(2⭐️) Aiai, que tarefa difícil avaliar esse livro. Por um lado, a escrita é bem fluída e dinâmica, é relativamente fácil de se inteirar na história e se interessar pelo desenrolar dos eventos, os personagens são divertidos e a trama é relativamente bem estruturada. Mas, ainda assim, existem alguns problemas gritantes que me deixaram minha experiência levemente mais tortuosa.
Para começar, apesar da escrita ser relativamente fluída, ela tem uma baita energia de fanfic do wattpad escrita por uma garota de 13 anos, que nesse caso, é obviamente uma millenial. Dá pra notar desde o primeiro segundo, especialmente pela incessantes referências à Harry Potter (parece que eles nunca superaram). Na verdade, existem muitas refêrencias de todo o universo nerd no livrom, o que até poderia me conquistar, mas são aquelas refêrencias basicas pra cacete de alguém que pesquisou sobre as coisas durante 5 segundos na wikipedia. É sério que o melhor xingamento que ela conseguiu pensar sobre Senhor dos Anéis foi sobre o anel? Uou, revolucionário! Além do que elas são muito mal colocadas e só ficam estranhas e não realistas dentro do texto.
Aliás, isso me lembra de outra coisa. A Nina não é chata, mas ela é claramente o reflexo de quirky girl de 2010 que os millenials tinham como ideal de personalidade. É sério, ela leva muito a serio a expressão “nossa, ela é tão doidinhaaa”, que chega a ser insuportável. Tipo, parece que ela não sabe agir que nem a merda de um adulto pra variar, nem quando faz sentido para o roteiro.
Sem contar as milhões de expressões de doer o cérebro que eu tive que ler repetidas vezes, como “bruxinha” “meu lorde do inverno”, e bla bla bla. Olha, nada contra você querer criar uma adaptação moderna de Perséfone e Hades (porque é claramente o que isso aqui é), mas faz bem feito. Alías, “BABY”??? É SÉRIO"?? Eu até perdoaria se a autora fosse gringa e tivesse sido algum tipo de tradução mal feita, mas não, a autora é brasileira, então existem ZERO desculpas para me colocar a droga de um BABY em um texto em português como a coisa mais normal de todas! Pelo amor!
Além disso, os diálogos são muito fracos e se resumem a propósito expositivo. Além do fato de que metade das coisas faladas nunca seriam ditas por um pessoa na vida real, também não faz o menos sentido o Elyan, que tem um bloqueio emcional e uma puta dificuldade em se abrir com os outros, abrir o jogo sobre TODOS seus problemas de família para uma semi conhecida nas primeiras 100 páginas, não importa que ele já tinha visto ela no lago e beijado ela na balada, não condiz com a jornada dela. E aquele casamento de conveniência foi a coisa mais patética que eu já vi, nenhuma merda de corte levaria essa relação à sério, especialmente se fizessem uma investigação do caso, foi só por convêniencia de roteiro, mas a autora não conseguiu encaixar as peçãs de maneira convincente.
Por fim, eu achei um péssimo timing a primeira cena íntima deles, p*rra, a Nina tinha acabado de sofrer uma tentativa de est*pro, e ela achou de bom tom colocar só dois capítulos pra frente o primeiro envolvimento deles? No mesmo dia? Qualquer garota estaria claramente abalada e em choque, e a Nina ESTAVA, não é nem um pouco condizente colocar ela e o Elyan juntos se envolvendo na mesma noite, teria zero clima.