Um homem escreve um livro. Ele acredita que, quando terminá-lo, todos seus problemas estarão resolvidos. Mas a vida não é tão fácil. Vai precisar aprender algumas lições antes. Entre elas, solucionar um amor mal resolvido, encontrar a verdadeira motivação para escrever e aprender, de uma vez por todas, como preencher seu buraco no peito, a metáfora persistente de sua interminável solidão. Este livro é sobre o porquê de nossa existência. Ambientado no universo de rock alternativo, as músicas se misturam com a vida do personagem principal, verdadeira alegoria e retrato de nossa juventude.
Eu li esse livro na época do ensino médio duas vezes e lembro que curti muito. Mas fui reler esses dias e não passei da parte que o Mr. Fahrenheit tá no cabaré com o Charlie Brown. Uma prostituta sair da casa só porque o cliente tem uma tatuagem do Snoopy? Sério mesmo??
Com certeza um livro que entra na regra dos 15 anos.
Tenho um amigo que leu esse livro numa fase difícil de sua adolescência, e disse que ele o inspirou a seguir em frente. Um dia, ele me deu um conselho que terminava em "GO". Foi quando eu estava voltando a ter sintomas de depressão: a ideia de seguir em frente parecia absurda.
Me senti novamente contemplando o absurdo ao ler este livro. Ele é sobretudo sobre não desistir. Não há ideia que ressoe menos comigo. Senti um certo estranhamento com o protagonista em sua busca por aproveitar a vida. Só que o que mais me deixou admirada foi como o livro conseguiu me capturar independentemente disso.
Ele é basicamente o monólogo interno de um jovem angustiado. Diria que cai em alguns clichês em alguns momentos. E, mesmo assim, é hipnotizante. Não sei o porquê. Mas sei que gostei e, como no fim é isso que me importa, cá estão 5 estrelas.
A primeira vez que li Go, eu era pré-adolescente. Engoli o livro em 5 dias e ele alimentou em mim uma vontade imensa de viver e conhecer o mundo, ir atrás dos meus sonhos. Hoje aos 25, as sensações são similares, choro num trecho, gargalhadas no outro. Go é um livro sobre uma vida ordinária que mostra que não é tão ordinária assim, que cada individuo tem seus demônios, incertezas e inseguranças, mas que também tem sonhos pelos quais valem a pena lutar. Aborda a importância de se permitir ser amado e de amar, mesmo que haja decepções e turbulências, a vida e esperança de continuar evoluindo é sempre a melhor opção.
A sinopse do livro não ajuda em nada aos viajantes de primeira viagem, ainda bem que já havia um interesse da minha parte (não lembro o motivo) por esse livrinho, e amigos, QUE SURPRESA!
Vou começar pelas impressões que mais me chamaram a atenção: Ele tem uma linguagem totalmente "solta" o que lembra Holden de O Apanhador no Campo de Centeio, traços de On the Road de Kerouac e o humor de Nick Hornby só isso já seria motivo suficiente para a leitura. Outra coisa muito bacana são as referências musicais que para o nosso deleite tem uma playlist no fim do livro com todas elas, não precisa parar a leitura nem marcar nada para pesquisar depois.
Como se tratam de relatos "quase biográficos" o livro não tem aquela estrutura a que estamos acostumados de começo-meio-fim, ele segue uma sequência lógica de acontecimentos, mas como falei é bem "solto" bem "beat" (capaz do autor me matar com esse insulto).
A história em si é muito engraçada, o cara é meio perturbado da mente, fã de James Joyce (tem partes que ele prega as ideias de Joyce e isso se torna pedante), um típico anti-herói que tem problemas em se enquadrar na sociedade, vive atrás da ex, toma whisky no café da manhã, é escritor e DJ; e no meio dessa confusão toda ficamos sabendo do processo criativo para a "confecção" de uma narrativa o que é bem curioso e legal. Ele rasga os originais, mora literalmente num buraco, faz umas malandragens para sobreviver e toca num botequim a noite por uns trocados que apesar de gostar da profissão está ali por pura necessidade.
