"Era o final dos anos 80, e tudo isso era normal. Pessoas levavam a filha das outras para casa sem avisar, crianças passeavam na caçamba dos carros, ninguém usava cinto de segurança, ansiedade era coisa que se curava com chinelada e/ou benzedura. E o mais maluco de existia uma bala assassina, a terrível e deliciosa bala Soft."
Nesse universo tão real quanto imaginativo, Natalia Borges Polesso apresenta duas histórias que trazem um olhar sensível sobre a passagem da sua própria infância para a adolescência. A relação com o irmão mais novo, o possível divórcio dos pais, os afetos pelas amigas e até a melhor forma de manejar um tudo pode rapidamente se transformar em dilemas e inseguranças. À medida que as situações vêm à tona, a pequena Natalia vai descobrindo que compreender sentimentos é tatear no escuro e que aprender a tratar das próprias complexidades pode ser justamente o que faz ecoar a individualidade.
Natalia Borges Polesso nasceu em Bento Gonçalves, em 1981. É pesquisadora, escritora e tradutora. Publicou Recortes para álbum de fotografia sem gente (2013), Coração à corda (2015), Amora (2015), vencedor do Prêmio Jabuti, Pé atrás (2018) e Controle (2019). Em 2017, a autora foi selecionada para a lista Bogotá39. Atualmente, é pesquisadora do Programa Nacional Pós-Doutorado, na Universidade de Caxias do Sul. Natalia tem seu trabalho traduzido para diversos países.
(3.5 ★) achei esse livro muito legal! adorei a escrita da natalia borges polesso e tô começando a achar que eu gosto muito de livros narrados por crianças/adolescentes :) achei a vibe super parecida com "se deus me chamar não vou" - que também li no formato de audiobook
e fica a dica pra quem gosta desse livro: me lembrou MUITO o filme eighth grade do bo burnham! é a mesma vibe de coming of age, super especial
primeiro contato que eu tenho com o trabalho da natalia e fiquei simplesmente encantada!
esse livro foi um afago na minha infância de criança ansiosa, me identifiquei em vários momentos com a protagonista, que assim como eu não sabia dar nome a sentimentos que mais tarde descobri ser a ansiedade. meu único desejo é que ele fosse mais longo, e tivéssemos tido a oportunidade de acompanhar outros momentos da vida dela.
Ouvi o audibook de Foi um péssimo dia, minha primeira experiência com a escrita da Natalia Borges Polesso, e foi muito especial. Dei 4 estrelas e, sinceramente, já quero conhecer mais trabalhos da autora!
Eu tenho uma queda por livros narrados por crianças ou adolescentes, porque acho que eles trazem uma sensibilidade única. Nesse caso, acompanhar a pequena Natalia enfrentando a ansiedade e tentando dar nome aos sentimentos que ela nem entendia foi como revisitar a minha própria infância. Me vi em vários momentos da história, e isso trouxe um afago para a criança ansiosa que eu fui (e, de certa forma, ainda sou).
O livro é curtinho, mas carrega muita coisa: reflexões sobre relações familiares, sobre o peso que a gente carrega sem entender, e sobre como o amor, em todas as suas formas, alivia os dias ruins. É surpreendente como a autora consegue tratar temas delicados de forma leve e divertida, sem medo de mergulhar nos sentimentos dos personagens.
A história é dividida em duas partes: a primeira, focada na mãe, e a segunda, no pai. É interessante como a Natalia constrói um diálogo entre a memória da criança que viveu aqueles momentos e a análise da adulta que revisita o passado. Em alguns trechos, dá pra sentir uma pontinha de culpa atribuída aos pais, mas tudo se resolve de maneira honesta e gentil, com uma compreensão maior sobre a complexidade da vida.
Só tenho um desejo: que o livro fosse mais longo. Adoraria ter acompanhado outros momentos da vida da Natalia e as camadas que a autora poderia explorar. Ainda assim, Foi um péssimo dia é uma leitura rápida e cheia de significados, que deixa um quentinho no coração e muita coisa pra pensar.
Nota: 4 ★
This entire review has been hidden because of spoilers.
Que livro mais pitchulinho 🤏🏼 poxa, um abraço na minha infância e adolescência. Aconchegante! Me reconheci tantas vezes em Natalia.
Um livro curtinho, uma leitura super rápida e fluida. Só não foi um 5 porque teve uma partezinha aqui, outra ali, que parecia que eu estava lendo uma autoajuda (por mais que toda a ajuda que esse livro me proporcionou seja extremamente necessária 😅).
Um amorzinho! Terminei agora e já quero rever as minhas anotações.
Tenho uma certa implicância com narradores infantis, mas essa aqui me conquistou de imediato! Gosto demais da escrita da Natália, das referências que ela usa. Uma pena ser curtinho, porque eu ficaria horas lendo mais dessa história.
sei que a coisa da auto ficção tá a todo vapor e no caminho de saturar, mas esse aqui foi uma surpresa muito agradável. tanto o tom e a escrita muito curiosa e imaginativa, essa voz de criança tão bem construída aqui, meio que move tudo muito bem. muito bonito, um tanto triste porque crescer pobre ou classe média-baixa no brasil é bem isso mesmo, mas muito divertido.
