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A Verdadeira Guerra – A Invasão da Ucrânia e a Defesa Nacional Portuguesa

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Uma visão panorâmica da invasão da Ucrânia e uma reflexão profunda sobre as suas consequências na defesa nacional portuguesa. A análise geopolítica, estratégica, tática e de Direito Internacional, a descrição pormenorizada dos aspectos técnicos da guerra, a revelação de factos desconhecidos a partir de documentos e testemunhos até agora confidenciais, o traçar dos cenários de evolução mais plausíveis, e o comentário detalhado sobre protagonistas, visíveis ou discretos. O primeiro livro sobre o conflito que engloba todas as evoluções e subterrâneos recentes.

604 pages, Kindle Edition

Published September 1, 2023

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About the author

Nuno Rogeiro

28 books15 followers
Nuno Rogeiro é licenciado em Direito e desenvolveu uma intensa atividade nos meios de comunicação social. Foi redator de vários jornais, colaborador das rádios TSF, Comercial e Nostalgia tendo conquistado com o programa Desmancha-Prazeres o prémio Se7e de Ouro, em 1992. Na televisão, notabilizou-se no comentário de conflitos internacionais e em vários programas especiais. Colaborou no desenvolvimento da Enciclopédia Pólis e foi cofundador da revista Futuro Presente.
Iniciou a carreira universitária como monitor de Ciência Política na Faculdade de Direito de Lisboa e prosseguia-a como professor universitário de Direito Constitucional e História das Ideias Políticas na Universidade Lusíada de Lisboa. Atualmente é coapresentador e repórter do programa Sociedade das Nações, na SIC Notícias, colunista na revista Sábado e codirector do Instituto Euro-Atlântico – Associação para o Desenvolvimento das Relações Internacionais.

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Displaying 1 - 2 of 2 reviews
Profile Image for Igor Veloso.
210 reviews12 followers
February 4, 2024
Esta primeira edição carece urgentemente de uma nova edição por várias razões:

1 - Vários erros ortográficos estão presentes, especialmente nos primeiros capítulos, onde são mais notáveis e comuns.

2 - No meio de uma (longa) descrição ou contextualização, Nuno Rogeiro decide adicionar informação irrelevante que distrai do objeto em questão. Por exemplo, ao apresentar um oficial russo, decide colocar dados pessoais do seu cartão de identificação - talvez como uma tentativa de humor em como é fácil aceder a certos dados de grandes figuras russas. Mas na prática distrai do que Rogeiro a seguir vai dizer para contextualizar o seu ponto. O livro está carregado disto, de frases longas com “à partes” “engraçados”, mas que estragam completamente o fluxo de leitura, e muitas vezes obriga a que o leitor relei-a novamente o parágrafo.

Outras vezes, os “à partes”, parecem nada mais que um exercício pomposo de curiosidades para tentar ser levado a sério por um determinado tipo de público.

Além deste problema em frases e parágrafos, também acontece entre sub-capítulos. Por exemplo, algures Rogeiro decide fazer de umas poucas páginas um longo obituário de oficiais russos mortos em combate. Eu não vi necessidade nenhuma de ter isto no grosso do livro. Não percebi a lógica. Isto é o tipo de coisa que deve estar em anexo, ou nas notas de fim nas páginas finais de um livro. Não interessa se o final do livro são dezenas ou centenas de páginas com notas, mas quando se aborda assuntos destes, parece-me informação extra.

Mais uma vez, o livro tem várias instâncias disto. E depois tem o oposto. Há notas de rodapé que deviam estar no final do livro, talvez bibliografia, e há dados que carecem de notas de rodapé, ou seja, fontes. Porque digo isto?

3 - Nuno Rogeiro tem um programa na SIC com José Milhazes, o “Guerra Fria”, que começou a abordar às terças e sextas a invasão russa da Ucrânia, e agora aborda outros temas que estão direta ou indiretamente relacionados. Rogeiro sempre teve a fama - desde que começou o Leste a Oeste, o seu espaço na SIC Notícias – de mostrar mapas ou citar informação sem mostrar ou esclarecer as fontes. Ele lá vai reparando, inclusive no “Guerra Fria”, mas vai escapando. Ele agora optou por citar mais vezes “fontes próximas” com informação fidedigna, mas já todos reparámos que as suas “fontes próximas” dizem informação que se pode encontrar na rede social X. Informação aberta.

Ou seja, ou Rogeiro anda a escavar informação no X (quem não? Eu também ando!) e depois toma posse dessa informação (ou por orgulho ou porque quer ganhar alguma influência em certos círculos); ou as fontes dele andam a dar-lhe informação que viram também no X mas conta como dito pessoalmente; ou as fontes eventualmente arranjam maneira de dizer a ele e espalhar pelo X ao mesmo tempo. Eu não acuso o Rogeiro de mentir, porque a informação encontra-se, logo existe e vem de boas bocas, mas aí surge o próximo problema: no livro ele faz o mesmo, e pior.

Pior porque ao mesmo tempo, seja informação confidencial ou entregue em confidência, significaria que ele anda a queimar fontes como Fahrenheit 451 queima livros. Nem um jornalista amador queima tantas fontes como Rogeiro. Não sei porquê, não sei porque Rogeiro faz isto, mas é imensamente suspeito. Ele consegue manter o respeito porque, ao mesmo tempo, ele se mete em reuniões com gente importante e ativa na política de vários países e organizações supranacionais, logo é natural que ele conheça gente. Mas às vezes parece que ele sobrevaloriza o valor da informação que recebe. O mais engraçado é que conheci gente no meio político exatamente como ele nesta matéria, mas fico por aqui, não vá eu também queimar as minhas fontes.

Ainda sobre fontes, ele aborda a destruição da ponte de Kerch na Crimeia. Segundo o Wikipédia e Rogeiro, a culpa foi de um camião que o fez. Mas fiquei surpreendido ele não abordar sequer a versão oficial dos ucranianos: foi uma operação de Drone Marítimo, e existe um documentário sobre isso intitulado Кримський міст на біс. СБУ. Спецоперації перемоги. Фільм 1 pela 1+1. Não sei quando o livro foi enviado para revisão, mas numa próxima edição seria interessante adicionar isso.

4 – Ele cita dados que no mesmo parágrafo diz que estão em documentos classificados. Ou é um ou é outro. Terá de se explicar melhor.

Conclusão

Tem informação interessante e Rogeiro continua a ser o homem que dá o nome a todas as armas. É dos (muito) poucos que aborda a situação das Forças Armadas portuguesas e o mindset militar dentro da União Europeia e países da NATO. O livro é útil no sentido de ter uma abordagem fresca, resumida no campo político, mas pouco mais detalhada no campo militar, porém carece urgentemente de uma revisão para que este se torne mais prazeroso de ler, e que não estrague o fluxo de leitura que interrompe completamente a absorção de informação. O que poderia ser um livro totalmente acessível, só complica devido aos meandros que aparecem. Infelizmente também continuo com a sensação que por muito mais que ele esteja a tentar, em certas partes do livro a escrita parece de alguém que “estuda” o meio, quer fazer parte dele, mas não o entende como é suposto. De qualquer forma deixa o seu contributo para o público em geral, embora com muita pena não deixe uma bibliografia para quem quer explorar mais a fundo – o que num livro de 600 páginas soa muito suspeito. Mais que tirar algumas notas sobre a guerra da Ucrânia e Forças Armadas Portuguesas, também se aprendeu algo sobre o próprio autor.
29 reviews2 followers
December 29, 2023
Um muito bom livro, a meu ver prejudicado por mais do que uma vez o autor ser um pouco pretensioso.
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