Obra vencedora da 2ª edição do Prêmio Geek de Literatura, na categoria Quadrinhos, e indicada ao 33º Troféu HQmix, nas categorias publicação independente de edição única e novo talento roteirista.
Esta é uma obra de ficção, a realidade é bem pior...
O Monstro Debaixo da Minha Cama acompanha a trágica infância de Lucy, uma garota solitária que, dia após dia, precisa suportar os abusos do próprio pai e a omissão da mãe. Pouco a pouco, o comportamento dela começa a mudar, exibindo sinais preocupantes de crueldade. Mas o que se esconde por trás desse desvio de conduta é um conflito interno com a inocência causado pelo trauma, que distorce a realidade e faz com que a garota se perca em um mundo de fantasia, no qual seus brinquedos têm vida e todos os homens, incluindo seus colegas de escola, são monstros de histórias em quadrinhos.
Lançada originalmente em 2020, apenas em versão digital, a HQ rapidamente chamou a atenção do público e foi indicada a duas categorias do 33º Troféu HQMix e, pouco depois, congratulada com o 2º Prêmio Geek, promovido pela Amazon e pela editora Pipoca & Nanquim, que agora a lança em uma versão impressa caprichada.
Esta edição tem 100 páginas coloridas em tons vermelhos, impressas em papel pólen de alta gramatura e capa dura com verniz localizado.
a hq é esteticamente MUITO linda! infelizmente, trata de alguns assuntos beeem pesados, tem muitos gatilhos e, mesmo sem ser explícita sobre tudo, algumas cenas são muito chocantes, mas tenham muito cuidado ao ler!
Caraca! HQ curtinha cheia de gatilhos sobre abuso sexual e violência doméstica. O final me surpreendeu e vou confessar, foi pesado mas ao mesmo tempo satisfatório.
I've been around long enough to know that monsters do exist. They came in all shapes and sizes but most of the time they just look human. Some monsters can be very beautiful on the outside but rotten on the inside.
This is a difficult topic but it's one that needs awareness and this graphic novel makes a great job towards that goal.
A Father should be their child's biggest superhero. A guardian. A protector. It should be the last person in the world to intentionally harm their children. Unfortunately, we all know that sometimes that is not the case because the world is full of cowards that have no sense of honor or integrity.
A difficult topic, indeed. Their will be parts that will make your stomach turn. You'll feel sorry for Lucy but she is the heroine of a story that is spreading awareness for anyone that goes through the same things that she is.
A must read and a great work by Luckas Lohanathan.
A arte é linda, mas a história é bem pesada retratando o abuso e violência que a protagonista e a mãe dela sofrem do pai/marido... Cuidado com os gatilhos (abuso sexual, violência doméstica, bullying)
não é pra ser bonito. não é pra ser uma leitura fácil. é horrível e repudioso, mas a vida real é muito pior. aconselho verificar os gatilhos e a classificação indicativa antes da leitura.
Depois da pancada que foi Como Pedra, que ganhou o Jabuti ano passado, eu queria ler mais gibis do paraibano de Mossoró radicado na Argentina. E na CCXP de 2024, que ele foi um dos convidados, tinha esse gibi lançado pela Pipoca & Nanquim, que foi lançado mais ou menos na mesma época do Como Pedra, mas esse daqui já havia sido publicado digitalmente de forma independente. E TAMBÉM é uma pancada. Ele conta a história de Lucy, uma garota introvertida e solitária que dia após dia precisa suportar os abusos físicos, psicológicos e sexuais do próprio pai e a omissão da mãe. Pouco a pouco o seu comportamento começa a mudar, ficar mais agressiva e cruel. Ela começa a se fechar em uma fantasia onde seus brinquedos ganham vida e todos os homens, incluindo seus colegas de escola, são monstros. O tema é extremamente pesado, mas o Luckas consegue retratar de forma sensível, e o posfácio que ele escreve mostra bem isso. Os desenhos aqui são mais elaborados que em Como Pedra, mas ele usa o mesmo recurso de usar rosa e vermelho em momentos pontuais, que ajudam a contar a história. É bastante impactante a forma como a Lucy se comporta e as tentativas de ficar segura, apesar da omissão da sua mãe. É um gibi triste, necessário, e extremamente atual, infelizmente. O Luckas está se mostrando um dos maiores talentos da sua geração e estou muito ansioso pra ler seu próximo trabalho.
Uma obra difícil de "ruminar", mas necessária. A abordagem densa em alguns quadros referenciando o temor de cada cenário, a ótica da criança em relação as pessoas que a cercam, nem todo monstro é aquele que maltrata, mas aquele que nega tais ações em sua visão, mais um ponto positivo no desenvolvimento de cada quadro da grafic novel.
