Um mergulho nas profundezas da mente de uma mulher na menopausa. Instigada a escrever a partir dos sintomas no corpo, a protagonista nada nas camadas de suas próprias memórias, se conecta com suas raízes femininas, revisitando segredos e desfazendo os nós que tecem a sua própria identidade. Confrontando traumas, amores perdidos e desafios pessoais, ela se depara com as "pequenas mortezinhas" que permearam sua vida, simbolizando as transformações inevitáveis do ciclo feminino. Uma obra que aborda questões universais por meio da perspectiva singular de uma mulher em transição. Este romance oferece uma visão poderosa sobre a força interior que pode ser encontrada no caminho para a autodescoberta e na busca pela própria verdade.
um romance que nem parece ficção: a preocupação da autora é conectar o leitor com o tema, não com os personagens; e sem pesquisar nada sobre tenho a forte impressão de que se trata de relatos da sua própria vida. ainda assim, teria dado três estrelas pela escrita sólida e aprumada se duas coisas não tivessem brecado esse "mergulho nas profundezas da mente de uma mulher na menopausa" pra mim. em primeiro lugar, a conclusão inverossímil, pois dificilmente alguém escolheria sofrer sintomas tão fortes da menopausa a fim de "descobrir a utilidade de uma mulher velha". toda mulher velha prefere dormir a qualquer outra coisa. toda mulher velha pobre pelo menos. o que nos leva à minha dificuldade de levar a sério a sina de mulher branca classe média dona de casa da protagonista. quer dizer que agora os filhos pelos quais você teve plenas condições de abandonar a própria carreira conseguem se vestir sozinhos e até bater a porta na sua cara? heartbreaking. sem querer desmerecer nossos white girl problems de cada dia, mas o tom da narradora desde o início me fez esperar algo além disso. se era pra contar mortes, a avó dela tinha muito mais enterros no currículo.
Livro de leitura fluída, gostosa e instigante. Fui do começo ao fim em uma só tacada com as lágrimas escorrendo, em muitas partes revivendo algumas das minhas próprias “mortezinhas” e renascimentos. Super recomendo!
Superar e ressignificar perdas é o percurso exigido aos que entregam os segundos de sua existência a caminhos por vezes conhecidos e outros inesperados da vida. Na perspectiva feminina, há também fragmentos remoídos, trazendo lembranças do que foi, do que poderia ter sido e do que ruiu ou sequer se concretizou. O sangrar das emoções cotidianas, extraordinárias ou hormonais deflagra uma narrativa singela de altos e baixos, da mulher que busca plenitude em cada fase e que luta intensamente por si. Uma leitura tocante e super recomendada.
Ler Pequenas Mortezinhas, é como passar os dedos na nossa fita dupla de DNA, sentindo as tramas parecer, projetar imagens irmãs, e deslizar pelo sinuoso caminho do nosso XX. A leitura é como se encontrar pelo caminho, se reconhecer, ser observador do próprio caminho. É ler da autora, a história que será e foi nossa, dela; minha, tua.
Um livro tocante e envolvente. A autora costura com maestria eventos do passado com o momento presente que vive, de autodescoberta e de transformações físicas e emocionais, a partir de traumas, memórias e das sensações associadas à menopausa. Uma abordagem delicada, sensível e única das transformações pelas quais qualquer mulher passa. Me identifiquei e emocionei em vários momentos da leitura.