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A vergonha é um sentimento revolucionário

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“A vergonha tem um destino duplo: um sombrio e frio que desfigura e conduz à resignação solitária; outro luminoso e incendiário que transfigura e anima a raiva coletiva.” O que significa sentir vergonha? Quais as suas diferentes expressões? O que fazer com esse sentimento e o que ele tem de revolucionário? Essas são algumas das perguntas-chave de A vergonha é um sentimento revolucionário, do filósofo francês Frédéric Gros, autor de Desobedecer (2018) e Caminhar: uma filosofia (2021).



Com referências a obras literárias, casos públicos e relatos pessoais, o filósofo traça um panorama ao mesmo tempo histórico e conceitual desse sentimento que produz sofrimento e pode culminar na destruição da honra de uma família, no assassinato em série ou na fundação da república romana. Gros expõe a dinâmica mortal da vergonha nas sociedades de honra medievais e sua transformação no seio da família vitoriana; repassa o sentido de aprendizagem que os filósofos clássicos lhe atribuem; investiga sua relação com a intimidade e a culpa por um viés psicanalítico; e expõe suas complexas expressões contemporâneas na era digital. Com menções a Annie Ernaux, James Baldwin, Sócrates, Primo Levi e Jean Genet, o filósofo propõe uma nova atitude diante da vergonha, uma saída do recrudescimento que paralisa o sujeito e uma virada em direção à partilha coletiva com potencial revolucionário.

176 pages, Paperback

Published September 1, 2023

14 people are currently reading
297 people want to read

About the author

Frédéric Gros

63 books147 followers
Frédéric Gros, né le 30 novembre 1965 à Saint-Cyr-l’École est un philosophe français, spécialiste de Michel Foucault. Il est professeur de pensée politique à l'Institut d'études politiques de Paris (Sciences Po)

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2 (1%)
Displaying 1 - 15 of 15 reviews
Profile Image for Adriana Scarpin.
1,740 reviews
September 3, 2023
O último livro do Circuito Ubu me fez esperar ansiosamente pelo meu interesse no tema é não me decepcionei.
Uma coisa que Gros faz logo de cara a diferenciar a vergonha da culpa porque há muita gente que confunde uma coisa com a outra.
Gros toca em muitos pontos importantes da vergonha em termos sistêmicos (talvez a que particularmente eu mais sinta), interseccionais, sociais, psicanalíticos e filosóficos, nunca esgotando o tema, mas nos dando uma excelente diretiva para aprendermos mais.
Profile Image for Mighty Aphrodite.
612 reviews59 followers
August 25, 2024
La vergogna è una doccia calda e vischiosa che scivola sulla nostra pelle; ci attanaglia nelle sue spire e non ci permette di fuggire, ma, anzi, stringe ancor più forte, fino a lasciarci senza fiato, inermi, costretti a sopportare quella dolorosa sensazione di nudità, esposti e inermi di fronte a una sensazione così familiare e così estranea allo stesso tempo.

La vergogna è immediata, ti attraversa come un lampo ancor prima che tu possa riconoscerla e darle un nome. È lì che si contorce all’altezza del cuore, che lo fa battere più velocemente, mentre le guance si imporporano e il sudore ti rende ancor più sgradevole a te stesso, più indifeso.

Soli con noi stessi ci sembra possibile giustificare ogni cosa, ogni nostro comportamento – anche il più assurdo e meschino – trova una spiegazione; in fondo, ci conosciamo più di quanto vorremmo, abbiamo bisogno di zittire la nostra stessa coscienza, quella forza eversiva che vorrebbe distruggessimo ogni pregiudizio, ogni preconcetto, tutte quelle verità insondabili e granitiche che pensiamo ci appartengano, ma che, invece, fanno parte di un sapere arrogante e chiuso su sé stesso, incapace di dubitare.

È solo attraverso lo sguardo degli altri che non possiamo fuggire dalla vergogna, è solo in quel caso che siamo stretti in un angolo, muti, pervasi da una tristezza che paralizza: all’improvviso ci accorgiamo che non esistiamo più solo per noi stessi, non siamo più solo ciò che abbiamo sempre pensato di essere, ma esistiamo in un’altra dimensione, la dimensione dell’Altro, che ci investe col suo occhio, creando di noi un’immagine stereotipata, vuota, un’immagine che non sapremo riconoscere, ma che rimarrà attaccata alla nostra pelle come un marchio d’infamia.

