Após a queda de Olamir, o vácuo do poder em Olam lança as cidades à guerra umas contra as outras. Apesar de vitoriosos, os shedins recuam para trás da cortina de trevas a fim de se recuperarem das baixas causadas pela energia da pedra branca. Enquanto isso, preparam-se para consumar seu antigo plano de libertar todos os demônios do Abadom.
Entretanto, fatores imprevisíveis influenciam o rumo dos eventos. O Olho de Olam foi reativado, mas por algum motivo não está em plena ação. O dragão-rei e os behemots enfrentam-se em batalhas mortais. O desaparecimento de Leannah e Kenan deixa a sensação de que algo misterioso está se desenvolvendo nas sombras. Adin é chamado para o oriente onde se depara com enigmas perigosos. Tzizah tenta formar um pequeno exército para enfrentar a escuridão. Todos esses eventos aparentemente desconexos constroem uma teia de mistérios capaz de abalar céus e terra, luz e sombras, mundo e submundo.
De posse de Herevel, mas, ainda sem revelar as plenas potencialidades da espada sagrada, Ben, o Guardião de Livros, precisa tolerar tanto a morosidade de seu mestre Enosh em tomar parte na guerra quanto o silêncio dele a respeito de muitos fatos do passado do jovem que permanecem obscuros e ameaçadores.
Diante da situação trágica de Olam, a era dos homens parece ter chegado ao fim. Os esforços quase insignificantes daqueles que não se conformam com isso parecem desarticulados e fadados ao fracasso, porém aos poucos se vê um brilho em Olam: a luz do Guardião de Livros. Seria essa luz suficiente para enfrentar as trevas, principalmente quando o Guardião de Livros precisar enfrentar a verdade sobre si mesmo?
Crônicas do Mundo e do Submundo é o volume 2 de Olam; um livro que retoma de forma magistral os enigmas e mistérios do primeiro volume, traz desfechos surpreendentes a muitos deles e desenvolve outros até o limite da curiosidade dos leitores. Continua a saga do Guardião de Livros, o qual, além de dividido entre passado e presente, amor e paixão, luz e sombras, agora também se encontra no coração do conflito entre o mundo e o submundo.
Antes de iniciar minha opinião sobre o segundo livro desta trilogia, gostaria de deixar aqui a minha indignação por essa série ser tão pouco conhecida entre os grupos sobre livros de fantasia no Brasil sendo uma obra nacional de altíssima qualidade.
Pronto, indignação anotada. Vamos lá!
A inesperada queda da cidade branca,a condenação do Melek, e o vácuo de poder provocam um estado de guerra generalizada entre as cidades de Olam. O caos avança enquanto dragões e behemots se enfrentam em batalhas mortais. Apesar de vitoriosos, os shedins são forçados a recuar para a cortina de trevas afim de se recuperarem das baixas causadas pelo poder da pedra branca. Enquanto os inimigos preparam-se para consumar seu antigo plano de libertar todos os demônios do Abadom, o Guardião de Livros, de posse de Herevel, a espada sagrada, busca entender qual é o seu verdadeiro papel na guerra, bem como sua verdadeira identidade. A conclusão do caminho da iluminação no Farol de Sinim ainda precisa demonstrar qual será o destino do Olho de Olam, se será manipulado por mãos dignas ou usurpadoras. O crescimento da escuridão é um só um prenúncio das terríveis batalhas que se aproximam onde luz e sombras, fogo e gelo, mundo e submundo se enfrentarão como nunca antes.
”Olam havia mudado muito desde a queda de Olamir. Os opostos mais do que nunca se colocavam em rota de colisão. Luz e sombras, céus e terra, fogo e gelo, mundo e submundo. E eu sabia que era só o começo.”
Neste segundo livro da trilogia, o autor expande ainda mais o worldbuilding, alguns quebra-cabeças são resolvidos, mas muitas dúvidas começam surgir, dúvidas sobre sobre acontecimentos da trama, e sobre os personagens, principalmente sobre o passado de Ben, o Guardião de livros.
Após a queda de Olamir, e Leannah ter concluído o caminho da Iluminação, porém ter Olho de Olam usurpado, as coisas estão mais perdidas do que nunca. O desequilíbrio reina no mundo. A batalha de Olamir foi totalmente perdida, e o Olho de Olam, que deveria estar em possge de Leannah foi usurpado por Kenan, o giborim que deu início a guerra.
O Livro é dividido comporto por alguns arcos: Ben, agora em posse de Herevel, a espada dos kedoshins, agora está com Enosh que possui um plano para vencer a Guerra contra os shedins, a cidade de Nod é importantíssima para que o plano seja concluído.
”— Há coisas ainda incompreensíveis — Enosh o recompensou pelo silêncio. — Mas chegará o dia quando todas as peças desse grande quebra-cabeça estarão em seus devidos lugares. Então, talvez, você entenda a razão de estar no meio disso tudo. A explicação para a maioria dos acontecimentos do presente está no passado… ”
Adin, agora está no distante deserto lutando contra o povo bárbaro que sequestrou dezenas de mulheres e crianças. Em relação ao primeiro livro, gostei mais de Adin nesse volume. Após ele ter obtido conhecimento com a rede de pedras shohan, mostra-se um excelente general de batalha, mas ainda possui temperamento de um adolescente imaturo e por vezes age sem pensar como deveria.