Comecei lendo já sabendo do que se tratava, então não tive a "surpresa" conforme ia avançando às páginas. Por isso, é importante ler já sabendo dos gatilhos que a história têm: retrata a realidade de uma criança que sofre de abusos do próprio pai, onde ele (e homens num geral) são vistos como monstros aos olhos dela.
Apesar de saber o conteúdo, como mencionei, a forma como os quadrinhos contam a história me surpreenderam, porque eu não esperava que fosse contada da forma que foi: fria e cruel.
É uma leitura muito rápida, mas que conforme avança, vai pesando cada vez mais. Lucy se torna uma criança agressiva, com rendimento escolar baixo e praticamente sem amigos. As vozes na sua cabeça tomam forma em seus brinquedos, sendo essas, as únicas que lhe incentivam a se tornar a heroína da sua própria história.
Também é muito triste a forma como ela não consegue ter laços efetivos com a mãe, porque muito tempo se passou e ambas continuam no mesmo local, sofrendo as mesmas consequências. Lucy, já cansada de ouvir as mesmas promessas que nunca se cumpriam.
A história acaba de forma melancólica, onde você não sai feliz com o final, principalmente por se tratar de uma criança. Pra mim, acabou no momento certo, porque mostra que anos de abuso não são apagados da história de ninguém. Mesmo que se tente eliminar o abusador, essas cicatrizes existirão para sempre.
There's only one phrase of this that I really enjoyed: real life is worse. And it is. Dunno what's worse: the pseudo-american environment (which, I'm sorry. You're clearly Brazilian, as I am) or the way it's treats people that suffered abuse in their childhood/teen. It's VERY American movie high school, nothing similar to reality. Ok. Maybe the bullying. Overall, the environment is very americanized, which I would ask why. Abuse is VERY common in Brazil, specially physical abuse. Not sexual, just plan old beatings. I suffered it in my skin and the way he portraits abuse, sexual in this case, is disgusting. Not in the "it's disgusting because it's soooo true. It's just plain disgusting. No respect for people that passed through this. No, most of us don't simply want "revenge." We just want it to fucking STOP. I get it. It was probably researched, some psychology here and there, a few movies, yada yada yada... Sorry kiddo, way out of mark. It's WAY more brutal, a lot more shame, self deprecating, and WAY more usual tô end in suicide than "killing the bad guy". And the end? Where people try to hear, try to understand and help? Sorry. Noup. Like you said in the beginning: real life is way worse.
Kinda harsh, but dude, you stepped on my "wrong foot". Liked the art, but after this, hardly I'm going to give a try at other works.
Não sei se posso classificar esse livro… ainda estou em choque. Não sei por que, mas achei que seria uma história leve, sobre um “monstro” que na verdade era um amigo ou sei lá… não é nada disso. Isso é um livro de terror. Talvez um dos mais assustadores que já li na minha vida. E a pior parte está logo na primeira página: por mais terrível que seja a história, a realidade é muito pior. Se você ou alguém que você conhece passou por uma experiência semelhante, por favor, por favor procure ajuda. Você não está sozinha.
ALERTA DE GATILHO! Esse livro contém violência contra a mulher, violência infantil, violência animal, violência sexual, violência doméstica, TEPT, psicose, linguagem e imagens fortes.
Acompanha Lucy que foi e continua sendo vítima de violência sexual de seu pai. Com a violência, ela passa a ter um rendimento menor na escola, além de seu comportamento se torna atípico. Sua mãe sabe que a violência está acontecendo, mas não chega a fazer algo para impedir. Em meio a tanto, ela se perde em uma fantasia, em que seus brinquedos conversam com ela e tentam a ajudar. A ilustração é simples, mas potente. Mostra bem a perspectiva de uma menina que passou por tanto. A forma como a história se apresenta é envolvente, pois nos preocupamos com Lucy, mas também porque ela vai para caminhos inesperados.
O uso das cores é um grande diferencial nessa história. O rosa tanto como sombra quanto como destaque que alude a uma infância ainda presente mesmo que enfraquecida e os quadros em que o puro preto é deixado para fazer o contorno dos desenhos são exemplos disso. Me lembrou também das tendência germânicas do terror como nas angulações das cenas traumáticas. Definitivamente mostrando que não é necessário a "fotografia" desse tipo de acontecimento para marcar o quão brutal e inominável isso é. O modo como algumas das marquinhas nas páginas lembram digitais também me causou uma sensação muito forte. Muito bom.
A arte é bonita, aborda esses temas difíceis e horrorosos de uma maneira respeitosa. Mas,sei lá. É o tipo de história que conta algo terrível de uma maneira interessante mas que pra mim só fica vazio e sem sentido ver tanto sofrimento pra... nada? Pra choque? Pra revoltar? Pra mostrar que o mundo é ruim e cheio de "monstros"? Ta, mas e o que mais? Até a metáfora de transformar os homens em monstros é meio simplista demais.
