Como encarar as incertezas e as angústias diante do fim? Às voltas com a doença terminal da mãe e sua rotina de hospitais, exames e silêncios, ao protagonista desta narrativa só resta ser pragmático enquanto tenta encontrar alguma graça (e ironia) no cotidiano. A vivência de dores tão íntimas quanto universais, pouco a pouco, vai revelando o mais banal dos segredos: a vida sempre insiste em continuar — seja na redisposição dos móveis da casa adaptada, no flerte vacilante com a vizinha ou na insólita convivência com um sobrevivente do Holocausto obstinado em ler sempre o mesmo livro.
Rogério Pereira nasceu em Galvão, Santa Catarina, em 1973. Jornalista e editor, em 2000 fundou, em Curitiba, o jornal Rascunho - uma das raras publicações sobre literatura no país. É idealizador do Paiol Literário, projeto que leva nomes relevantesda literatura brasileira à capital paranaense. Desde 2011, édiretor da Biblioteca Pública do Paraná. Escreve crónicas semanais para o site Vida Breve, do qual é coeditor. Vive em Campo Largo, no Paraná.
uma obra bastante rica que fala bastante sobre os cuidados paliativos e doenças graves, uma obra sensível, delicada, escrita com todo um cuidado, sendo um livro bem denso além de ser muito intenso apesar do pouco número de páginas!