Melhores trechos: "...Felizmente, a maioria de nós nunca terá de passar por uma experiência tão violenta em termos de falhas do cérebro, mas, de muitas maneiras sutis, nossas percepções são influenciadas por expectativas nada saudáveis, todos os dias de nossa vida, para o bem ou para o mal. Podemos descrevê-las como microilusões – pequenos desvios na percepção que confirmam e ampliam o que já estamos sentindo... As simulações que o cérebro faz do mundo ao seu redor geralmente estão certas, mas vez por outra erram – e o humilde conhecimento desse fato pode ajudar você a reconhecer as ilusões quando elas ocorrerem... Um dos médicos mais bem-sucedidos que já conheci asseguroume que ao longo de sua carreira usou mais pílulas de pão, gotas de água colorida e pós de cinzas de nogueira do que todos os outros remédios juntos. A trapaça pode ter parecido moralmente duvidosa, mas era preferível a prescrever uma enxurrada de substâncias potencialmente tóxicas que não proporcionavam nenhuma melhora para o paciente... Você pode tentar se lembrar de algumas frases tranquilizadoras, a exemplo de 'A minha dor está no meu cérebro' e 'As sensações são reais, mas temporárias', que são capazes de neutralizar ansiedades mais gerais e enfatizam o poder da capacidade do cérebro de ocasionar seu próprio alívio... Os médicos de hoje costumam falar sobre o período de saúde (os anos que a pessoa vive sem debilidade ou doença grave) em oposição ao tempo de vida – a ideia é que viver uma vida boa, sem enfermidades, é o verdadeiro objetivo, em vez de simplesmente estender o número de anos que a pessoa sobrevive. Porém, ao aumentarmos nossas expectativas em relação ao processo de envelhecimento, temos a espantosa possibilidade de acrescentar anos a ambos. Não é de admirar que os cientistas tenham investigado as melhores maneiras de aplicar essa pesquisa em larga escala..."