Прага, 1939 г. Нацистка Германия нахлува в Чехословакия и не след дълго известният фокусник Херберт Левин и семейството му последват съдбата на хиляди други евреи. Те са депортирани в гетото Терезиенщат, а след това – в концлагера „Аушвиц“.
Съветски съюз, 1943 г. Португалският легионер Франсишко Латино се бие на страната на испанската Синя дивизия срещу Червената армия. Докато войниците подсигуряват тила на Вермахта при обсадата на Ленинград, Франсишко среща красивата рускиня Таня и се влюбва в нея. Двамата се сгодяват, но СС я арестуват поради съмнения за еврейски произход. За да спаси любимата си от разстрел, португалецът приема да бъде назначен като надзирател в концлагера, където ще изпратят Таня.
Макар и по различни пътища, еврейският фокусник, португалският легионер и красивата рускиня се озовават в комплекс „Аушвиц-Биркенау“, наричан още „фабриката на смъртта“ заради нечовешките условия на живот и труд и денонощно пушещите комини на крематориумите. Но дали можеш да се надяваш на спасение, когато си попаднал в ада на земята?
José Rodrigues dos Santos is the bestselling novelist in Portugal. He is the author of five essays and eight novels, including Portuguese blockbusters Codex 632, which sold 192 000 copies, The Einstein Enigma, 178 000 copies, The Seventh Seal, 190 000 copies, and The Wrath of God, 176 000 copies. His overall sales are above one million books, astonishing figures considering Portugal’s tiny market.
José’s fiction is published or is about to be published in 17 languages. His novel The Wrath of God won the 2009 Porto Literary Club Award and his other novel Codex 632 was longlisted for the 2010 IMPAC Dublin Literary Award.
His first novel, The Island of Darkness, is in the process of being adapted for cinema by one of Portugal’s leading film directors, Leonel Vieira.
José is also a journalist and a university lecturer. He works for Portuguese public television, where he presents RTP’s Evening News. As a reporter he has covered wars around the globe, including Angola, East Timor, South Africa, the Israeli-Palestinian conflict, Iraq, Bosnia, Serbia, Lebanon and Georgia. He has been awarded three times by CNN for his reporting and twice by the Portuguese Press Club.
José teaches journalism at Lisbon’s New University and has a Ph. D. on war reporting.
Lamento profundamente ter desistido, comprei o livro numa altura em que pondero bem os meus gastos com literatura, e sabia que não gosto da escrita do autor, mas pensei que talvez o tema conseguisse cativar-me de algum modo. Até nisso o livro falha redondamente, pelo menos para quem gosta de História e já leu bastante não-ficção sobre o assunto.
O documentário da Netflix Hitler's Circle of Evil introduziu-me às personagens mais influentes que serviam como tentáculos do Führer em territórios ocupados e na própria Alemanha nazi. Ouvir falar de Göring, Goebbels, Heydrich, Himmler, Hess e tantos outros não me foi novidade, e tenho inclusive em mente os rostos e as motivações de cada um, o seu papel no Reich e as atrocidades com que mancharam as mãos. Posto isto aconselho-vos a que, em vez de perderem tempo e dinheiro com este livro, assinem um mês de Netflix e vejam antes o documentário. Isto se procurarem conhecimento: se procurarem investigação jornalística por escrito, podem avançar para O Mágico de Auschwitz sem receio de uma desilusão.
