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A sordidez das pequenas coisas

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Em A sordidez das pequenas coisas, experiências triviais de pessoas comuns são transformadas em eventos singulares pela força da prosa de Alê Garcia. Com uma narrativa sensível e por vezes brutal, o autor parte das dores e conquistas dos personagens, suas misérias, vitórias e desencantos, para construir uma voz narrativa muito própria, capaz de levar este livro de estreia ao posto de finalista do prêmio Jabuti e um dos vencedores do Prêmio Fundação Biblioteca Nacional. Esta nova edição acrescenta aos vinte contos originais uma apresentação do autor e um prefácio de Stefano Volp.

174 pages, Kindle Edition

Published October 12, 2023

12 people want to read

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Alê Garcia

18 books

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Profile Image for Gabrielle Alves.
104 reviews6 followers
April 19, 2025
Um livro de contos não deixa de ser uma grande colagem. E, nessa colagem montada por Ale Garcia, o que encontramos são fragmentos de um cotidiano muito palpável para quem sabe que a ficção racial é capaz de moldar quaisquer detalhes — ditos e não ditos.

Os contos são agridoce. Há uma poesia incontestável na forma como o autor organiza pensamentos, cenas, emoções. É um livro que vai nos contando, nas entrelinhas, que pequenas coisas são naturalizáveis se assim forem ensinadas a ser. Os dias devoram os personagens — e podem, eventualmente, regurgitar um artista cuja única opção para se manter de pé é ser agradável o tempo todo. Pobre Florencio, pobre Selmara. Todo um povo tentando encontrar a mesma janela que Samara encontrou, tentando descobrir resoluções fáceis que ao menos os ajudem a seguir adiante, diante da força inigualável das coisas que não podem controlar.

Gostei de diversos contos e, ao ler o posfácio da @dublinense, concordei com Mariel Reis: vi no livro o ritmo de Henry Miller. Agora, a minha maior curiosidade, como leitora, está nos trechos que antecedem cada conto. Os autores e aspas citados são fictícios? Por que não os encontrei? Pesquisei errado? Isso fez parte da liberdade poética do escritor? Curiosa!

Eu continuo sendo fiel à memória, mas é impressionante o quanto as pessoas põem tanta inteligência nas pequenas coisas para se cercar de outras que saem não se sabe de onde e, do jeito delas, pela junção de tantos pontos e fiadas, encontram vãos para fazer nascer um fato novo, uma outra coisa que não é nem aquilo que aconteceu nem aquilo que foi inventado.


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