Essa história de não julgue o livro pela capa não funcionou aqui cmg, pq eu li esse livro pq adorei a cara e o título. Foi uma história bem cozy, rapidinha de ler - ainda mais agora que não estou lendo quase nada - e foi meio que um abraço para as crianças ansiosas como eu, de certo modo. Its been a hard days night pra mim ultimamente e historinhas como essa me fazem bem, como se o livro fosse uma coberta quentinha e uma xícara de xá mate.
um livro sensível e bonito sobre a infância e adolescência. natalia se derrama vulnerável nessas poucas páginas, falando de seus problemas com a ansiedade (que começaram bem cedo), do relacionamento confuso de seus pais e a descoberta de sua própria sexualidade — tudo isso nos anos 80! é uma leitura divertida e emocionante, um primeiro contato legal com a escrita de polesso.
3,5*. um livro curtinho e legal de se ler. é bom para quando você quer ler algo curto, mas que ainda tenha uma emoçãozinha. o livro conta sobre a vida de uma menina, e é dividido em 2 capítulos: 1) mãe, 2) pai. onde ela conta um péssimo dia da mãe dela e depois, um péssimo dia do pai dela. é um livro simples que conta as descobertas, experiências e desamparos dessa menina. gostei. mas não é UAU TODOS PRECISAM LER ESSE LIVRO.
gostei. como alguém que trabalha com adolescentes, meu Deus, que fase doída! como alguém que já foi adolescente: meu Deus, que fase doída! mas assim, achei ok, rapidinho e tal.
Um livro bom que poderia ter sido excelente não fosse um porém: muito curto. Muitas partes incríveis ficaram apenas no superficial, deixando o leitor se perguntando “tá, mas e aí?” e querendo saber mais da história. Nesse ponto, se torna um livro instigante, mas a falta de resposta e continuidade gera uma certa frustração. Gostei muito do estímulo à memória e da importância de própria história dada pela autora.
Adorei este pequeno relato sobre una eventos canônicos na vida da autora.
Foi bem legal ver as referências da minha própria infância, como nunchaco e a, hoje em dia vista como, negligência parental da época, quando era normal andar ajoelhado no banco de trás do carro, na caçamba de uma caminhonete, terminar o percurso da escola sozinha antes dos 10 anos...
Só tive estranheza por algumas expressões muito atuais no relato do início dos anos 90, algo como "é sobre isso..." Entre outras gírias mais atuais.
Talvez tenha sido curto demais, o que não permitiu explorar melhor algumas questões interessantes que foram levantadas. Ainda assim, gostei, especialmente por ser narrado pela perspectiva de uma criança, algo que sempre me atrai.
Acredito que o ponto alto do livro, foi mostrar como a ansiedade já se manifesta desde muito cedo, mesmo quando ainda não conseguimos nomeá-la. Sempre esteve ali, dando sinais.
O final acaba ficando um pouco prejudicado pela brevidade do livro, é naturalmente mais aberto, o que pode deixar um gosto de "quero mais".
Livros autoficcionais me interessam bastante. Não que aconteça sempre ou com somente este tipo de texto, mas a leitura parece conseguir me transportar mais facilmente para um passado que também me é comum — às vezes nem tanto, em outras até demais. Se um ou se outro, não deixa de ser bonito testemunhar tamanha sutileza e presença. Quis acolher a pequena Natalia, seus medos e confusões em diversos momentos. Entender a si e ao mundo não é fácil não. Será que algum dia a gente entende?
Livro leve, gostoso e perfeito para ser lido e ouvido ao mesmo tempo!
A história é basicamente sobre a vida pessoal da autora, que descreve algumas situações da sua infância/adolescência. Tem o primeiro beijo em um menino, o primeiro beijo em uma menina, uma possível separação dos pais e muito mais...
Me senti em uma mesa de bar com ela contando tudo diretamente pra mim e, sinceramente, queria que tivesse 400 páginas.
Ouvi o audiobook e gostei da narradora, ela faz parecer que é narrado por uma criança mesmo, além de mudar o tom de voz quando são personagens diferentes, achei legal e fácil de acompanhar. Eu só queria dar um abraço na pequena Natália, uma fofa, adorei o humor dela e compartilho de seus questionamentos, as pessoas são complicadas mesmo.
Tem alguns assuntos que poderiam ser abordados de forma mais profunda, mas em geral eu gostei da leitura. Acredito que uma maior descrição de ambiente e de pensamento poderia ser tornado a leitura muito mais impactante.
meu primeiro contato (depois de muito enrolar) com a obra da natalia borges polesso, e foi uma surpresa pra lá de especial! sinto que esse livro tocou uma parte de mim há muito adormecida, que eu tinha quase esquecido que existiu.
se os outros livros dela forem tão bons assim, talvez natalia se torne uma nova autora preferida. ansiosa pra descobrir!