Continua a leggere qui: https://parlaredilibri.wordpress.com/...
Profile Image for Luisa Fedrizzi.
27 reviews13 followers
February 9, 2025
maravilhoso. nem sei mais o que dizer. que grande análise, recorrido, compilado, desmembrado e reconfigurado sobre a vergonha e suas diversas faces. pra ler sublinhando quase tudo. relendo parágrafos pra entender bem, pra internalizar.
baita. leia.
Profile Image for Nayara Almeida.
88 reviews7 followers
February 9, 2025
Excelente! Um ótimo complemento para Desobeder. Na verdade, o livro surge de uma investigação: o que leva um grupo de pessoas, um povo a se revoltar (ou ainda: por que não nos revoltamos?). Fugindo do óbvio, do clichê que os manuais contemporâneos de felicidade nos prescrevem, Gros toma a vergonha como o caminho da revolução. Ele destrincha os significados e as consequências da vergonha e nos abre novas perspectivas sobre o comportamento que nos guia pessoal e coletivamente.
Profile Image for Eme de Paula.
47 reviews6 followers
August 13, 2025
Como começar a falar dessa experiência? Acredito que esse seja um espaço inadequado para falar do impacto que este livro teve sobre mim. Só posso atestar as suas qualidades e reiterar o convite a leitura. Se você já experienciou a vergonha como algo fundo no âmago do seu ser: esse livro é pra você também.
Profile Image for Carlos Alberto.
273 reviews3 followers
October 4, 2024
10/10

Chego a conclusão, ao final da leitura, que a ideia de pegar palavras cotidianas e usá-las na composição de um livro com a proposta filosofica, eleva o pensamento crítico e logico.
Colocar uma palara em palta, nesse caso a Vergonha, e analisar, dissecar, estudar sua anatomia, origem e forma como uma ciencia biologica em um meio social torna-se uma maneira mais critiva e quiça divertida de enxergar a mesma cena repetida
Gross tem maestria nesta arte, já sabemos como é sua escrita desde do “Desobedecer” e anexa a um conteudo cultural de tamanho deproporcional ele, sabiamente, mantém um postura séria de ativismo social com seu público, muitas das vezes feminino (quebrando o tabu patriarcal academico de que
"mulheres são emocionais demais e não são seres lógicos por natureza") que sobrivevem em meio a um estado de direito martirizado pela perpetua mutilação de seus corpos, sejam eles fisiologicos ou políticos.
Ao se manter em uma posição contraria a uma norma opressora, sua obra ganha caráter por, corajasamente, "dar nome ao bois" do quais ele estuda de maneira profunda.

Vale muitíssimo a pena. Recomendo fortemente esse exemplar, uma leitura forte, porém, construtiva com o pensar das “óbviedades não tão óbvias”.
Profile Image for Gabriel A..
40 reviews4 followers
August 2, 2024
"A revolução não se faz somente com palavras."

A vergonha é um sentimento revolucionário trás diversos relatos e pensamentos de algumas das mentes mais inteligentes que já tivemos no mundo.

E esse ponto é bastante interessante no livro, conhecer um pouco mais sobre como Freud, Rousseau, Platão enxergavam a vergonha, como deveríamos levá-la (ou não) na nossa vida.

O ponto que começou a me incomodar e talvez onde o livro se perde (na minha opinião) é quando o mesmo começa a se enviesar para pensamentos Marxistas. Um livro que começa bem, tem pontos interessantes mas infelizmente descarrila durante o trajeto final.
Profile Image for Manuela Granja.
6 reviews
September 5, 2024
Texto bem embasado, crítico e interessante. Aborda profundamente diversos ângulos da vergonha, ao mesmo tempo que demonstra a sua importância para construção da sociedade. Achei que o autor se perdeu um pouco ao direcionar para espectros políticos, deixando certo viés interferir na análise do tema.

Profile Image for Cristina.
73 reviews5 followers
February 21, 2025
Por cosas (ser del colective), me interesa mucho el concepto de la vergüenza y este libro lo trata maravillosamente. La vergüenza, como interiorización del desapego social, ha caído en desgracia en favor de la culpa pero me parece un sentimiento ("un autoafecto que se nutre de experimentas mentales", dice el autor) mucho más poderoso. Y castrante.
Profile Image for Lemon Tuk.
57 reviews2 followers
May 18, 2024
Un ensayo escrito con una prosa intimista cargada de referencias literarias y filosóficas. El enfoque es mayormente de análisis emocional, con sus tintes de carga política, pero desde luego no como lo pudiera adelantar la sinopsis. Muy fácil de leer.
Profile Image for Daniel.
170 reviews
October 30, 2023
Delicioso. Filosofía no tan ligera como parece, impagables excursos a la literatura universal y un ánimo rebelde que, aunque te parezca fútil, no deja de sonar sincero y carismático. Se lee solo.
2 reviews
February 26, 2025
É uma leitura transformadora. Definitivamente mudou a forma como eu encaro o mundo e olho para dentro de mim mesma. Toda pessoa deveria ler.
Profile Image for QuattroNuvole.
27 reviews
August 16, 2025
Molto interessante e ottimi spunti. Tuttavia, non possiedo tutti gli strumenti necessari per capire nel profondo alcune argomentazioni.
Displaying 1 - 15 of 15 reviews

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