Ngunga ist dreizehn - kein Kind mehr, aber auch noch kein Mann. Er hat noch nie ene Schule gesehen, und oft knurrt ihm der Magen. Denn er lebt in Angola, einem land, das damals noch um seine Freiheit kämpfte. Ngungas Eltern sind tot, und sein Freund Nossa Luta muß an die Front. Bei wem soll der Junge nun wohnen? Der alte Kafuxi nimmt ihn auf, und Ngunga arbeitet auf seinen Feldern. Aber Kafuxi ist böse und geizig, er versteckt sein Essen vor den Guerillas. Ngunga beschämt ihn, dann geht er weg. Lange durchstreift der die Wälder. Manchmal findet er Früchte oder Honig, manchmal kommt er in ein Dorf. Doch Ngunga mag nicht bleiben. Er will herausfinden, ob die Menschen überall gleich sind und nur an sich denken.
Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos is a major Angolan writer of fiction. He writes under the name Pepetela.
A white Angolan, Pepetela fought as a member of the MPLA in the long guerrilla war for Angola's independence. Much of his writing deals with Angola's political history in the 20th century. Mayombe, for example, is a novel that portrays the lives of a group of MPLA guerrillas who are involved in the anti-colonial struggle, Yaka follows the lives of members of a white settler family in the coastal town of Benguela, and A Geração da Utopia reveals the disillusionment of young Angolans during the post-independence period. Pepetela has also written about Angola's earlier history in A Gloriosa Família and Lueji, and has expanded into satire with his series of Jaime Bunda novels. His most recent works include Predadores, a scathing critique of Angola's ruling classes, O Quase Fim do Mundo, a post-apocalyptic allegory, and O Planalto e a Estepe, a look at Angola's history and connections with other former communist nations. Pepetela won the Camões Prize, the world's highest honour for Lusophone literature, in 1997. Pepetela is a Kimbundu word that means "eyelash," as does "pestana" in Portuguese. The author received this nickname during his time fighting with the MPLA.
Ngunga é sinónimo de inconformismo, inteligência, coragem e esperança. É uma história de contornos reais, passada de boca em boca até um escritor que é uma referência incontornável para a compreensão da história e cultura angolanas.
Escolhi esta obra para fazer um trabalho da faculdade e realmente a achei muito boa. É o primeiro contato que tenho com Pepetela, autor já de sobra conhecido, mas que eu ainda não tinha experimentado em primeira pessoa. Conta uma história simples, quase como uma odisseia africana para crianças e jovens, em que um rapaz de 13 anos, Ngunga, inconformista com a situação da sua nação e de si próprio, percorre-a e percorre-se à procura de encontrar seu lugar. Ngunga é do mundo, é da África, é da natureza, pelo que o nomadismo é condição inerente à sua existência. Enfim, a visão de Pepetela é linda, pedagógica, militante e vital para tempos em que a apatia pode designar ao futuro uma catástrofe epistemológica irreversível.
Romance de Pepetela que narra a história de Ngunga, órfão angolano de 13 anos, cujos pais foram assassinados pelos colonialistas e mortos, . A sua pequena irmã foi apanhada e levada para o posto. Ngunga viaja sozinho, desiludido com o egoísmo dos homens adultos que só pensam em si!! Sem família e conta apenas com poucos amigos que se preocupam com seu bem estar. Narra ainda o conflito que o personagem enfrenta, provocando uma crítica reflexiva acerca da temática: estudar ou lutar?, qual das duas opções pode levar à libertação?
Ngunga é um Miudo de carácter determinado, recto, que segue o percurso de outros pioneiros . Seu país está em guerra há vários movimentos pró-libertação contra os colonizadores. Acaba se envolvendo com os Guerreiros e faz- se Homem. Descreve tambem os percursos pelo interior do país dando a imagem dos ideais políticos do movimento, focando também as tradições de Angola que o autor retrata e critica, como no exemplo da jovem wassamba, que se apaixona por Ngunga num amor impossível,porque Wassamba era uma das mulheres do Soba, já que esta foi comprada à sua família através da ancestral prática do alambamento.
