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Portugal: Ascensão e Queda – Ideias e Políticas de uma Nação Singular

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Na Contracapa

O império português desapareceu há quarenta anos, fragmentado em partes, povos e comunidades que começaram então, também no sofrimento, na incerteza e na esperança, a sua vida na História. Século e meio antes, outra parte desse império tinha-se separado, com a independência do Brasil, essa mais pacífica, feita sem a comunidade internacional.

É a História acontecida, sancionada pela justiça dos factos. No mundo presente, a decadência da Europa e do Ocidente é também um facto. [...] Agora, outros continentes, outros povos, outras áreas estão a tomar as chaves e as rédeas do futuro. A maioria dos povos lusófonos estão nestas áreas e são agora, como nós fomos: povos jovens, unidos, com a fé, a vontade e a força de fazerem coisas no mundo. E alguns têm os trunfos e os meios para os desafios que aí vêm. O lugar dos portugueses que não se resignam à mediocridade mansa ou ressentida de tributários do Centro Europeu, pode também ser ao lado desses povos, erguendo a partir de um passado unido, sofrido, dividido, uma convergência futura.

Na Aba da Contracapa

Nesta Terceira República, ao fim de quarenta anos de regime democrático, a independência nacional, conquistada pelo Rei-Fundador, resgatada pelo Condestável, reconquistada a 1 de Dezembro de 1640, mantida contra os invasores franceses, defendida nas grandes crises do final do século XIX e nas guerras mundiais do século XX, está outra vez em risco. As forças que agora nos ameaçam não são já os exércitos espanhóis ou franceses na fronteira terrestre, ou uma esquadra inglesa à boca do Tejo: são a ruína financeira, o endividamento crónico, o empobrecimento das empresas e das pessoas, as desastrosas consequências do credo dos que nós têm governado — uma amálgama de ideias vagas sobre a natureza da sociedade e dos homens.

Na Aba da Capa

Jaime Nogueira Pinto nasceu no Porto em 1946, licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa e é doutorado pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas.
Foi director do jornal O Século, administrador da Bertrand e é actualmente accionista e administrador de empresas na ´área da consultoria estratégica e da segurança privada. Colabora regularmente na imprensa portuguesa e tem escrito sobre temas de Ciência Política e História Contemporânea.
Entre os títulos publicados contam-se Portugal – Os Anos do Fim, Introdução à Politica, O Fim do Estado Novo e as Origens do 25 de Abril, A Direita e as Direitas, António Salazar – O Outro Retrato, Jogos Africanos, Nuno Álvares Pereira e Nobre Povo – Os Anos da Republica.
O seu primeiro romance, Novembro, saiu em 2012 e em 2013 publicou Ideologia e Razão de Estado – Uma História do Poder.

320 pages, Paperback

First published December 1, 2013

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About the author

Jaime Nogueira Pinto

39 books83 followers
JAIME NOGUEIRA PINTO é licenciado em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa e doutorado em Ciências Sociais pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica, onde lecciona cadeiras nas áreas das Ciências Políticas e das Relações Internacionais. Foi também professor na UCP e na Universidade Lusíada e conferencista no IDN, no IAEM, na Academia da Força Aérea e no Instituto Superior de Ensino Militar de Angola. É Presidente do Conselho de Administração da Fundação Luso-Africana para a Cultura e membro da direcção de várias associações ligadas à cooperação internacional na área euroamericana e do Mahgreb. É também membro de várias Fundações e Associações Políticas internacionais, como a Heritage Foundation (Washington DC) e o IEP. Publicou várias obras sobre História contemporânea portuguesa, (O Fim do Estado Novo e as Origens do 25 de Abril, A Direita e as Direitas, Introdução à Política). Foi administrador da Bertrand, S.A., director d’O Século e colaborador regular de orgãos da imprensa, rádio e televisão. Profissionalmente é administrador e accionista de empresas na área de business intelligence e aconselhamento estratégico, bem como de segurança privada.

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Displaying 1 - 5 of 5 reviews
Profile Image for Rui Pedro.
2 reviews
February 7, 2014
Abordagem intessante da nossa história e que nos ajuda a perceber porque somos Portugueses.
3 reviews
May 6, 2019
Jaime Nogueira Pinto na penumbra da atual III República saída de 25 de Abril de 1974 reflete sobre Portugal e a sua singularidade: como é possível Portugal continuar independente apesar da constante pressão Iberista do nosso poderoso vizinho, a Espanha? É uma viagem por uma História de séculos, de altos e baixos, de grandes portugueses, de Reconquistas, Impérios, Guerras Mundiais e Colónias. E ainda cá estamos, muito provavelmente a viver o último capítulo desta História. Jaime Nogueira Pinto não dá soluções, este é um livro de análise e interpretação da História segundo a sua visão nacionalista conservadora, ainda esperançada que este projeto civilizacional chamado Portugal continue. Interessante e importante.
Profile Image for Álvaro Athayde.
80 reviews10 followers
December 28, 2013
OBRIGATÓRIO LER

