Durante a pandemia, Miguel, uma criança inquieta e faceira, e seu pai, um homem apático e assumidamente fofoqueiro, buscam refúgio em uma fazenda comunitária no interior de Minas Gerais. Através dos olhos do pai de Miguel, acompanhamos a disputa silenciosa entre Marlene e Júlia, duas mulheres fortes que por razões distintas se recusam a liderar os moradores da fazenda. Júlia é uma professora universitária que deseja transformar a fazenda em uma comunidade autossuficiente em que tudo seja decidido de forma democrática. Marlene tem personalidade forte e espírito anárquico. De maneira leve e com humor mordaz, o livro trata de tensões sociais, raciais e políticas. Das dificuldades do convívio coletivo. Dos conflitos entre os hábitos urbanos e os costumes ancestrais. E até das rixas entre veganos e comedores de carne.