(pode conter spoilers)
Aos poucos comecei a ficar muito incomodada com os personagens lgbtqiapn+ dessa história, primeiro, como arromântica não-estrita, sei que minha vivência é diferente de um arromântico estrito, a parte de dúvidas é semelhante claro, mas tinha algumas coisas meio ????? sei lá, parece que foi uma pesquisa que só colocou os estereótipos de ser aro em suas extremidades (a parte de repulsão por romance e o oposto, por exemplo), inclusive a Gia aceita tão fácil esse rolê todo, ela muda a personalidade (que é bem básica) de um capítulo para o outro ali pela metade do texto.
O que dizer sobre a personagem DEMISSEXUAL E DEMIRROMÂNTICA que foi direto dar um pegas numa mina que conheceu numa noite em cinco minutos? sei lá, não digo que não é algo que uma pessoa fosse fazer cada um faz o que quer, mas coisas assim dão palco pra invalidarem que faz parte do espectro cinza/aroace. A escrita muda na parte em que a Gia encontra com os amigos da Dália, tudo é tão corrido e parece extremamente forçado que me deixou nauseada, é um pelo exemplo como representatividade jogada não significa boa representatividade. Um parágrafo escrito com cuidado faz toda a diferença.
O que provavelmente mais me irritou, foi a falácia de que "histórias sobre amizade importam tanto quanto histórias de romance" e não ser bem isso que ela faz no final, foi um desenvolvimento bem fraco que levou pra um final clichê e bem básico.
Representatividade não é botar todas as nomenclaturas que você acha pelo twitter em cada capítulo que avança, como palavras bem organizadas não criam uma história coerente. E principalmente, tratar amatonormatividade, não é dar um final com a opção mais próxima de como a maioria das pessoas pensa que o conceito funciona.