Catorze capítulos.
Os treze primeiros são sobre História e Geopolítica de Portugal – uma revisão à vol d'oiseau.
O último é sobre Política – um Libelo e um Manifesto.
I. Ascensão e Queda
II. Da Fundação à Primeira Crise
III. Os Caminhos do Mar Oriente
IV. Maquiavel em Portugal
V. Sebastianismo: Derrota, Sujeição e Mito
VI. O Déspota Lusitano
VII. Portugal e a Revolução
VIII. A Partilha de África
IX. A República Jacobina
X. A República Autoritária
XI. Portugal na Guerra de Espanha
XII. Orgulhosamente Neutros
XIII. Um Império Contra as Nações Unidas
XIV. Da última Revolução à Última Crise
No capítulo II, que cobre o período que vai da Fundação, início do século XII, a Dom João I, fim do século XIV, dois séculos e meio, considera Jaime Nogueira Pinto ter sido Portugal, desde a sua origem, um Reino Europeu (tal como o teriam sido Leão, Castela, Aragão, a França, a Inglaterra, o Sacro-Império, etc.), concepção de que discordo pois considero ter sido Portugal, originalmente, um Reino Hispânico (juntamente Leão, Castela, Aragão, os restantes Reinos de Taifa e os Reinos e Impérios da Tingitânia).

Em minha opinião o pequeno episódio do qual acabou por decorrer a criação do Reino de Portugal ocorreu em Toledo, em 25 de Outubro 1087, quando o Arcebispo Bernardo de Cluny, em cooperação com a Rainha Constança de Borgonha, enviou um contingente armado para tomar a mesquita pela força, rompendo o Pacto que o Rei Afonso VI de Leão, Galiza e Castela tinha feito com os muçulmanos de Toledo e desautorizando Sisnando Davides de Coimbra, o então Governador da Cidade.

Este episódio, e outros que se lhe seguiram, separaram os apoiantes do cristianismo galo-romano-germânico dos apoiantes do cristianismo hispânico, criando uma cisão que não mais fechou, e levando os segundos a refugiarem-se nos Condados de Coimbra e de Portugal, a criarem o Reino de Portugal e a aliarem-se às Ordens de Cister e do Templo para se defenderem da Ordem de Cluny. E isto significa, portanto, que a posição defensiva de Portugal face a Castela e às concepções galo-romano-germânicas (actualmente ditas de europeias…) não é do tempo da crise de 1383-1385, é de sempre.

Esta interpretação, que no meu entender explica uma série de originalidades de outra forma inexplicáveis, leva-me a discordar de muitas das leituras de Jaime Nogueira Pinto, embora concorde com muitas outras:
Concordo, por exemplo, com a ideia de que a Expansão Ultramarina foi uma manobra defensiva, o que acarretou que os Impérios de Portugal tivessem características muitos diferentes dos de Castela, Países Baixos, Inglaterra, Rússia, França, e Alemanha.
Mas já discordo da ideia de que o Império, as Colónias, o Ultramar, eram o Património de um País que teria permanecido sendo Europeu. O Portugal Restaurado, o Portugal posterior a 1640, é muito evidentemente um País Sul-Americano com Províncias na Europa, em África e no Oriente e, por isso, quando o Príncipe Dom João recua a Capital de Lisboa para o Rio de Janeiro não está a abandonar o Reino.
Esta última questão, a questão de saber se Portugal era um Estado Europeu com Colónias (Ultramar) ou um Estado Africano com uma Província na Europa voltou a pôr-se aquando da Revisão Constitucional de 1972, tendo a primeira posição sido defendida por Marcello José das Neves Alves Caetano e a segunda por Fernando Pacheco de Amorim.
Profile Image for André Rocha.
3 reviews1 follower
August 7, 2015
Na generalidade muito bom. Uma síntese interessante sobre a história de Portugal do ponto de vista político centrada na época contemporânea, sem esquecer de abordar todas as restantes épocas históricas . Leitura fácil e fluída e uma última parte absolutamente incrível que peca por ser demasiado curta.
Profile Image for Dom Nuno.
201 reviews6 followers
January 13, 2023
A cultura e conhecimento do autor são inegáveis e o seu raciocínio - mesmo quando não se concorda - é lógico e coerente.
Jaime Nogueira Pinto analisa os pontos principais da história de Portugal, aplicando a sua argúcia ao seu conhecimento.
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