Uma ilha fustigada por uma tempestade durante a noite. Três desaparecidos. Um culpado. Onde estão os corpos?
Verão. 27 de agosto de 1985. Numa noite de tempestade, duas crianças e a sua cuidadora, Beatriz - uma adolescente de dezasseis anos -, desaparecem da casa de férias dos Mariz, uma família abastada de Lisboa, ligada à banca, na pequena Ilha do Poço Negro.
Quando os pais regressam depois de jantar, encontram a casa vazia e sinais de luta e sangue. em pânico, e com a ajuda de Ademar Leal - um jovem jornalista que passava na rua a caminho de casa -, contactam as autoridades. A ilha está isolada devido à tempestade, as buscas decorrem toda à noite, sem sucesso. de manhã, após a tempestade passar, uma dupla de inspetores da Polícia Judiciária chega à ilha para investigar. A população acorda em choque e acolhe as forças da autoridade com desconfiança; jornalistas invadem a ilha: o caso torna-se mediático.
Dias depois, o violento namorado de Beatriz é preso. Todas as provas apontam para ele, mas são circunstanciais. É então que confessa os crimes e é condenado. Até que, em 2012, um documentarista estrangeiro chega à ilha com novas provas sobre o caso e entra em contato com Ademar Leal - jornalista caído em desgraça, atormentado pela investigação que o tornou famoso -, entretanto regressado à ilha.
Miguel d’Alte is a Portuguese writer, born in 1990 in Porto, the city where he lives and writes. He holds a Master’s degree in Finance from the University of Porto and worked in the financial sector for nearly a decade before fully committing himself to literature. He has lived in the Czech Republic, France, Angola and Luxembourg — experiences that have shaped both his worldview and his writing. Alongside literature, his passions include travel, history and rock ’n’ roll. He has two dogs, Buk and Lolita. He studied fiction writing and screenwriting. His main literary influences include Charles Bukowski, Michel Houellebecq and João Tordo, and, within the thriller genre, Joël Dicker and Nordic crime fiction. In September 2022, he published his debut novel, "O Lento Esquecimento de Ser", set in Paris during May 1968. In October 2023, he released "Os Crimes do Verão de 1985", an acclaimed thriller centered on a cold case, marked by a claustrophobic atmosphere, which is set to be adapted for the big screen. His third book, the novel "A Origem dos dias", was published in September 2024 and was named by Jornal de Letras as one of the best novels of the year. In November 2025, he published his fourth book, "Todas as Famílias Felizes", a crime novel about the disappearance of a twelve-year-old child in Porto.
Miguel d'Alte é um escritor português. Nasceu em 1990, no Porto, onde reside. Mestre em Finanças, formou-se na Universidade do Porto e trabalhou na área financeira durante cerca de uma década. Viveu na República Checa, França, Angola e Luxemburgo. Persegue as suas grandes paixões: a literatura e a escrita, mas também viajar, a história, o rock 'n' roll. Tem dois cães, Buk e Lolita. Estudou escrita de ficção e guionismo. Elege como suas principais influências Charles Bukowski, Michel Houellebecq e João Tordo, e, no género thriller, Joël Dicker e os policiais nórdicos. Em setembro de 2022, publicou o seu primeiro livro, "O Lento Esquecimento de Ser", um romance ambientado em Paris durante o Maio de 1968, e, em outubro de 2023, "Os Crimes do Verão de 1985", um aclamado thriller sobre um caso arquivado, de ambiente claustrofóbico, e que será brevemente adaptado ao grande ecrã. O seu terceiro livro, o romance "A Origem dos Dias", foi publicado em setembro de 2024 e considerado no Jornal de Letras como um dos melhores romances do ano. Em novembro de 2025, publicou o seu quarto livro, "Todas as Famílias Felizes", um romance policial sobre o desaparecimento de uma criança de 12 anos, no Porto.
Este livro confirmou aquilo que eu já sabia desde o primeiro: o Miguel D’Alte é um escritor de excelência. Ele não é promessa, é realidade. Já está no meu top de autores portugueses contemporâneos e não há cá mais comparações. A partir daqui, é Miguel D’Alte e ponto final.