Neste romance, como em quase todos os outros que li do autor, JRS tem uma fórmula infalível para nos despejar o conteúdo da sua pesquisa sobre um tema: interpõe diálogos entre burros e sabichões, em que o burro vai puxando pelo sabichão, e assim descobrimos o que significa a suástica, a caveira nos bonés das SS, e tantos outros detalhes académicos do nacional-socialismo. Aqui surgem dois problemas: 1 é que se trata de infodump e, atenção, não é que os temas não sejam interessantes, e sim, de facto foi a primeira vez que li sobre o significado da caveira dos SS, mas esse significado surge conspurcado pelas teorias de ocultismo de que o livro está pejado. Mas também podia ter ido à Wikipédia ou pegado num livro tipo "iconografia nazi" e estaria lá o significado à mesma, quem sabe limpo da veia tendenciosa do ocultismo. O segundo problema é que que todos os diálogos servem, de caras, o propósito de de nos contar uma história, de aprofundar simbolismos e dar a conhecer as várias frentes do teatro de guerra. Um bom autor conseguiria coser tudo isso às vivências das suas personagens, emprestar-lhes emoção, insuflá-las de medo e de expectativa de futuro. Mas JRS continua a apostar nesta fórmula em que cada encontro no livro serve o simples propósito de palestra. Ao longo das 120 páginas que li, levei a palestra do sabichão Frabatto vs o burro Nivelli (Frabatto explica-nos tudo o que há a saber sobre a suposta ideologia dos nazis, que pressupõe que descenderam de atlantes e que isso justifica a sua superioridade), seguida da palestra do voluntário sabichão falangista Juanito vs o burro português Francisco, em que o primeiro explica ao segundo aquilo que demos no 12º ano de História, isto é, que a Espanha de Franco auxiliou a sua irmã ideológica como pôde, não juntando-se ao conflito nem ao Eixo, mas enviando voluntários mais ou menos forçados para a frente. A esta palestra segue-se a do burro mágico Nivelli vs o sabichão SS Heydrich, em que o segundo dispõe do seu precioso tempo a explicar ao judeu o significado da suástica (o outro já sabia porque o sabichão Frabatto tinha-lho explicado), e da caveira das SS, e ainda conta a este mágico, de vez em quando sabe tanto doutros mágicos, que quem desenhou esse símbolo foi um magus, uma espécie de mágico superior, mas isto o burro Nivelli não sabia. A somar a estas palestras surgem as da rádio, as dos jornais, as trocadas entre donos de cafés e seus visitantes, onde descobrimos como vai a guerra, como vão as restrições aos judeus, etc., etc.
Atenção, eu não digo que seja fácil escrever sobre a II Guerra Mundial, muito menos a partir deste palco específico onde as luzes seguem os judeus e os nazis, e a conhecida Solução Final arquitectada por Himmler. Mas para despejar conteúdo jornalístico em 450 páginas de suposta ficção... Para quê? No contexto de uma catástrofe humanitária, de um horror inigualável, não seria de maior valor dar vida, vontade, sentimentos às personagens? Nesta narrativa torna-se evidente, desde muito cedo, que estas personagens poderiam ser outras quaisquer: JRS quer despejar tudo o que pesquisou sobre o Holocausto neste livro, e para isso escolheu pessoas aleatórias em locais estratégicos, deixou-as unidimensionais e capazes apenas de ouvir e falar, nada mais. Tudo bem, ainda estou longe de Auschwitz, mas como poderá isto melhorar? Já sabemos que Francisco se alistou na Legião para fugir a um problema qualquer em Portugal, que se voluntariou para a frente oriental porque o seu comandante deu a entender que quem não o fizesse era maricón, e sabemos, pelas entrevistas, que Francisco se há-de tornar SS por outro acaso que tal, sem vontade que o leve. Resumindo: continuará burro e a gaguejar pelo livro afora, confrontando-se com sabichões que lhe hão de explicar o que se passa no mundo, porque ele não compreende e pouca parte tem nele, excepto o chamado "corpo presente".
A somar a isto (personagens vazias e infodump) juntam-se mais dois factores que matam a narrativa. 1) A escrita e sobretudo os diálogos, 2) a tentativa nada dissimulada de reescrever a história dos nazis, insinuando a cada duas páginas que tudo o que fizeram foi movidos por ilusões místicas e balelas sobre descenderem de atlantes e desejarem criar o "Super-homem" por via da eliminação de raças inferiores.
Quanto ao 1), somei expressões como: ouvidos de mercador, Estás a reinar comigo?, lambão de primeira, real gana, graçola e de chofre. Tudo isto em diálogos com intervenientes de língua-mãe alemã ou espanhola, ou mesmo portuguesa, mata a seriedade do assunto e tira-me de uma oficina de Praga nas vésperas do Holocausto para uma tasca na Verdizela (já o repeti duas vezes mas é mesmo o que senti).