Pepetela mergulha também na descrição da geografia, da fauna e da flora do país, as cores dos pássaros e as árvores à sombra das quais o professor dava as aulas, são descritas com pormenor. Escrito durante a guerrilha o livro trás a carga da intenção de vir a ser usado no ensino, como foi, quer nas aulas ministradas pela própria guerrilha, e que a obra descreve, quer no ensino oficial em Angola, depois da independência. Conclusão :: Sobre o Autor !! tbem Resumo !! A literatura não possui apenas uma função: estética, muitas vezes contam bem mais que uma história. Falamos de uma literatura como As Aventuras de Ngunga (1968)que possui uma missão: a de conscientizar o povo angolano. Como se fosse um folhetim de guerrilha, O angolano Pepetela construiu um livro que resgata memórias e ensina novos valores, projetando uma nova Angola, livre docolonizador, convocando a consciência e a força de seu povo às armas. Esta literatura que possui uma missão pode ser chamada de literatura engajada, com umobjetivo e público específicos, no intuito de educar seus leitores. Pepetela é um ótimo exemplo desta literatura uma vez que também agiu como guerrilheiro doMovimento Pela Libertação de Angola (MPLA), que finalmente ascendeu ao governoem 1975 colocando fim à colonização portuguesa.
Escrita Por : Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, conhecido pelo pseudónimo de Pepetela, (Benguela, 29 de Outubro de 1941 é um escritor angolano.
By ; Aljezur Tomaz Manuel Anacleto Feat Celmi manuel Teixeira IVo
Romance de Pepetela que narra a história de Ngunga, órfão angolano de 13 anos, cujos pais foram assassinados pelos coloniais. Vive sozinho, sem família e conta apenas com poucos amigos que se preocupam com seu bem estar. Narra ainda o conflito que o personagem enfrenta, provocando uma crítica reflexiva acerca da temática: estudar ou lutar?, qual das duas opções pode levar à libertação?
Seu país está em guerrilha há vários movimentos pró-libertação contra os colonizadores portugueses, abordando temas como o processo de conscientização do povo angolano, o preconceito racial, a violência, a coisificação do negro pelo branco e o sentimento de inferioridade que o colonizador incutiu no colonizado.
A obra foi escrita durante o processo de descolonização angolana, sendo uma representação do mesmo. Ngunga é uma alegoria da população de Angola, subjugada pelos portugueses, retratando os problemas sociais e culturais dessa época conflituosa e as dificuldades que a população angolona enfrentou. No fim, Ngunga deve fazer a escolha entre juntar-se à guerrilha ou dedicar-se ao estudo.
Ngunga é um orfão angolano de 13 anos. Os pais foram surpreendidos pelo inimigo, os tugas colonialistas, enquanto andavam nas lavras e foram mortos. A sua pequena irmã foi apanhada e levada para o posto. Ngunga viaja sozinho, desiludido com o egoísmo dos homens adultos que só pensam em si. Ngunga só quer passear, admirar as árvores, os pássaros, mas numa Angola atingida pela guerra, Ngunga acaba por envolver-se com os guerrilheiros.
Lê-se muito rápido. Apesar das aventuras serem contadas na terceira pessoa, todo o relato e todo o cenário de guerra parecem envolvidos por uma certa ingenuidade, dando ideia que o próprio narrador será uma criança de 13 anos. Soube mais tarde que o romance foi escrito com a intenção de servir de livro de texto na alfabetização dos intervenientes e apoiantes da guerrilha.
Written in Portuguese but a fairly easy read for learners. A tale of an orphan in Angola during the civil war. A fun book and fun narrating that I wish didn't have to end.
É um pequeno conto que conta a vida de Ngunga em situação de guerra, onde ele é um jovem guerrilheiro do MPLA.
Ngunga nunca teve muita família e só algumas pessoas lhe eram bem apreciadas. Ngunga desprezava os homens mentirosos e gananciosos e também aqueles que aceitavam ser escravos do homem branco. Era necessário lutar pelo que lhe pertence. Só confiava no professor e na educação que este lhe dava, coisa que ele achava bastante poderosa e que pode mudar o mundo.
Ele aprende a pensar por ele e a tomar certas decisões importantes, sempre consciente da mudança que isso implica.