A escrita é brilhante. A construção narrativa está afinadíssima, cheia de pormenores que se encaixam como um puzzle bem oleado. Nada fica solto, nada sobra. E o mais impressionante: é denso, cheio de personagens, mas nunca me senti perdida. Está tudo no sítio certo, como só um autor que sabe o que está a fazer consegue fazer.
O ambiente é tenso, a estrutura temporal é viciante (anda para a frente, para trás, para os lados e tudo faz sentido). E sim, claro que vejo isto em série, já o disse e volto a dizer. Há argumentos a ser produzidos lá fora com metade da força disto.
É um livro com peso, com temas fortes e com uma construção emocional que não subestima o leitor. E por isso mesmo, é daqueles que se sente. Estou muito curiosa com o terceiro e feliz por acompanhar este caminho de perto. O Miguel já tem lugar cativo na minha estante e no meu coração de leitora.
Um dos grandes novos autores portugueses que irá arrasar o mercado literário. Quando vierem a este comentário daqui a 5 anos, respondam para confirmarem que tive razão!
Se a memória não me atraiçoa, que já não vou para nova, este foi o segundo livro com um crime no enredo que li este ano. O outro, apesar de ter havido um crime, não me pareceu que fosse o foco da narrativa. Isto diz-me que policial/thriller/mistério não são géneros que me estejam a cativar neste momento, talvez daí a minha baixa avaliação deste livro.
O contexto em que a maior parte do livro foi lido também não foi o mais favorável, mas, se não tivesse sido isso, provavelmente ainda andaria a arrastar esta leitura.
Posto isto, o livro tem uma excelente premissa, não há dúvida. Despertou a minha curiosidade e fez-me adquiri-lo. Mas, claro que há um mas, a forma como a ação está sempre a saltar, quer para 1985, quer para 2012, cansou-me. Também achei que o desenvolvimento foi muito lento. Não era um virar páginas de forma compulsiva à espera da próxima revelação. Só a 80 páginas do fim, mais ou menos, é que o mistério se foi revelando e a ação começou a avançar e isso, para mim, não chega.
Além do que escrevi acima, também achei que houve acontecimentos desnecessários que nada contribuíram para a história,
Não me encheu as medidas, mas, para quem gostar e estiver numa maré de crimes/thrillers/policiais, acho que é uma boa aposta. Sendo de um autor nacional, mais ainda.
Verão de 1985, Beatriz vive na Ilha do Poço Negro (ilha fictícia) e prepara-se para, como em tantas noites o fez, tomar conta dos filhos dos Mariz. Para Beatriz à partida vai ser uma noite como tantas outras, mas o que ela não sabe nem ninguém na Ilha, é que a partir desta noite a vida vai mudar completamente para todos. Beatriz e os dois meninos desaparecem sem deixar rasto. O que se terá passado na casa dos Mariz? 27 anos depois destes acontecimentos, chega à Ilha Ademar Leal, um filho da terra, um jornalista desempregado e desiludido com o rumo que a sua vida tomou. Ao travar conhecimento com um estrangeiro de visita à Ilha, fica a saber que existem novas provas sobre o caso de Beatriz e dos meninos Mariz, provas estas que ilibam o homem que ficou na prisão 22 anos por ter confessado o assassinato das três crianças. Ademar e Elias decidem investigar o que realmente aconteceu nessa noite, custe o que custar e doa a quem doer. Miguel D'Alte regressa com um policial frenético e cheio de plot twists fascinantes que torna esta leitura viciante. Com uma escrita irrepreensível, que também vemos no seu anterior romance, O Lento Esquecimento do Ser, o Miguel mostra uma vez mais o seu talento com as palavras.
Este livro é viciante. Fui apanhada de surpresa pelo tom completamente distinto do primeiro livro do autor, o que mostra a versatilidade da escrita do Miguel. Este livro tem o ritmo perfeito para nos agarrar sem dar a sensação de estarmos numa corrida desenfreada. A viagem entre o passado e o presente é muito bem balanceada, as personagens são interessantes, e senti que estava mesmo na Ilha do Poço Negro a assistir ao desenrolar da história. Portugal tem excelentes autores, o Miguel D'alte é um deles. Parabéns.