Quanto ao 2), acho uma assunção falaciosa dar a entender que os nazis eram todos uns iludidos, lunáticos, que acreditavam realmente que tudo o que faziam era para o bem da Humanidade (a qual, evidentemente, encabeçavam). Creio estar certa quanto a tudo o que estudei, li e assisti a respeito deste período negro da História. Os nazis tinham motivações práticas, motivações materialistas, motivações ideológicas- estamos no séc. XX, o século em que ideologias tão opostas quanto o fascismo e o comunismo se consolidam em sociedade e colidem inevitavelmente -, tinham motivações imperialistas, expansionistas, antissemitas, e tanta outra coisa que moveu a máquina nacional-socialista como um rolo compressor sobre todos os poderiam atrapalhar-lhes os objetivos... Em Hitler's Circle of Evil há inclusive uma cena em que fica claro que um funcionário de Himmler, ao entrar na sua sala e deparar com o chefe a tentar fazer levitar uma cadeira apenas com o poder da mente, o considera prestes a perder o juízo. O ocultismo que um ou outro nazi professasse, numa tentativa, quem sabe, de aliviar um pouco a consciência dos horrores que causavam (para se convencerem de que o faziam por um bem maior), não era abraçado por todos, não era visto como verdade absoluta nem era o verdadeiro motivo que erigiu as paredes de Auschwitz. Para uma ideia do que era a Alemanha nazi, leiam Morrer Sozinho em Berlim, contado por um alemão que o viveu.
Posto tudo isto, e volvidas 120 páginas, não tenho interesse em seguir Nivelli para Auschwitz. Não quero ler sobre uma Auschwitz de bordéis e em que não se passava assim tão mal. Gostaria, talvez, de explorar a humanidade a debater-se com essas condições, mas isso JRS não tem sensibilidade (nem capacidade) para fazer. Quem sabe eu deva antes ler Se Isto é um Homem? Ou rever Campos de Concentração Nazis, também disponível na Netflix, onde as verdadeiras imagens captadas pelos americanos que libertaram aqueles campos mostram uma realidade que a mente dificilmente alcança. São as imagens mais abomináveis que hei de ver na vida, mas valem por mil palavras.
O Mágico de Auschwitz, de José Rodrigues dos Santos, é daqueles livros que prendem logo pela dureza da história e pela forma como mistura personagens ficcionais com factos históricos. No início, confesso que algumas partes me pareceram mais “palha” — sobretudo as longas descrições sobre o misticismo nazi mas quando a narrativa entra a fundo no Holocausto, o impacto é brutal.
Rodrigues dos Santos não poupa nos detalhes: o frio, a fome, a sujidade, o cheiro, a degradação física e psicológica dos prisioneiros. Tudo é descrito de forma crua, quase documental, o que torna a leitura desconfortável mas muito realista. E até no meio do horror há espaço para momentos inesperados, como a personagem do brasileiro SS, que acrescenta um tom insólito à narrativa.
É um livro duro, pesado, mas que cumpre o seu papel de testemunho e memória. E é impossível não sublinhar: não se deve ler este volume sem ter logo O Manuscrito de Birkenau à mão, porque as histórias encaixam diretamente. Para quem gosta da temática da Segunda Guerra, leitura obrigatória.
Foi o primeiro livro que li de José Rodrigues dos Santos. Como visitei Praga e Auschwitz e nunca tinha lido nada dele, decidi arriscar. Não encontrei surpresas... Um livro de leitura fácil (easy-reading), que tanto pode ter sido escrito por ele como por uma estagiária da RTP. Tendo eu visitado os locais e lido tanta coisa sobre a II GG em geral, fico com a ideia que dizer que o livro se baseia em factos e personagens reais é apenas uma manobra publicitária, para tentar dar credibilidade ao livro. Zero por cento de obra literária, não me transmitiu nem um bocadinho das emoções que tive ao visitar vários locais de Praga, de Auschwitz, de Birkenau e mesmo de Budapeste. Mesmo não sendo judeu, é impossível ficar indiferente à dimensão da maldade humana ali demonstrada. Vou ler "O manuscrito de Birkenau", apenas porque já o tinha comprado e na esperança que talvez melhore um bocadinho.
Depois de ler algumas críticas a este livro do José Rodrigues dos Santos, fiquei curiosa. Assim que ficou disponível na biblioteca municipal decidi fazer uma requisição.
Em primeiro lugar, este livro é uma leitura extremamente fácil e leve. O meu tempo não foi muito, caso contrário teria demorado apenas 1/2 dias a ler. Em segundo lugar, o livro aborda de forma leviana diversas questões relativas ao período da IIGM e a Auschwitz.
Falar/ escrever sobre Auschwitz implica ter plena consciência que este foi uma das maiores atrocidades da humanidade. Posto isto, dar a entender que se mataram pessoas também por “sentimento humanitário” é impensável! Página 436 - “-Está a insinuar que vocês montaram tudo isto por... por... (...) -Também por sentimento humanitário”. - (Fim do capítulo).
