10/10
Chego a conclusão, ao final da leitura, que a ideia de pegar palavras cotidianas e usá-las na composição de um livro com a proposta filosofica, eleva o pensamento crítico e logico.
Colocar uma palara em palta, nesse caso a Vergonha, e analisar, dissecar, estudar sua anatomia, origem e forma como uma ciencia biologica em um meio social torna-se uma maneira mais critiva e quiça divertida de enxergar a mesma cena repetida
Gross tem maestria nesta arte, já sabemos como é sua escrita desde do “Desobedecer” e anexa a um conteudo cultural de tamanho deproporcional ele, sabiamente, mantém um postura séria de ativismo social com seu público, muitas das vezes feminino (quebrando o tabu patriarcal academico de que
"mulheres são emocionais demais e não são seres lógicos por natureza") que sobrivevem em meio a um estado de direito martirizado pela perpetua mutilação de seus corpos, sejam eles fisiologicos ou políticos.
Ao se manter em uma posição contraria a uma norma opressora, sua obra ganha caráter por, corajasamente, "dar nome ao bois" do quais ele estuda de maneira profunda.
Vale muitíssimo a pena. Recomendo fortemente esse exemplar, uma leitura forte, porém, construtiva com o pensar das “óbviedades não tão óbvias”.