Um policial com uma escrita irrepreensível, plena de camadas, com cenários muito bem construídos e que aborda um tema que não se limita à fórmula mistério/ revelação.
Gostei muito de ler o autor neste registo, penso que é dos melhores que tenho lido ultimamente! Recomendo para quem quer ler um excelente policial com muita carga dramática.
Gosto de personagens credíveis e até reprováveis mas muito humanas. Ademar Leal como jornalista tinha como obsessão encontrar a verdade e esta personagem convenceu-me nas primeiras páginas desta trama que recua e avança. Um thriller bem construído que não me deixou antecipar nada e que me prendeu à história com muito interesse através de capítulos curtos e muito bem pensados . É por isso que vale a pena ler os novos autores portugueses.
Fiquei totalmente viciada neste livro e não descansei enquanto não o terminei (ele nem sequer é pequeno!). Só posso dizer que o Miguel d'Alte adora criar personagens perturbadas, tristes, melancólicas e traumatizadas. Claro que ninguém espera sair feliz de um thriller/policial, mas... não posso dizer mais nada! 🤫 Muito bem escrito e sempre com várias ramificações, "Os crimes do verão de 1985" corria ainda outro risco: o de se passar, em grande parte, num local inventado. E não é que parece real?
1° livro lido deste autor e não poderia ter ficado mais curiosa com os restantes! Esplêndida escrita, história bem conduzida e sem falhas/pontas soltas! O tema é pesado e o clima é de constante suspense (com vibes de João Tordo e Joel Dicker), que nos faz não querer largar. Embora digam que o arranque é lento, como poderia rápido se, em 2012, se investigam crimes com 27 anos? Um autor a manter debaixo de olho!
“Ainda assim, gostei muito da capacidade que o autor teve de inventar uma ilha perto de Lisboa e de lhe dar vida — foi, sem dúvida, o meu aspeto favorito do livro e isso deixa-me curiosa para o ler mais dentro da ficção literária.”
Incrível! Um livro viciante, desde as primeiras páginas que dei por mim a querer ler mais e mais. Muito difícil de antecipar, com avanços e recuos muito bem colocados, o livro prende-nos por completo. A história está muito bem construída, com muitos momentos duros e marcantes. 5 estrelas muito merecidas, vale a pena seguir o trabalho do Miguel.
Adivinhei a identidade do assassino bem antes mas mesmo assim não estragou em nada a leitura. Surpreendeu-me pela positiva. Bem escrito, capítulos relativamente curtos, diferentes linhas temporais e alguns momentos em que temos de suspender um bocado a nossa racionalidade mas no final nada que impactasse em demasia.
Um livro que me destruiu completamente... arrasou comigo! Isto tudo devido ao detalhe, pormenor, delicadeza e maestria com que o Miguel escreve! Sabe se colocar nas situações, ter uma visão mais além e de vários prismas. Uma capacidade incrível de mexer no tempo, ir atrás ao passado em várias situações antes e depois e ainda ir ao futuro, para trás e para a frente e introduzir essa viagem no que se segue na história no timing e no sentido perfeitos! Em muitos, cria confusão, mas aqui é arte! Primeiro livro que leio do Miguel, e já quero ler até a sua lista de compras, dado à qualidade com que escreve e prende o leitor! Uma boa história! os personagens ficaram comigo no ❤️
Um livro muito mas muito bem escrito. O autor tem essa grande capacidade, bem como de criar enredos que nos tiram o sono . Só posso dizer, inspirado no tristemente famoso caso Casa Pia...
O meu primeiro livro do ano. E comecei bem o ano porque OS CRIMES DO VERÃO DE 1985 foi mesmo muito bom. Fui apanhada desprevenida pelo tema difícil, ainda bem que não teve muitos mais pormenores.
Esta foi uma leitura viciante. Num instante, já ia a meio e, noutro instante, cheguei ao fim.