A escrita de José Rodrigues Santos (JRS) tem sempre muito ritmo, o que pode ser positivo para não tornar a leitura aborrecida, mas acaba por poder ter um lado negativo que é a perda de conteúdo na narrativa. JRS arranjou um modelo/molde onde têm encaixado quase todos os seus livros (excepto talvez "A Filha do Capitão" e os 2 volumes "biográficos" de Calouste Gulbenkian) assente em duas personagens amorosas e um tema (pode ser a crise económica, a crise climática, etc.). Na contracapa deste livro surgem as frases "O Mágico de Auschwitz mostra-nos a Shoah como ela jamais foi mostrada" e "Uma das mais importantes obras da literatura portuguesa contemporânea" o que, por si só, nos deixaria já com bastantes reservas que, aliás, se confirmam. O próprio nome do livro acaba por ser publicidade enganosa na medida em que, em nenhum momento do mesmo, a profissão de uma das personagens é relevante no contexto de Auschwitz (poderia chamar-se "O Técnico Oficial de Contas de Auschwitz" que o resultado seria praticamente o mesmo). Falta consistência às personagens, próprioa e na interacção com as outras, num tema que muitas vezes parece ser considerado com alguma leveza.
Esta foi uma leitura bastante pesada, mas que tinha de ser feita. Já tenho a continuação desta história (“O Manuscrito de Birkenau”), mas não vou pegar já nela. Se já ouviram falar sobre este livro, mas ainda estão indecisos sobre se o devem ler ou não, aqui ficam cinco motivos pelos quais devem considerar ler “O Mágico de Auschwitz”:
1. Trata-se se uma história impactante sobre os horrores passados em Auschwitz durante a II Guerra Mundial;
2. É um livro escrito por um dos melhores autores e jornalistas portugueses;
3. Ao longo do livro, o autor utiliza expressões e palavras em alemão (e também em espanhol), expondo sempre a sua tradução para o português. Deste modo, acabamos por ficar mais integrados na história;
4. Trata-se de uma história fluída e bem organizada;
5. E, mais que tudo, ser como alerta à sociedade, para que a História não se repita.
Auschwitz vista por dentro e a dois tempos, Levin, o mágico alemão judeu refugiado e Francisco, um português fugido do seu país que por amor se mete em guerras que não são as suas. As histórias de ambos convergem em Birkenau, o mais terrível campo de extermínio de seres "sub-humanos" a fim de purificar a raça Ariana. Uma história bem contada, dura e que não deixa de surpreender, sobre um dos temas mais usados para relembrar - sempre - as atrocidades que os seres humanos são capazes de cometer. Muito boa leitura!
Haja noção. Escrever, ainda que pela boca de um personagem , que a ideia dos campos de concentração é uma solução de princípio humanitário ultrapassa a estupidez que achei que fosse possível ter-se. Fora isso, em termos de narrativa, é só mais um romance sobre a segunda guerra. Vou ler o próximo porque não consigo deixar coisas a meio.
José Rodrigues dos Santos a ser José Rodrigues dos Santos, já ninguém deve ficar desiludido ou surpreendido a esta altura do campeonato. A parte de desenvolvimento de personagens e os diálogos não são excelentes (embora já tenha lido melhor), mas a contextualização histórica e a temática estão bem descritos. Levou-me a pesquisar mais e descobrir coisas novas, o que é sempre o que tiro de melhor destes livros. Agora vamos à sequela :)
Първите 80 страници ми бяха изключително скучни и безинтересни,но след тях действието се забърза и навлязохме в същината на лагерите и потръгна много добре и до края ми беше интересна.
Mais uma grande obra de José Rodrigues dos Santos...
O Mágico de Auschwitz descreve perfeitamente a opressão de que os judeus foram alvo e leva-mos a uma viagem que começa em Praga, passando pelo cerco a Leninegrado e fica em suspenso na parte mais obscura da história da humanidade... o concretizar da solução final em Auschwitz/Birkenau...
Um livro com uma viagem eletrizante pelo momento mais negro da história da humanidade, é apresentado por personagens que tentam camuflar a realidade. Uma é Levin ou o grande mágico Nivelli, mestre da ilusão outro é Francisco um soldado alocado ao exército espanhol e que o amor o leva a viver por dentro este horror...
Ficamos à espera da segunda e última parte para perceber se estes livros saltam para a prateleira dos melhores de José Rodrigues dos Santos.
