se sentir num daqueles apartamentos de classe média de São Paulo presentes no texto ou em Quaresmeiras Roxas. Acho que a grande virtude do A Alma da Festa, acima de tudo, é conseguir condensar humor e sensibilidade (Ai, Creusa!), sem, de algum modo, o texto ficar desequilibrado, como se dois autores diferentes o estivessem escrevendo ou algo assim. Não, não, quando você vê, o Alexandre Soares Silva amarrou tudo direitinho, dando aquela sensação de paz de espírito (Oopsy Daisy!) e uma certa inveja de conspirador que fica ruminando "como ele conseguiu? como ele conseguiu?". Não sei, só sei que a última vez que senti satisfação semelhante foi lendo Evelyn Waugh, P. G. Wodehouse (numa ediçãozinha com prefácio do próprio Alexandre) e vendo aqueles episódios da temporada do The Office em que o Michael Scott vai embora e os empregados da Dunder Mifflin fazem uma musiquinha pra ele ou naquele em que você percebe que o Michael, enfim, vai ficar com a Holly Flax e você pensa "They nailed it".

You nailed it, Lord Ass. You just nailed it.

Nota de rodapé: sei que, com minhas escorregadas, vai ser muito difícil que eu arranje um conjugadinho em Quaresmeiras Roxas, mas, depois de A Alma da Festa, vou tentar me esforçar pra conseguir morar, pelo menos, em um bairro vizinho - tipo quando você quer alugar um apartamento em Pinheiros, mas acaba se conformando com o City Butantã.
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Profile Image for Roger Prado.
21 reviews13 followers
June 20, 2015
Rib tickler giggle chega a ser constrangedor ler esse livro em público, não pelo som da gargalhada, que não há porque isso seria vulgar, mas pela cara boba que a diversão da leitura imprime na face, como se passeássemos em um velocípede pequeno demais para a gente.
4 reviews
December 22, 2014
O prólogo é ótimo; o deus do charme também. Mas as situações são muito pastelonas, numa linguagem que, para ser muito oral, abusa, por exemplo, do verbo auxiliar "tinha", a aparecer em frases consecutivas.

Faltou também revisor, porque, se há desprezo pelo novo acordo ortográfico, o há igual para o velho acordo ortográfico.

Mas, ainda assim, vale a leitura.
Displaying 1 - 10 of 10 reviews

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