Henrique Maximiano Coelho Netto (Caxias, 21 de fevereiro de 1864 — Rio de Janeiro, 28 de novembro de 1934) foi um escritor (cronista, folclorista, romancista, crítico e teatrólogo), político e professor brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras onde foi o fundador da Cadeira número 2.[1]
Foi considerado o "Príncipe dos Prosadores Brasileiros", numa votação realizada em 1928 pela revista O Malho.[1] Apesar disto, foi consideravelmente combatido pelos modernistas, sendo pouco lido desde então, em verdadeiro ostracismo intelectual e literário.[2]
Nunca tinha ouvido falar de Coelho Netto antes, um escritor que já foi um dos mais lidos no Brasil e, a bem da verdade, comprei o livro porque pensei que este fosse português (que afinal é, nasceu em Caxias, e foi para o Brasil com os pais, aos seis anos de idade). Comprei igualmente este livro, como tantos outros, nas instituições de caridade animal, pela antiguidade da edição: Livraria Chardron, 1924. E em boa hora o fiz, pois fiquei a conhecer um dos maiores vultos do realismo que a língua portuguesa tem, com o atractivo da vivência tropical: selva, sanzala, sertão, e o ruiquíssimo folclore brasileiro, que confere às cinco novelas reunidas no "Treva", um travo quase gótico. Quero também, de alguma forma, fazer aqui a apologia de Coelho Netto, que foi bastante criticado pelos seus pares, de onde se destaca o eminente Lima Barreto, por se não envolver na questão social com a sua literatura; ora a arte, digo eu, não tem que se misturar com nada, para o ser.