Este livro está divido em 3 partes e foi uma tortura para mim conseguir ler as duas primeiras.. o autor despeja informação como se tivesse a dar uma palestra o que torna a leitura muito aborrecida. A terceira parte já conseguiu cativar o meu interesse mas ainda assim ficou muito aquém das expectativas. Senti que muitas cenas eram forçadas, as personagens de repente eram demasiado burras e não viam o que estava à frente dos seus olhos, tudo isto para que viesse alguém explicar-lhes tudinho num novo débito de informação... Pelo que já percebi esta é a fórmula de todos os livros do autor, mas este foi o primeiro que li dele e este estilo de narrativa não me cativou, fez com que tudo parecesse pouco natural. Ainda assim, a terceira parte teve cenas duras de ler e consegui sentir os horrores a que as personagens eram sujeitas, o que já foi um ponto a favor do livro. Tenho a continuação por ler, espero que seja melhor que este.
É uma historia que nos prende embora não traga nada de novo sobre Auschwitz. O facto de deixar a historia a maio e nos obrigar a comprar o 2º volume é uma menos-valia. Devia ser 3.5*
Разочарована съм от финалът. През цялото време действието се луташе от застой до препускане, после пак застой и пак всичко се случваше бързо. Историята остана някак незавършена.
A realidade histórica cai sobre nós com relembrar devastadoramente opressivo. Duro como um murro no estômago. O autor, sempre no seu melhor, não sabe fazer as coisas de outra maneira. Uma boa história é muito bem contada. Obrigado, JRS.
Continuo a achar que o autor não põe na boca das personagens o vocabulário adequado à época e à pessoa. Houve uma grande polémica acerca das palavras de José Rodrigues dos Santos numa entrevista, mas nada neste livro parece apoucar a tragédia que foi o Holocausto.
Um autor Português que provoca em alguns (poucos felizmente) dos seus conterrâneos uma repulsa pelas suas obras, só mesmo motivada por uma qualquer "dor de cotovelo" incompreensível. Quem não gosta, não leia, quem não aprecia, que leia outro qualquer autor. Obra sobre uma temática muito explorada, mas que nos motiva sempre uma nova vontade de ler e reler, porque em cada livro, descobre-se sempre algo de novo. A sua leitura prende-nos, penso que pela alternância de histórias, primeiro o mágico, depois o nosso "conhecido" Francisco, novo capítulo com o mágico e logo a seguir um outro sobre o "nosso" Francisco....e isso leva-nos a querer ler mais um pouco...e mais um pouco, para podermos acompanhar a "vida" destes personagens. Deixou no ar a vontade de ler o segundo livro.
Comparando com o seu livro anterior… tenho que dizer que "assim está bem melhor". Não noto a baralhada no excesso de boa informação mas repetida vezes sem conta. Aqui a narrativa é boa e fluida. Não é massudo e o interesse mantêm-se. Sendo que perto do final do livro os acontecimentos se conjugam muito bem. De maneira a querermos mais.
Durante todo o livro fiquei à espera do tal mágico anunciado na capa… pois parece que afinal o vamos ter a 100% nas ações a tomar no segundo livro.
Gosto dos livros do autor porque costuma aprofundar muito o tema central do livro. Neste caso não aconteceu. É mais um livro sobre o Holocausto. Não traz nada de novo. E para quem quer ler sobre o tema há no mercado livros bem mais impactantes
Acabei de ler o livro “O Mágico de Auswitch”, escrito pelo José Rodrigues dos Santos. Já li um outro livro deste autor, “O Codex 632”, que achei muito aborrecido, mas encontrei “O Mágico de Auswitch” no Continente (obviamente o melhor lugar para encontrar obras de literatura) e não notei que o autor era o mesmo. No entanto, tenho de dizer que acho a narrativa deste livro bastante mais cativante do que o “O Codex 632”.
