“— Em todos esses anos, Rodriguez, você foi minha derrota mais dolorosa. E eu tentei te superar. Tentei te esquecer. Mas parecia que eu não tinha um pedaço da minha alma.”
Gostaria de começar dizendo que chorei bastante lendo. Em partes porque eu estava emotiva, mas por outro, esse lance de pai conhecendo filho me deixa com o coração derretido e eu sempre choro não me perguntem o motivo, nunca vivi nada assim pra ficar desse jeito.
Enfim, desabafo passado vamos lá.
Foi meu primeiro contato com a escrita da autora e eu gostei muito. Ela escreve bem e foi super tranquilo ler.
O livro traz a história de duas pessoas que foram o amor da vida um do outro desde que se conheceram. Diana e Darius começaram o relacionamento na faculdade e foram o alicerce um do outro nesse tempo, mas como nada no mundo é perfeito eles tem desavenças, essas por sua vez são o suficiente para acabar o relacionamento.
Grávida e totalmente desamparada pelo pai de seu bebê que “o rejeitou”, Diana vai embora da faculdade sem olhar para trás e desaparece do mapa. Ela passa anos pensando o pior dele e ainda assim sendo obrigada a vê-lo pelas telas sempre, porque uma das coisas que ela mais temia e nem imaginava acontece: seu filho, sem nem saber que o cara é seu pai, é fã de carteirinha do jogador de hóquei o “Invicto”.
Por obra do destino, os caminhos dos três se cruzam e quando tudo se acerta eles caminham para ser a família feliz que deveriam ter sido desde sempre. Mesmo com obstáculos, no fim tudo dá certo e todo mundo sabe o final né?
Eu tenho críticas – mas eu acho que essas dizem mais sobre o meu caráter do que sobre a história.
Até mesmo no epílogo Diana deixa claro que não perdoou o Colton. E eu acho injusto. Não que eu ache certo o que ele fez, longe disso. Foi absurdo. Mas ainda assim, ele sempre esteve lá por ela, de verdade mesmo, até passando noites em claro cuidando do Ezra quando ele adoecia. Isso não anula o que ele fez, mas não muda que ele foi um bom amigo pra ela. E ele foi um bom amigo até mesmo com ela não querendo ver ele (quando deu aquele B.O. com o Darius).
Isso não diminui a gravidade do que ele fez, mas acho que vale reconhecer também o quanto ele esteve presente em outros momentos importantes.
Darius foi “bocó” – como diria Ez – e tudo poderia ter se resolvido com um diálogo. Ele disse coisas ruins e que magoaram a Diana e que não precisava de nada assim.
Mas eu adorei o final com a Di conquistando o que tanto quis, e principalmente: o diário pra Ciara.
Uma fofura! E o melhor foram as partes riscadas do que o Darius escrevia, juro muito bom.