Não foi um livro de ação trepidante nem de revelações de fazer cair o queixo - até certo ponto. As últimas 100 páginas, mais ou menos, já tiveram um ritmo mais apressado e houve momentos verdadeiramente 😲 e 😳.
Achei que as cenas do passado eram desnecessárias. Se um por lado davam mais ambiente à narrativa, por outro lado não revelaram nada e aqueles saltos no tempo foram frustrantes.
Os Crimes do Verão de 1985 é um policial cativante, com personagens bem construídas e uma escrita muito boa e fluida. O enredo é interessante, as personagens são credíveis e o tema também. Gostei imenso do livro — prende do início ao fim, não deixa pontas soltas, e fico muito feliz por termos um escritor português deste nível. 5⭐
ESPETACULAR! Um livro cheio de camadas, ansiedade, mistério e que nos deixa totalmente agarrados do início ao fim. Foi o primeiro livro que li do Miguel D’Alte e lerei tudo o que já escreveu e ainda virá a escrever.
Fico orgulhosa por termos a literatura portuguesa tão bem entregue!
Um policial que nos deixa presos desde a primeira página!! Brilhantemente escrito, só queremos chegar ao final para saber o que aconteceu mesmo "naquele Verão de 1985"!!!! Já para não falar do tema mais do que actual abordado no livro!!! Já era fã da escrita do Miguel, mas convenceu-me , agora também , nos policiais!!!! Venha o próximo!!!! 🤗
Gostei da escrita do autor e da forma como foi intercalando o desenrolar da história entre o passado e o presente. No entanto, senti que a páginas tantas e mesmo estando agarrada à história parecia que andava às voltas e que não saía do mesmo. Gosto quando nos vão dando pistas para ir juntando as peças do puzzle e não senti isto neste livro. O tema principal do livro surge como que pára-quedas.Na minha opinião isto deveria vir mencionado em algum sítio, pois para pessoas mais sensíveis não sei se irão apreciar. Certas descrições inclusive, poderiam ter ficado por esmiuçar, pois de nada contribuíram para o desenvolvimento da história e no meu entender só serviu para chocar o leitor.
Adorei este livro. Não é para mim habitual ler mistério e (shame on me) autores portugueses e por boas influências, este livro mudou-me a minha perspetiva relativamente aos dois temas. As personagens são reais, os assuntos infelizmente bem reais e horripilantes e a escrita é cativante. Agarrou-me desde o início. Recomendo imenso (already had 😬🤭)
4,5. Uma história muito bem construída, ainda que, a partir de certa altura, o final fosse previsível. Mas gostei muito. Mais um excelente escritor português de thrillers, superior a muitos estrangeiros!
“Os Crimes do Verão de 1985” de Miguel D’Alte é um livro policial que se destaca pela sua escrita irrepreensível e cenários muito bem construídos. Apresenta personagens credíveis, até mesmo reprováveis. Ademar Leal, o jornalista protagonista, tem a obsessão de encontrar a verdade, e essa personagem convence nas primeiras páginas desta trama que recua e avança.
A história é contada através de capítulos curtos, o que mantém o leitor preso à história com muito interesse. A escrita do autor é viciante e a passagem entre presente e passado é feita de forma nada confusa, permitindo ao leitor saber bem em que época está situado. Esta narrativa fragmentada permite ao leitor construir a sua própria teoria sobre o que aconteceu, enquanto o deixa ansioso para saber o que vai acontecer a seguir. O autor cria uma atmosfera de tensão e mistério que mantém o leitor agarrado ao livro até ao fim. Na minha opinião, livro é também uma crítica à sociedade portuguesa da década de 1980, uma época de mudanças e transformações. A família Mariz, por exemplo, é um retrato da classe alta portuguesa, com os seus privilégios e preconceitos. A ilha do Poço Negro, por sua vez, representa o lado mais pobre e marginalizado da sociedade. Os crimes do verão de 1985 é uma história bem escrita, cheia de suspense e mistério, que vai manter o leitor agarrado ao livro até ao fim.