O livro conta a história de duas pessoas durante a Segunda Guerra Mundial. Primeiro, temos o mágico: um júdeu alemão com raízes sefarditas que fugiu da Alemanha para a República Checa por causa de perseguição na sua pátria. Além do mágico, também seguimos um guerreiro português que é parte da Legião Estrangeira da Espanha. Ele alistou-se neste ramo da Legião depois de ter cometido um crime em Portugal e tinha que fugir. Na Guerra, uma parte desta Legião foi recrutada pelos Nazis para combater na Frente Russa, como a chamada Divisão Azul. Assim, o protagonista português acaba no infame cerco do Leningrado. Ao longo do livro, as duas personagens aproximam-se devido a circunstâncias fortuitas.O que gosto sobre deste livro, sendo baseado em factos reais, é que me ensina coisas novas sobre a Segunda Guerra Mundial. Por exemplo, nunca ouvi falar sobre a Divisão Azul e o seu papel na guerra. Ter duas histórias em simultâneo – que, afinal, se juntam – mantém o livro excitante. Não há, contudo, muito desenvolvimento das personagens. Além disso, uma das personagens principais, o guerreiro português, é muito antipático.
Se quiseres ler “O Mágico de Auswitch”, ficarias a saber que este é a prequela de um outro livro, “O Manuscrito de Birkenau”. Para teres a história cabal, tens de ler ambos os livros. “O Mágico de Auswitch” não tem um desfecho satisfátorio e não constitui uma conta em si própria. Recomendo o livro às pessoas que se interessam na história, especificamente esta página negra do século XX. Nunca podemos lembrar-nos demais do que a humanidade é capaz. No entanto, se estiveres à procura de uma obra-prima da literatura portuguesa, pode-se evitar este livro.
Confesso que nunca fui grande fã da escrita de José Rodrigues dos Santos, mas com tanto burburinho acerca desta obra, a minha curiosidade foi espicaçada e resolvi avançar na leitura. A primeira parte do livro não me despertou grande interesse e até se tornou ligeiramente monótona, mas a partir do momento em que o mágico Levin ruma a Auschwitz com a sua família, a narrativa torna-se muito mais fluída e interessante e no final a minha opinião sobre a obra foi bastante positiva. Confesso que estou ansiosa por ler a continuação...
Um livro que me surpreendeu (e muito) pela positiva! Apesar do início lento, com uma abordagem minuciosa da história e talvez demasiado extensa, oferece ao leitor conhecimentos históricos interessantes e um pouco do miticismo e esoterismo que esteve por detrás dos horrores da guerra (e que pelo menos eu, desconhecia!). Uma leitura cativante! Quero já iniciar o segundo livro!!
Desde que li há bastantes anos o livro “Treblinka” que fiquei um pouco avesso a mais leituras acerca do drama judaico-nazi. Mas porque era um livro de JRS lá embarquei nesta nova aventura. Esperava algo bastante diferente e o que li foi uma estória vulgar que volta a pegar, sem génio mas muito pormenor, na cansada história da perseguição dos nazis aos judeus.
Confesso que é a primeira vez que leio algo de JRS e correspondeu perfeitamente quer às minhas expectativas quer à “fama” que o mesmo tem de ser um “peso pesado das letras lusófonas”. Os diálogos são para mim talvez o ponto mais fraco do livro, ainda que interessantes e cheios de informação necessária (quer para o desenvolvimento da história quer a nível histórico sobre a 2.ºGuerra Mundial). O autor usa demasiados maneirismos o que a meu ver empobrece o texto (por exemplo, no início do livro o filho da personagem principal sendo ainda criança fala “à bebé” com expressões como “Eu que’o joga’ à boua”). Contudo, JRS ganha em muito pelas descrições. São vividas e cruas, ao ponto de por vezes nos sentirmos enjoados com as mesmas, de tão chocantes que são. O único livro que alguma vez li que se assemelhou com estas descrições tão “vivas” foi o “Nós, os afogados” e só por isto o livro de JRS já é extraordinário. Por último, JRS é também ótimo a manter o ritmo do livro, nunca é aborrecido e nunca temos vontade de o largar, queremos sempre sempre virar a página, ainda que já sejam 3 da manhã e o trabalho nos espere dentro de algumas horas.
Depois de tanta critica à volta destes dois livros, admito que a vontade os ler foi enorme e tenho que admitir que acabei por ficar admirado com algumas das criticas negativas que li. Acabei de ler o primeiro e vou agora para o segundo, pois afinal de contas, através do seu processo simples de escrita, o escritor consegue mesmo assim, fazer-nos descrições incómodas sobre um dos piores períodos da humanidade através de personagens ficionadas, mas, de alguma maneira "reais". Apesar de já se ter escrito muito sobre a IIGM e o holocausto, nunca é demais relembrar e até ter outro ponto de vista e olhar sobre este período negro da história e, na minha opinião JRS consegue fazê-lo através do olhar das diversas personagens. Vou então partir agora para o segundo livro, até já...