”sabia que Tzvan não compreenderia o modo como Adin acumulara conhecimento instantâneo na Biblioteca, em Olamir, quando completaram o primeiro ponto do caminho da iluminação. E, muito menos, a capacidade de tomar decisões que recebera no Palácio de Gelo, durante o terceiro ponto.”
O arco de Tzizah é o melhor do livro, seu arco converge com o de Ben em certo ponto, mas o núcleo é melhor desenvolvido e a personagem se vê em manobras políticas entre as cidades do reino, principalmente entre nobres egoístas que preferem o poder em meio ao caos do que o bem maior da humanidade, alguns até compactuam com os shedins.
E também temos os capítulos de Leannah com Kennan, embora breves e curtos, a raiva que senti pelo giborim é muito grande. Além de ter usurpado o Olho, ele mantém Leannah sua refém, e tenta descobrir uma forma de manipular o Olho com todo seu poder, pois Kenan não completou o caminho da Iluminação, então só pode manejar o Olho com uma fração de seu poder total.
Em relação ao primeiro livro, este segundo volume tem um ritmo melhor até certa parte, o prólogo começa muito bem com Tzizah assistindo uma batalha mortal entre um behemot vs Leviathan, A batalha é muito bem descrita, e como as duas criaturas são elementos da natureza, percebemos que quando uma delas são mortas, abala o equilíbrio do mundo. A trama em si é muito rica, e o autor explora mais a história do mundo e seu passado. Porém, na metade do livro tem uma quebra de ritmo bem grande, a viagem de Ben até o submundo foi muito longa e monótona, embora importante, acho que o autor poderia ter encurtado um pouco mais, assim a quebra de ritmo não seria tão grande.
”— Leviathan e o behemot foram as duas primeiras criaturas de El. — lembrei-me de uma das aulas. — As essências do fogo e do gelo estão dentro dessas criaturas.”
Outra coisa que eu gosto muito são os poemas nos livros, o lirismo é incrível:
A vida é ir, é voltar, é chorar, é sorrir. É florir, é cantar, é calar, é ferir.
O significado da vida é partir.
A vida é plantar, é colher, é perder, é semear. É levantar, é soerguer, é inverter, é baixar.
O significado da vida é esperar.
É esperar de mãos vazias É enchê-las, alguns dias Outros tantos, é esvaziá-las Da impureza, limpá-las.
A vida é fluxo, é subida, é descida, é refluxo. É luxo, é guarida, é perdida, é repuxo. O significado da vida é influxo.
A vida é prazer, é dor, é amor, é querer É receber, é rancor, é favor, é não ter.
O significado da vida é perder É perder o que não pode ser perdido Esquecer o que não pode ser esquecido Contemplar o céu em uma nova manhã Ver o entardecer em uma noite anciã.
A vida é dizer, é andar, é não chegar, é reverter É esmorecer, é calar, é falar, é não dizer.
O significado da vida é esquecer A vida é sofrer, é partir, é proibir, é conter É nascer, é reprimir, é permitir, é envelhecer
O significado da vida é morrer
Morrer sem nunca ter vivido Envelhecer sem nunca ter aprendido Contemplar o mar pela última vez Ver a lua partir em um talvez.
A vida é perder, é lutar, é apanhar, é vencer É esquecer, é amar, é lembrar, é renascer.
O significado da vida é viver. Só viver. Para sempre viver
vou deixar pra fazer resenha grande no último livro (pq já fiz no primeiro), mas esse foi SENSACIONAL! eu não acredito que essa saga seja tão desconhecida, sério… uma high fantasy completa, um universo original, personagens muito bem desenvolvidos… só elogios! o segundo livro da saga revelou muitos mistérios e criou muitos outros, fica sempre aquela espectativa para o próximo livro (que eu vou começar ainda hoje kk). enfim, só leiam essa obra de arte! e leandro faz favor de escrever mais 20 livros nesse universo que eu nao me contento com 3.
A construção da história conseguiu me cativar de uma maneira que me pegava lendo ele por mais de 1 hora. Me empolguei tanto, e fiquei muito feliz que consegui ler em menos de um mês e já comecei a sequência final 😀😀😀
Eu demorei um ano pra ler esse livro simplesmente pelo fato de que a trajetória do Ben ficou num ritmo insuportavelmente devagar no meio do livro e eu não sentia vontade de continuar lendo. Mas pra quem persiste até o final, a aventura continua e os mistérios continuam sendo desenvolvidos.
Uma trilogia que merece minha atenção! Desde o primeiro, que li em menos de 2 dias, essa história, esse mundo, certamente sairá da minha boca para meus filhos e netos!
exciting and unexpected, though i thought the plot development a little convoluted... nah... being convoluted adds to the suspense and the drama. still, the author insists on inserting little spoilers into the narrative. (c'mon, man!)