Gostei imenso do pequeno Ngunga. Alguém pequeno em idade mas grande nas suas atitudes, reflexões e questões. E apesar de (durante a leitura) me sentir uma leitora feliz ao ler e sentir que enriquecia com tal leitura, no final acabei com um certo amargo de boca. Talvez esteja a tornar-me um ser humano desconfiado do seu congénere. Mas a dado momento, nas últimas páginas, o que lia soava-me a panfleto anti-tuga. Um livro a reler e verificar se o que senti se mantém.
no me gusto la escritura, era todo muy apresurado, sin descripciones, como agarrar una tijera y dar tijeretazos ciegamente al texto. Pero sí aprendes algo sobre las cosas que pasaban en esa epoca, el autoy se toma el tiempo para educarte un poco sibre la cultura y la historia. el final fue conmovedor por lo que le subi media estrella.
Gostei muito de seguir Ngunga e de ler sobre a guerra da libertação de Angola, do ponto de vista dos angolanos. A perspetiva infantil torna a leitura fluída e cativante. E, apesar da violência inata ao tema, parece-me uma boa obra para discutir com jovens que estudam a língua portuguesa e querem saber mais sobre a cultura dos seus falantes. Vou ler mais Pepetela.
Grande livro, voltei a lê-lo mais uma vez e relembrar as estórias do menino Ngunga, o guerrilheiro conforme ilustrava os livros da primária e com o slogan “Estudar é um dever revolucionário” ao autor tenho de dar o mérito foi meu professor na Universidade Agostinho Neto.
"Não serás, afinal, tu? Não será numa parte desconhecida de ti próprio que se esconde modestamente o pequeno Ngunga? Ou talvez Ngunga tivesse um poder misterioso e esteja agora em todos nós (...) Se Ngunga esta em todos nós, que esperamos então para o fazer crescer?" ... Que dizer sobre este pequeno livro? ADOREI! Do inicio ao fim, adorei cada bocadinho desta pequena pérola, devorada em apenas algumas horas! O pequeno Ngunga é nos apresentado como "apenas" um órfão de 13 anos, no entanto, Ngunga percebe de forma extraordinária o mundo à sua volta - a guerra com os colonialistas, o mundo dos patrões e dos criados, os G.E. (que para ele não passam de animais domésticos), os costumes cruéis (defendidos pelos velhos e perpetuados pelos novos, a quem falta a coragem para os destruir), a opressão, a exploração (que existe até mesmo dentro do Movimento), o próprio homem (classificado por Ngunga como mau e invejoso). A história de Ngunga é uma denúncia à corrupção, à sede de poder, à ganância instalada no seio dos próprios angolanos, mostrando que a construção do próprio país não implica apenas a luta contra o colonizador, mas também um combate interno às mentalidades. Ngunga cresce e muda ao longo da obra através das suas viagens, das suas perdas e das pessoas que vai conhecendo e com as quais vai interagindo, ao ponto de no final da obra já não se considerar o mesmo ("Mudei muito agora, sinto que já não sou o mesmo."). Como o narrador nos diz "Um homem tinha nascido dentro do pequeno Ngunga." Ngunga é o espírito que tem como meta despertar o guerrilheiro. Como vimos na obra, ele está presente em todos que se recusam a aceitar os grilhões do colonialismo; ele configura em si o próprio resultado da luta de libertação.
Portuguese review: Este é o primeiro livro que eu li completamente em português, depois de começar a aprender português brasileiro, a partir de setembro 2024. O livro foi escrito em português angolano, e foi uma forma de conhecer a língua da minha terra natal. O livro é escrito para uma audiência mais jovem. Acho que eu entendi pelo menos 60% da história.
A história se passa na Angola pré-independente, quando o jovem movimento de libertação, o MPLA, ainda lutava contra os colonialistas portugueses. O personagem principal é Ngunga, um adolescente, órfão, cujas experiências ao longo da história simbolizam o amadurecimento de uma jovem nação lutando pela independência. É através da experiência de Ngunga que o autor nos mostra a contradição entre as condições atrasadas e as aspirações progressistas da nação.
English review: This is the first book I have read completely in Portuguese, after starting to learn Brazilian Portuguese, starting in September 2024. The book was written in Angolan Portuguese, and it was a way for me to get to know the language of my fatherland. The book is written for a younger audience. I think I understood at least 60% of the story. The story takes place in pre-independent Angola, when the young liberation movement, the MPLA, was still fighting against the Portuguese colonialists. The main character is Ngunga, a teenager, orphant, whose experiences throughout the story symbolizes the maturation of a young nation fighting for independence. It is through Ndunga’s experience that the author shows us the contradiction between the backward conditions and the progressive aspirations of the nation.