Além disso tudo o livro tem uma pegada muito existencialista com os pensamentos desconexos do protagonista, muitos deles fazem sentido, outros são apenas fluxo de consciência. Também tem a questão da mensagem que contempla toda a obra, onde ele começa depressivo no nada e se torna alguém, não só no aspecto social, mas ele cresce como pessoa e nos passa essa mensagem de uma forma bem afetuosa parecendo até uma conversa com seu melhor amigo.
Mais do que um livro, um book, GO conseguiu cativar e ao mesmo tempo inovar com um estilo pouco explorado aqui no Brasil, uma mistura de biografia com fatos ficcionais que prendem o leitor de uma maneira que você quer ler tudo de uma só vez.
O que mais gostei no romance de estreia de Nick Farewell (que, apesar do nome, é coreano naturalizado brasileiro) é que ele claramente demonstra ter sido escrito "com o coração na ponta do teclado". Há ali uma verdadeira paixão pelo tema da obra, por cada detalhe que a compõe. Se por vezes há passagens que chegam a soar ingênuas, existem outras arrebatadoras, porque se percebe a todo tempo uma busca incessante pelo "joie de vivre". De quebra, o livro é repleto de referências da melhor qualidade, seja à literatura, à música, ao cinema. Como "bonus track", traz passagens hilárias e bem acuradas sobre a vida de DJ, o que pra mim foi particularmente legal, pois durante anos também trabalhei como DJ. Um livro que capta bem o espírito de sua época (2007, ano do lançamento), o que também explica parte do seu sucesso.
ESSE É O MEU TIPO DE LIVRO! Cada reviravolta nessa história, cada palavra proferida, tudo me agrada e me impacta como pessoa. O final desse livro é mais que esperado e ainda assim tem um peso gigantesco na realidade da vida do personagem, não é nenhuma surpresa pra ninguém qual vai ser o próximo passo dele, ele vive num loop de vida enorme, mas mesmo assim ele consegue viver a vida em toda a sua essência.
Um livro pra ser lido numa sentada. Pra ler uma vez só. Nem por isso um livro ruim. Mas quando termina, parece que a magica acaba. Gostei da maneira como o livro acaba, mas fiquei desapontado com os clichês apresentados. Uma sucessão de clichês reunidos num livro. Isso é ruim? Não necessariamente. Mas faz mais sentido o que disse no começo que é um livro pra se ler só uma vez.
Escrita cativante, rápida e pessoal. Gostei das viagens sobre existencialismo, depressão, relacionamentos e o simples fato de viver. Um ótimo livro sem dúvidas
Eu curto bastante a intenção dos beats, de fazer um romance descompromissado, que fale a nossa língua, informal, despojada (afinal, a gente tá lendo por diversão, caralho!). Tem um valor enorme nisso, essa coisa de diminuir o valor dos grandes momentos como o clímax e o desfecho, e melhorar um pouco as horas chatas, como o começo e o desenrolar. Mas justamente por essa falta de objetivos, os beats não conseguem prender a minha leitura. Acho que é o costume com as leituras tradicionais (talvez não seja), mas sinto falta de acontecimentos, de tramas e tal. Agora sobre o GO... A trilha sonora é sensacional. E algumas das filosofias do ...(como é mesmo o nome do cara?) Fahrenheit são tão sensacionais quanto o gosto musical dele.
Deveria ser 3,5 na verdade (ou 3,75 :p). Tem tramas que passam muito rápido, a Ginger podia ser menos manic pixie dream girl (talvez por causa da narração em 1a pessoa). O desenvolvimento do protagonista é bem feito, e fiquei até 2 da manhã de ontem lendo o livro, então é uma leitura que envolve. Recomendo