É bem feito, mas não é pra mim.
(não se deve comparar obras, porque, né, cada um cada um, mas num tema semelhante de crianças criando fantasias pra superar traumas e lidar com dores impossíveis, Eu Mato Gigantes é beeeem melhor)
O traço dessa HQ é muito bem feito e esteticamente agradável, o que contrasta com o tema pesado e desumano que está sendo abordado. São utilizadas as cores branco, preto e rosa, este último trazendo um ar de infantilidade, de feminilidade, inocência, que acaba acentuando a gravidade da situação. É impossível não se revoltar, não sentir nojo e repulsa pelas situações que essa menina precisa enfrentar. Fica o aviso de gatilho!
Essa hq é do tipo que você precisa de um tempo pra respirar ao terminar de ler. Pesada, dolorida e impactante, O monstro debaixo da minha cama usa o traço e estética impecáveis pra falar sobre abuso. Apesar de curta, a hq consegue passar muito bem as dores, medo e angústia que cercam os abusos.
Lendo as primeiras páginas do quadrinho achei que realmente se tratasse de algum monstro debaixo da cama e isso de alguma forma ia ser um conto de leve de terror. Terror teve, mas o terror da realidade que é tão difícil e doloroso de ler e ao mesmo tempo eu não queria parar porque eu só queria saber se elas iam ter a liberdade que tanto mereciam.
Livro com muitos gatilhos: abuso sexual, psicológico e bullying. Eu não sabia o que esperar e confesso que não achei que terminaria fagulha maneira, de forma tão abrupta ainda que satisfatória. A arte é realmente bem interessante. Gostaria que a história tivesse mais desenvolvimento e, por isso, dei 3 estrelas. Leitura rápida, mas angustiante.
Eu terminei de ler essa HQ e eu tô simplesmente chocada. Fazia bastante tempo que não lia nada que descrevesse tamanha crueldade com tanta sensibilidade, li com um embrulho no estômago. Em pensar que essa é a realidade de tantas crianças, tantas famílias, nossa não dá pra descrever o que essa história causa na gente. Apenas leiam.
A arte dessa HQ é muito bonita, e eu gostei especialmente da escolha de cores. A história, porém, é bastante pesada e cheia de gatilhos. De toda forma, é um livro cuja leitura é muito importante, especialmente porque a realidade é bem pior, como diz o autor do livro.
O único ponto negativo para mim foi o final, que me pareceu um pouco abrupto e eu acho que poderia ter sido melhor trabalhado.
“Esta é uma obra de ficção, a realidade é bem pior”. SÓ DE COMEÇAR COM ESSA FRASE eu me arrepiei inteira,eu juro, a última imagem desta HQ me deixou uns 10 minutos perplexa! História cheia de gatilhos e extremamente pesada.
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nunca sei formular uma opinião sobre livros que tratem desse tipo de temática, mas a hq é rápida de se ler, a arte é bem bonita e significativa e senti que era essa a "avaliação certa" de acordo com a minha experiência de leitura.
A estética dessa HQ está lindíssima!!! Porém, tomem cuidado com os gatilhos (pesquisem antes). É uma HQ que traz assuntos pesados e bem tristes, que infelizmente são situações que acontecem diariamente com muitas pessoas 😢 E realmente, a realidade é bem pior que a ficção!
Caramba que HQ pesada! É uma história de uma menina que sofre abusos do pai. A menina tenta de várias maneiras fugir, mas nunca consegue. Durante a história vamos acompanhando a sua saga para tentar se livrar do abusador e ficar longe de toda aquela violência.
não gostei de jeito nenhum. acredito que a história tenha muita importância, entendi que é um tema sensível, mas eu não entendi nada do que aconteceu. foi tudo MUITO subjetivo, não entendi nada. as ilustrações são difíceis de entender também.
Na verdade, é difícil classificar. É com certeza o pior tema do mundo. E a nota é porque ele te prende por ser pesado demais. Eu demorei pra entender o que estava acontecendo e terminei em choque pelo que estava acontecendo. É horrível. E cumpre o que propõe em chocar...
Ai, é de partir o coração esse quadrinho. Você fica angustiado do início até o fim, especialmente ao pensar em quantas outras "Lucys" existem mundo afora passando a mesma situação.
Difícil demais... Escrevo essa avaliação praticamente derramando lágrimas.
é a HQ mais pesada que já li. fiquei tão angustiada que pensei em desistir... em vários momentos eu quase chorei com a dor e a indignação da lucy para com a mãe que prometia sempre e não cumpria nunca...
é uma história muito delicada e infelizmente pode ser gatilho para quem já sofreu/sofre abuso.